12 junho 2010

COMO FAZER "PESQUISA HISTÓRICA" EM UIBAÍ?

É assim que se faz: segundo os mais véi, de acordo com o que Liobino disse, conforme me disse uma véa lá da Laranjeira, no entender de Faburino, tendo em vista o que falou um véi que eu encontrei na estrada do Mandacaru, no entender de João de Guidu... Isso é pesquisa? Eu, particularmente, sonho  todas as noites em chegar logo aos 80 anos  só para virar autoridade incontestável no quesito "História de Uibaí". Sendo generoso, essa coisa está mais para especulação de curiosos sobre o imaginário canabrabeiro, o folclore, a memória criativa desse povo do pé da Serra Azul. Há quem ache que está mais para inventário de fofoqueiros ou compilação de lorotas urdidas pela cabeça criativa de certos artistas populares.  Mas, trocando em miúdos, pesquisa vai bem além  do ajuntado fantasioso que se ouve ou vê aqui e ali pelos corredores da Canabrava. Há braços!

18 comentários:

Celito Regmendes disse...

"Mas, trocando em miúdos, pesquisa vai bem além do ajuntado fantasioso que se ouve ou vê aqui e ali pelos corredores da Canabrava"... pois é, tem gente daki e ta fora de uibaí q precisa se dar conta disso, senão fika akela coisa do makako senta no raba pra falar do rabo dos outros kkkkkkkkk. Não peskiso pra virar celebridade, ganhar dinheiro nem tampouco pra kerer desacrditar ninguem ou ser melhor q ninguem, gosto de história e ponto, do debate e ponto,da socialização dos "achados" e ponto, por isso propus(e ainda proponho) um fórum de discussão acerca dospprincipais temas,paradigmas, ennigmas e cia relacionado a nossa terra, pois fórum de pikuinha acho q o uibaí on line deu o q tinha q dar, este blog vai pelo mesmo caminho??? tomara q não, mas pelo andar da carru...

GTV BOCA DO INFERNO disse...

Isso é segundo um véi lá da Lagoinha ou conforme uma véa lá da Formosa?

Celito Regmendes disse...

acho q sou idiota mesmo,este blog tava jogado as moscas mas o dono se acha "o cara"(em alguns texto o "home" é fera mesmo),alem de produzir bons textos, inventou de ser especialista em tratar os outros como idiotas ,canalhas, bandidos, mentirosos, sakanas,ingenuos, é só divergir dele e tome-lhe pau, o imbecil aki caiu na besteira de questionar um texto(aliás pontos do mesmo)e isso vira motivo pra levar bordoada do dono da verdade,um ente extraordinario q com apenas "uma olhada rápida" num documento é capaz de levar a memoria de um ícone uibaiense ao limbo, isso por q o dono da verdade tem o poder e o desejo de fazer isso:- chega de vicente veloso,ele não pode ser referencial dos "mocós canabrabeiros" não kero isso, vou detonar, vou desmoralizar, mostrar como se derruba um "mito" com apenas um texto-bomba, e ai deles se não gostarem, aliás quem são eles???? daki a pouco eu detono osvaldo alencar, eu tenho o poder, o dever e o desejo de fazer isso, depois detono o proximo q os mocós admiram, eu arrraso... e o idiota aki dar credito a um cara desses, toma idiota... fiko por aki, se o blog voltar a virar o samba de uma nota só ou quase isso ou se daki a pouco alguem cai na tolice de divergir do todo poderoso e dá ibope pra ele, pra mim tanto faz.. tchau todo poderoso, q a verdade esteja sempre contigo, só espero q nem todos os documentos do mundo estejam apenas ao seu alcance, alguns eu ainda kero dar uma olhada...posso???? fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

GTV BOCA DO INFERNO disse...

Valeu... eu e minhas moscas somos felizes!

Lucas Rafael disse...

Um elefante incomoda muita gente, o "BOCA DO INFERNO" incomoda muito mais...

Anônimo disse...

celito tá chamando os leitores de mosca? É isso mesmo ou eu entendi errado. Em falar nisso cuidado com a mosca azul celito. quer dizer que você com seu brilho ofuscante iluminou esse pobre e abandonado blog?rsrsrsrsrsrsrsrsrs
joao Sindo

Flávio disse...

GTV: de anarquista pós-moderno à liberal positivista. Os documentos orais são fontes históricos, querido. Vai estudar que você vai descobrir. Nunca disse que existe processo-crime com Vicente Veloso. Quem disse que achou um processo-crime com Vicente Veloso foi você e quem tem que mostrá-lo é você. Mas se quiser vários casos de escravos participando da morte de senhores, vá no Arquivo Público do Estado da Bahia, na sala de pesquisa, consulte a seção Judiciário, termo de Xique-Xique, e você vai conhecer as histórias de Paulo Angola, Chico Haussá e outros(Por sinal, nunca vi um processo-crime que se refere a africanos com nomes não-cristãos). Posso lhe passar a numeração da estante e do maço de documentos depois, não os tenho aqui. Todas essas histórias que estão nos arquivos podem ser confirmadas na oralidade dos povoados do Gentio do Ouro (que, há tempo, já ganhou status de material empírico de validade cientifica). Você só convence gente inocente que se impressiona com um discurso "inovador" e "questionador". Por fim, GTV, seu artifício é paupérrimo. Sustentado em um documento que surgiu do nada e que ninguém mais sabe que existe - documentos ficam guardados em arquivos e possuem numeração e tudo - você vem questionar a "heroicidade" de Vicente Veloso, construindo outro herói. Achei que heróis eram coisas dos quadrinhos. Nossos símbolos de luta são pessoas reais, históricas. Por fim, se quiser fazer literatura histórica sobre escravidão - você tem capacidade literária e imaginação de sobra - recomendo que se inscreva no concurso de contos afro-brasileiros que a academia de letras da bahia promoverá em setembro. inté

GTV BOCA DO INFERNO disse...

Flávio parece que já reuniu a força-tarefa... Tá bom Flávio, eu acredito que Venceslau, um escravocrata cujo lastro de racismo até hoje persiste entre os decendentes na Canabrava ficou batendo papo com um escravo sobre a origem comum de amboskkkkk Para de confundir vigarice ideológica com história oral, meu fiii. Outra, vai saber primeiro o que é liberalismo e positivismo para poder rotular os outros. Aproveita e descobre o que é fazer pesquisa. Você não disse que havia processo contra Vicente Traíra, mas disse que era a coisa mais comum nos arquivos. Se era comum vai pegar o de Vicente!O que eu disse é que você não vai porque não existe. Todos os nomes de escravos foram grafados por uma negra chamada Kohry... Consta em depoimentos. Quanto a heroi, você não viu isso escrito no meu texto, falei que Kembelle era um guerreiro, não um heroi.
como você citou Pepetela e, pelo jeito sem ter lido, pega mais umas referências aí para você posar de intelectual:

ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul: séculos XVI e XVII. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

FLORENTINO, Manolo. A paz das senzalas: famílias escravas e tráfico atlântico: Rio de Janeiro, 1790-1850. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997.

_________. Em costas negras: uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro: séculos XVIII e XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

LIENHARD, Martin. O mar e o mato: histórias da escravidão (Congo-Angola, Brasil, Caribe). Salvador: EDUFBA; UFBA, Centro de Estudos Afro-Orientais, 1998.

MATTOSO, Kátia M. de Queiros. Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1982.

RODRIGUES, Jaime. O infame comércio: propostas e experiências no final do tráfico de africanos para o Brasil: 1800-1850. São Paulo: Editora da UNICAMP: UNICAMP, Centro de Pesquisa em História Social da Cultura, 2000.

SILVA, Alberto da Costa e. A manilha e o libambo: a África e a escravidão, de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Fundação Biblioteca Nacional, Dep. Nacional do Livro, 2002.

SOARES, Mariza de Carvalho. "Descobrindo a Guiné no Brasil colonial". In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasieliro. Rio de janeiro, 161 (407), 71-94, abr./jun., 2000.

VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo do Benin e a Bahia de Todos os Santos: dos séculos XVII a XIX. Rio de Janeiro; São Paulo: Biblioteca Nacional; Corrupio, 2002.
HÁ BRAÇOS!

GTV BOCA DO INFERNO disse...

Mais uma vez eu digo para a força-tarefa de Flávio: não adianta espernear e cobrar documentos. Primeiro, vocês que estão escrevendo com Flávio desprezam documentos e defendem vigarice ideológica como se fosse história oral, depois cobram que se apresente documentos, mas não apresentaram nenhum que sustente a existência do super heroi Vicente Veloso e nem vão apresentar dada a inexistência. Qual é a de vocês? Viciaram na embromação e nem conseguem mais ver as contradições do que dizem? O disparate lógico? Outra, como a ficção amadora de vocês não serve nem para concorrer a concurso literário, vocês ainda ficam cobiçando a narrativa histórica dos outros como se fosse ficção boa para concurso. Um conselho: ou vocês aprendem a fazer pesquisa histórica ou então aprendam a mentir direito... Há braços!

Flávio disse...

Suas referências tão bastante ultrapassadas, cara. Experimenta João José Reis, Elizangela Ferreira, Walter Fraga, Lucilene Reginaldo, Ana Cristina Dantas Pina, Hebe Matos e Erivaldo Fagundes Neves. Depois você me diz como é que faz "pesquisa". Só você sabe como é, né? Um beijo na bunda e até segunda!

Flávio disse...

Me esqueci de Silvia Lara, Marcelo Badaró, Wlamyra Albuquerque, Eduardo Silva, Flávio dos Santos Gomes, Alberto Heráclito Ferreira Filho, Paulo Souza, Sidney Chalhoub, Robério Souza, Stuart Schwartz, Barrickman e Isabel Reis. Se algum dia eu precisar mentir - que os orixás evitem esse - nem vou pedir sua ajuda, pois suas mentiras são muito fraquinhas. Morte aos heróis! Viva o rebelde Vicente Veloso!

GTV BOCA DO INFERNO disse...

A força tarefa de Flávio ainda não mostrou nada que qualquer leitor possa dizer:isso é pesquisa!Que realmente o heroi vicente traíra existiu. Só embromação... cita daqui... cita dacolá pra dar um ar de que sabe do que está falando, mas no fim da história não aparece nada sobre o tal vicente que matou o patrão e foi bater papo com um escravocrata sobre a origem comum por parte de mãe. Só "embromeichom". Os arquivos, livros, seções numeradas, pastas, autos,documentos que ele cita aqui acolá não se referem a nenhum Vicente Veloso que matou o patrão e foi trocar ideias com o escravocrata Venceslau. Vai atrás dos documentos Flávio, deixa de conversa fiada, as moscas (como diz celito) que leem este blog não são idiotas a ponto de não perceber a charlatanice estampada no que você escreve como comentário. Há braços!

GTV BOCA DO INFERNO disse...

Outra coisa, a força-tarefa de Flávio, que deve ter pelo menos uns 3 pares de mãos, disse aqui: "Vai ler Pepetela". Aí eu me lembrei de um pastor da Iurd que foi aluno meu na pós-graduação em Psicopedagogia. O pastor dizia a mesma coisa que os inventores do Vicente heroi, só que de forma menos arrogante: professor, eu gostaria que o sr lesse o Bispo Macedo, aí o sr iria entender... O viés é o mesmo: Pepetela é tão charlatão quanto o Bispo e as pessoas que vivem dizendo "vai ler Pepetela" nem sabem o que ele escreveu ao certo, aliás, eles já devem ter transformado Pepetela em um heroi e não fazem nem mais questão de separar história de metaficção historiográfica. Só falta eles pintarem o branquelo de preto. O desencantado Che Guevara angolano. Há braços!

GTV BOCA DO INFERNO disse...

Continuando: o pastor era o típico bitolado, boneco de rebanho. Para ele ninguém poderia ter razão além do Bispo, ninguém sabia alem do Bispo, só o bispo tinha o argumento correto etc. Quem fala "Vai estudar Pepetela" chega a ser pior. Primeiro pressupõe que o interlocutor não leu, mas que ele le; que Pepetela é a salvação, a coisa sem a qual um pensamento não é possível, sem a qual a vida não é possível. E outra, pressupõe que todo mundo que lê deve impreterivelmente concordar, é inadmissível alguém lê-lo e não concordar... Igualzinho ao pastor, parece mesmo coisa de igreja vagabunda a quem pouco interessa a liberdade de pensamento, a opinião contrária. Aí eu pergunto: a força-tarefa engana a quem com essa conversa fiada?

Flávio disse...

Deixa eu explicar que você não entendeu, querido. Disse pra você ler Pepetela para fazer literatura. Por quê inventar essas coisas fantasiosas que você inventou é literatura, não história. E Pepetela faz literatura baseada em documentos históricos - vide A Gloriosa Família.
Quem tem que mostrar documento é você, fio, não eu. Você que diz que tem documento escrito com Vicente. Mas não é capaz de dizer nem de que arquivo você tirou. Por quê nos arquivos do Estado em Salvador, Rio de Contas, Xique-xique, Morro do Chapéu e Porto ainda foi encontrado nada que confirme ou contradiga a versão oral. Não temos documento escrito da época, mas temos um sem número de fontes orais e uma fonte manuscrita da década de 1970 baseada em memória oral. Você só tem imaginação. Quem é o charlatão?

GTV BOCA DO INFERNO disse...

Eu entendo o que você escreve, Flávio-força-tarefa, não tenho bola de cristal para prever os efeitos do seu contorcionismo mental quando o que escreve é posto em xeque. Você não tem documento algum sobre o super heroi inventado por vocês. Os documentos que tenho já falei aqui e faz parte da sua charlatanice fingir que esqueceu, só libero qualquer referência quando achar que for a hora. Então é isso, se você não tem nada a acrescentar, não adianta ficar fazendo barulho para embaçar a conversa e sair com seu super heroi inteiro debaixo do braço para ir fazer apologia na rua. Já era, Flávio, a papagaiada ideológica de inventar um vicente revolucionário, rebelde acabou. Só você ainda não notou... Há braços!

Flávio disse...

A referência rebelde de Vicente Veloso não pode ser extinta por uma mentira que revela uma tremenda ignorância sobre a história. Dizer que um documento existe sem dizer a referência do mesmo não prova nada. Não citou referência nenhuma de Arquivo ou classificação de documento, por que você não sabe nem o que é isso. Venceslau escravocrata? Faça-me rir. O cara tinha três escravos, só um com idade de trabalhar. Por quê ele ficaria conversando sobre parentesco com um ex-escravo? Talvez por ser filho de uma mãe africana? Vá estudar sobre escravismo no Brasil para aprender a mentir melhor. Vicente Veloso só é vilão no Fantástico Mundo de Alan, meu caro.

GTV BOCA DO INFERNO disse...

Flávio-força-tarefa, o exasperado. Não tem mais o que dizer. Não tem credibilidade, nem condições de ir além do teatrinho superficial que ensaiou aqui, agora ele parte para a banalização com a finalidade de me nivelar a ele. Acho difícil Flávio, mas confesso estar admirado de até agora você ainda não ter me chamado de fascista, racista, reaça... ou coisas do gênero, prática comum entre gente que age como você. Deixa eu te dizer essa última, já que não pretendo mais responder a esse tipo de comentário aqui: faz um favor, não passa vergonha em sua categoria não!Até minha filha de doze anos sabe o que é um escravocrata.Pelo menos consulta o dicionário antes de sorrir como um trouxa.