06 agosto 2009

SARNEY, MALUF E O PADRE QUEVEDO

Padre Quevedo é aquele religioso de sotaque espanhol metido a estudar fenômenos paranormais. Ele aparecia num quadro do programa "Fantástico" analisando vídeos enviados com supostos fenômenos paranormais. No final da apreciação de certos vídeos, o padre dava uma explicação em portunhol e fechava o quadro repetindo enfaticamente o bordão "isso não existe" no seu característico portunhol: "Isso no ekciste"! "Isso no ekciste"!

Não sabemos se o padre Quevedo é um estudioso de araque de tais fenômenos. O que dava para perceber era que ele condenava à inexistência coisas óbvias, montagens vagabundas e truques baratos de ilusionismo. Assim, não era difícil concordar ou se alinhar com a opinião dele.

O que tem a ver Sarney e Maluf com essa história de Padre Quevedo. Tem que os dois querem dar uma de padre Quevedo às avessas da seara política e tentam se desfazer das acusações e falcatruas com o famoso "isso não existe" do Padre. Ocorre que se padre Quevedo nos chamava para a realidade, desmascarando truques baratos e ilusionismos de meia tijela, Sarney e Maluf nos jogam na surrealidade ou no realismo fantástico, grasnando insistentemente a inexistência de crimes graves, com comprovação óbvia, contra a moralidade e o patrimônio públicos, crimes nos quais são protagonistas. Isso podemos constatar nas constantes entrevistas de Maluf e no último discurso de Sarney no Senado Federal.
E o governo Lula, onde entra nessa parada? Sim, o governo de Lulla Calheiros Collor Sarney de Mello Silva é a máquina de sustentação desse circo surreal, dessa palhaçada deprimente, dessa redução do país a republiqueta de quinta categoria. Cruz-credo, é melhor chamar o Padre Quevedo!

HÁ BRAÇOS!

Um comentário:

baltazar disse...

Plagiando o José Simão, o Brasil é o país da piada pronta. Baltazar