29 novembro 2006

BOCA DO INFERNO 34

COMO SACANEAR COM A GRANA DO POVO

O povo de Uibaí não merece o que o prefeito vem fazendo com os recursos e o dinheiro público. O dinheiro do povo está sendo gasto na destruição do município. Só para citar um exemplo grotesco do desperdício, tomem nota do estrago que o infeliz provocou na Cacimba, a caminho do Banheirão, na Fonte Grande e em outras entradas para as aguadas da serra. A Cacimba, por exemplo, que havia sido recuperada pelo pessoal da Umbu, foi quase que totalmente destruída pela ação de um trator esteira da prefeitura, que enlargueceu a estrada sem finalidade alguma. A destruição ecológica que o alcaide imbecil patrocinou ao longo da Serra Azul uibaiense constitui um crime previsto até mesmo na Lei Orgânica do Município.

A população, os vereadores dignos, as casas de estudantes e demais organizações representantes dos anseios populares deveriam mobilizar o Ibama e a justiça de modo a conter a sanha estúpida desse péssimo administrador dos recursos públicos.

É realmente lamentável o ponto a que chegou o miserável carlista que dirige a prefeitura. Todo mundo sabe que é dever do poder público desenvolver políticas e fazer investimentos para preservar o meio ambiente, no entanto, como nos casos acima, Réuzinho gasta dinheiro público com máquinas e funcionários da prefeitura para destruir o que o povo fez porque cansou de esperar pela boa fé do referido administrador. (bichu duzimbu)
FOI TARDE
O Núcleo Chupa-pinga de Brasília morreu. Deve ter sido anemia política ou coma alcoólico a causa mortis. Pode ter morrido também de ignorãncia, de apatia, de falta de propósitos ou até mesmo de traição! Quem souber a causa exata, nos diga que a gente ajuda a tirar a certidão de óbito!
O GOLPE QUE A ESQUERDA CANABRABEIRA LEVOU DA TFP

Corria o final da década de 80, a Canabrava e a Região de Irecê ainda estavam maravilhadas com o efeito da primeira Semana de Arte e Cultura de Uibaí, organizada pelos estudantes uibaienses de esquerda, residentes no próprio torrão e nas casas de estudantes em Brasília e em Salvador. No seio dessa fermentação, os estudantes, em conjunto com outros setores de esquerda, articulavam a fundação do Partido dos Trabalhadores no município, como forma de condução da organização política que vinham desenvolvendo mediante apoio à fundação de associações comunitárias e demais ações de cunho social. Esse trabalho era fundamental para se chegar ao poder e ter condições de construir uma administração progressista no município.

Nesse ínterim, Simpatia de Araque, que já havia dado sua contribuição à direita uibaiense ajudando Hamilton a fundar o Clube Canapodre, uniu-se ao secretário da prefeitura de Uibaí, OSNIZÃO, daquela famosa e escrota administração direitista de Hamilton, contra a qual os estudantes e a esquerda vinham lutando, e correu para Salvador, orientado sabe-se lá por quem, para se apropriar da legenda do PT, antes da esquerda uibaiense.

A trama do Simpatia de Araque, até hoje abafada, só não deu certo porque membros da esquerda de Uibaí que trabalhavam na Secretaria Nacional de Organização do PT, no Congresso Nacional, em Brasília entraram imediatamente em contato com o Diretório Estadual do partido em Salvador e orientaram o bloqueio da ação de Simpatia e OSNIZÃO. Mais a frente, os estudantes e setores de esquerda se reuniram no Grêmio e realizaram a assembléia de fundação do partido.

Não pensem vocês que isso é coisa do passado, que hoje a coisa é diferente. A gente sabe que há uma trama terrível da TFP para garantir espaço no poder por essas bandas. Vocês se lembram do carneirinho peteca que se vendeu por um carguinho na ADAB para Hamilton? Pois é, o sujeito integrante da TFP canabrabeira junto com Sopão, o irmãozinho dela, Simpatia etc., está concorrendo ao cargo de presidente da ADAB, com o apoio da TFP e dos carlistas da ADAB, pode? Claro que pode! Tudo pode para esse pessoal. (dioniso tamanduá)
VICENTE VELOSO É A NOSSA CARA

Em termos de poder, Venceslau não era nenhum escravocrata, mas representa o tronco do conservadorismo no pé da serra. Ele tinha escravos, isso é certo, e os resquícios de valores de quem esteve nessa condição me levam a crer que a identificação com o velho patriarca dos Machado, da forma como é feita na Canabrava, é bastante conservadora. Penso que ele não fez nada de especial para que se torne um "mito" da nossa identidade. Pelo contrário, acredito que a nossa história (parte fundamental da nossa identidade, da nossa visão de mundo e do nosso modo de agir) deve ser contada de outro jeito, vista de baixo...Prefiro o escravo fugido, o rebelde arredio, que ganha os sertões porque sabe que "Deus é grande e o mato é muito maior"... Prefiro a sua inconstância, a sua sede de liberdade, como nossa referência...

A transformação social, a mudança revolucionária (eita palavrinha em desuso) no Brasil terá a cara do povo brasileiro: será uma revolução negra, indígena, popular. Terá a cara de Vicente Veloso e não a de Venceslau Machado. Prefiro o escravo que foge das minas de Jacobina em busca da liberdade, contra a sua condição de coisa, de peça, de ferramenta, de mercadoria, para defender a sua condição de pessoa, ao proprietário falido que desce a Serra do Assuruá em busca de terra nova pra criar suas centenas de cabeças de gado, pra reproduzir o que houve de mais arcaico e conservador. ..

Alguns até podem me chamar de sonhador, de pouco realista, dizer que estou repetindo discurso de cartilha marxista do século XIX (!?)... Mas a realidade prova que as revoluções se recusam a ser uma coisa do passado, que elas vão continuar a estremecer os muros do mundo, com a violência transformadora e criativa de um rio que transborda... Radical é quem quer resolver as coisas pela raiz, é quem não se contenta em trocar um prefeito aliado do médio comércio e dos políticos profissionais por um empresário que, num belo dia, acordou com vontade de ser prefeito de sua terra natal...

Meus caros uibaianos: Vicente Veloso vive! Sepultemos Venceslau!
(flávio dantas martins)
ABRAÇANDO O LEGADO
um amigo do sertão
queria ser dos Machado
vivia triste num canto
se vendo discriminado
mas depois de estudar
ficou ele revoltado
viu que Vicente Veloso
representa seu passado
sua história vale mais
que a triste dos Machado
sua herança é melhor
desde que abrace o legado
do negro que se livrou
das garras dos desgraçados.
(J.M da Silva)

UMA FACADA CONTRA UM MILHÃO

Ás vezes, quando a gente diz ter tomado uma facada, os nossos interlocutores precisam entender que fomos vítimas de algum tipo de extorsão, que alguém nos explorou gananciosamente ou algo parecido. Numa situação dessas, se indicarmos as costas como o lugar dessa agressão, as pessoas certamente entenderão que fomos traídos por pessoas em quem depositávamos confiança. ACM Neto, aquela figurinha intragável do PFL baiano, tomou uma facada nas costas, na última semana, mas nesse caso não podemos levar em conta o exemplo acima.

A facada da qual o deputado foi vítima tem outra simbologia, bem maior que o gesto. Para entender essa outra nuance é preciso pensar na pessoa que o atacou. A senhora desesperada autora da façanha representa, creio eu, o estado emocional e a indignação da maioria do povo brasileiro com o tipo de política praticada no país há séculos. Ela é vítima diária, tal como a maioria dos cidadãos, de milhões de facadas, nas costas ou não, desferidas friamente por políticos da categoria de ACM Neto. A facadinha de três pontos sofrida pelo pimpolho do velho cacique da Bahia não é nada perto dos agudos cortes na carne e das amputações sociais operadas diariamente por essa espécie de gente. Quem não sabe que o povo leva dolorosas facadas todo dia? O escândalo das sanguessugas é o quê? E os mensalões, as privatizações espúrias, impostos, impostos, impostos... Taxas, taxas, taxas... ? O salário reduzido a pó, os juros escorchantes e mais roubo, roubo, roubo e desvio, e impunidade, e abandono... ?

A última facada desferida por essa laia perversa foi, depois de dois anos de escândalos políticos envolvendo a Câmara e o Senado, o povo ter como resposta a impunidade dos envolvidos seguida do aumento acintoso do salário parlamentar para R$ 24.600.00. Quer facada mais escrota? Mas a mão dessa cidadã indignada fez pela primeira vez no Brasil um desses elementos esfaqueadores públicos sentir na pele o que é levar uma facada. A mão desesperada dela é a mão de todos os brasileiros. O que esperamos do gesto dessa mulher? Simplesmente que os demais pilantras, profissionais em dar facadas no povo, simbolicamente sintam-se esfaqueados junto com ACM Neto, embora a dor irrisória do deputado baiano em nada se equipare à violenta dor cotidiana a que são expostos os cidadãos, devido à truculência das investidas desses falsos representantes. HÁ BRAÇOS! (alan oliveira machado)


A AÇÃO DA GENTALHA
Maria Sopão, líder da gentalha fisiológica que se diz de esquerda em Uibaí usa dos piores métodos para manter seu grupinho. Um dos principais métodos é a mentira. Essa desprezível figura faz contatos com as cúpulas e planta todo tipo de mentira. Apropria-se do trabalho social e político de pessoas realmente de esquerda e apresenta como sendo fruto da militância dela no afã de conseguir benesses do poder. O mesmo se pode dizer da gentalha do Núcleo Chupa-pinga, por exemplo, que já usou textos do Boca do Inferno como se fosse deles e até mesmo relatórios do Praça Inquieta.
Agora, o que tem aparecido de mentira lá em Salvador, para justificar nomes de amigos e serviçais da gentalha nas listas de candidatos a carguinhos no governo não está no gibi. Até Pedro Pára-quedas virou fundador do PT da Canabrava, é mole? Será que Saulo Pedrosa(PSDB) e Beto Lelis(PSB) têm algo a dizer sobre isso? O PT de Uibaí foi fundado em 1988, no Salão do Grêmio, todo mundo sabe que Pedro Pára-quedas se filiou ao partido depois da eleição de 2000. Aí tem gente que ainda acha ruim a gente taxar o cara de oportunista! HÁ BRAÇOS!
NOVAS TRAMAS NO PAÍS DAS MARAVALHAS
Dromendarinho violeiro, a putinha mais fofoqueira da TFP, se reuniu com Sopão e companhia para saber como inventar novas mentiras para desestabilizar aqueles desgraçados do Boca do Inferno. Esse pessoalzinho machado-preto é perigoso, tá acabando com a nossa fachada. Disse o dromendarinho, enquanto tirava um ré do violão. Continuou: minhas risadinhas, tapinhas nas costas e musiquinhas de cantoria já não estão servindo para esconder o meu caráter de hiena, de ave carniceira. Daqui a pouco a gente acaba sendo apedrejado pelo povo na rua porque não dá pra esconder mais nosso apetite de urubu com essa fachada esfrangalhada de revolucionários de esquerda. O povo não cai mais nessa, já viu o que nós queremos. Vamos inventar mais um monte de mentiras e soltar por aí pra ver se cola. Chama o fantoche e os bate-pau que ele arranjou. O negócio é sério. O governo Vagner tá aí e a gente tem que tá dentro. Vamos soltar que eles têm um sério problema psicológico, que são gays, ou que entraram pela janela em algum lugar, vamos dizer que eles são fascistas, opus dei, vendidos... Sei lá vamos soltar algum veneno aí que a coisa tá feia, nossa moral tá mais baixa do que moral de cobra de feira.
O LOUCO

É difícil encontrar alguém que não tivesse tido sonhos de infância atormentados pela presença dos mais diversos tipos de loucos, pessoas que perambulam pelas ruas, sem identidade, sem parentes e sem juízo. Na minha infância, conheci muitos que ainda hoje povoam as minhas lembranças. Preta Doida, Eduardo, João Tolo, Chico de Eloi, Tomásia, Chica Barrão e tantos outros cujas mentes afetadas por alguma forma de insanidade, “portadores de necessidades especiais”, pra ser mais chic, habitam mundos de sonhos e fantasias, imunes ao governo da razão.

Cícero era um desses espíritos andarilhos, dos quais os sanatórios vivem cheios. Alto, magro, aparentando uns 45 anos, de óculos escuros, anéis de lata em todos os dedos, bolsos entupidos de dinheiro em cédulas antigas, cuidadosamente embaladas em uma meia, depois envolvidas em um lenço e acomodadas finalmente em sacos plásticos que estufavam os bolsos protegidos por botões. Sua maior preocupação era o casamento, “imaginário”, com uma moça rica cujo pai, segundo ele, era coronel. Gostava de ser chamado de “Dias”, e ficava enfurecido quando os malandros da rua gritavam “chola” ou “pescoço de alicerce”. Nesses momentos Cícero demonstrava todo o seu desequilíbrio. Corria atrás das pessoas, gritava palavrões e jogava pedras.

Hoje, nos dias agitados em que vivemos é impossível identificar os loucos. A fronteira entre a razão e a demência é extremamente tênue e torna-se praticamente impossível estabelecer a distância que cada um de nós se encontra dessa fronteira. Para muitos, todas aquelas pessoas que não se encaixam em um determinado padrão social devem se hospedar no hospício. Mas o que fazer com os loucos de toga? E os de fardas e distintivos? E aqueles com imunidades? E os loucos com diplomas? E os políticos, os bandidos os padres? E no hospício, como identificá-los? São os que estão dentro ou os que estão fora? E os que gastam seus dias navegando na internet? E os que traficam dinheiro, e drogas, e armas, e influência, e fé? E os que sonham muito alto? E os que não sonham?

Cícero deu sorte. Viveu toda a sua vida, louco e livre. Não cruzou com um “Simão Bacamarte”. Mas eu sim.

Levem-me para a Casa Verde!
Edme Oliveira Machado

Um comentário:

Anônimo disse...

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