30 outubro 2008

SANTO NO ANDOR

Depois da vitória sobre o grupo do prefeito, a frente de libertação, num ato de agradecimento resolveu desfilar pelas ruas de Uibaí com o pai da criança, o companheiro e atual vereador Dorival, nos braços. Tal ato deve ter deixado o prefeito eleito com o monossílabo cortando agulha. O cito vereador é o pai das crianças eleitas, o vice prefeito Rodrigo e a verreadora Vivi e também, o maior vencedor dessas eleições. Viva São Dorim... o nosso companheirim... Haja povo! (Vilmali Rocha, para o Boca do Inferno)

QUANDO A INTENÇÃO É SÓ DOUTRINAR


Na atividade de analista de discurso, aprende-se a lidar tanto com o silenciado quanto com o dito. Ocorre que toda materialização de linguagem se dá por meio de escolhas, conscientes ou não, e essas escolhas silenciam outras possibilidades do dizer que insistem em rondá-lo (nem sempre em boa hora) de tal forma que o sentido do dito tem sua constituição fundada nessa relação entre o que se disse e o que se calou. Todo esse jogo faz muitos sentidos circularem.
Outro dia o professor de história Flávio Dantas alertava Jorge Araújo no uibaionline, de forma inadequada, sobre o uso do termo “denegrir”. Não que o uso do termo “denegrir” trazido por Jorge estivesse referencialmente sendo utilizado no sentido racista com o qual foi muitas vezes empregado no séc. XIX. O alerta de Flávio é que forçava essa interferência, forçava essa relação com a memória.

A palavra denegrir, originada da raiz latina niger que significa “negro”, foi difundida dentro da mentalidade escravocrata que, para justificar a escravidão, classificava os negros escravizados como animais, sujos e degenerados. Assim, denegrir, que etimologicamente significa sujar, manchar, até ficar com cor escura, negra, sem qualquer tintura racial, naquela época (institucionalmente escravista), ganhou uma oportunista conotação étnica e passou a ter o significado de tratar alguém como se fosse negro, ou seja, “sujo, degenerado, animalizado”. Isso quer dizer que a palavra tem esse lastro na memória, mas quer dizer também que a memória traz consigo as condições de produção do sentido da palavra para a época e que na atualidade essa memória não cabe em qualquer contexto. Há inclusive quem conteste a conotação racista do lexema “denegrir”. O escritor Eduardo Martins, por exemplo, ao defender que nem todas as expressões se referem ao negro como etnia, diz que a palavra denegrir surgiu no século XV, portanto, antes da escravidão no Brasil. A informação é correta, mas não procede como argumento.

Em Semântica, disciplina ainda ligada à visão imanentista da linguagem, o que aconteceu com tal vocábulo seria chamado de mutação semântica diacrônica, isto é, quando a palavra muda de sentido com o passar do tempo, chegando a um novo momento histórico com uso e sentido distintos do original. Foi o que aconteceu com o termo “amante” que até início do século XX referia-se positivamente a alguém que ama e hoje refere-se a alguém que participa de uma relação adúltera.

Assim como o uso do termo "amante", atualmente, não permite que se o entenda como "aquele que ama", sob pena de se criar sérias indisposições sociais, o mesmo pode-se pensar sobre "denegrir" quando rotulado como termo racista. Por essas e outras razões deve-se fazer uso cuidadoso das palavras, mas não necessariamente condená-las com base em seu passado infeliz, ainda que verdadeiro. Do contrário, teríamos que abandonar grande parte do vocabulário em uso na atualidade. Vejamos, a título de exemplo, o étimo de algumas palavras bem populares: trabalho, do Latim, tri paliu, ou seja, três paus, castigo imposto pelas tropas romanas aos exércitos derrotados, que consistia em fazer os membros desses exércitos rastejarem sob um estrado feito com sequências de três lanças romanas. Dócil, doçura, em Latim , docere, aquele que se deixa submeter, qualidade de quem é submisso. Cretino, proveniente de um dialeto franco-provençal dos Alpes Suícos , cretin, referente a cristão, pessoa aparvalhada, de raciocínio lento, tola. O sentido se deve ao fato de os vários cristãos fugidos de regiões com baixa taxa de iodo no sal terem desenvolvido uma espécie de tireoidismo que os deixava com aparência de tolos, tontos... Agora, raciocinem comigo: faz sentido apelar para a origem dessas palavras como forma de repreender seu uso, taxando-o de preconceituoso etc., etc., etc.?

Se em termos de linguagem não faz sentido esse tipo de perseguição a palavras, seria essa uma prática fundamentalmente ideológica? Seria uma muleta de discussão com a finalidade de exercer controle sobre os outros? Seria uma forma de criar argumentos para rotular adversários? Se for é ridículo, é coisa realmente de quem não tem argumento.

A esse respeito, lembro-me de que na ocasião em que o livro “Pelas veias da esperança” foi lançado em Uibaí, o professor Juscelito Mendes chegou a dizer que eu, como um dos revisores, deveria ter corrigido a expressão “anos negros da ditadura”, porque o vocábulo, “negros”, fazia referência pejorativa à cor. Tem dissimulação de ignorância mais retardada do que essa? Todo mundo sabe que a expressão, “negro”, no sentido de cor, tem histórico negativo milenar. Está lá nos bestiários medievais, lá nos textos pré-socráticos, lá nos textos de origem persa, egípcios, chineses e indianos. Assim, o termo está apropriado ao contexto em que foi posto. Não fere a ninguém além dos ditadores. Estou vendo a hora de esse pessoal começar a discriminar pessoas que botam luto pela morte de algum ente querido por estarem associando a cor preta à morte, à tristeza e à dor. Ainda bem que a língua não se submete facilmente a esses delírios de milícia.

Simbolicamente, vê-se que a expressão, “negro”, foi utilizada em “anos negros da ditadura” com o mesmo sentido que a cor aparece no "luto" acima referido, ou seja, com sentido de tristeza, dor e perda. Mais que isso, como ausência de luz, contrário ao dia, levando-se em conta o dia como sinônimo de vida, uma vez que o sol é responsável pela progressão e sustentação do ciclo vital. Tal uso insinua que a vida foi podada no período militar, que aquele período foi de tristes perdas. A simbologia, embora tendenciosa, é coerente. Seu uso se deveu à necessidade de marcar um posicionamento ideológico com relação às práticas do regime militar. E esse uso é visceralmente humano. Agora, despropositado é querer fazer hegemonia discursiva, “patrulha ideológica” com esse tipo de argumento. Banalizar o sentido do que se diz com abobrinhas ideológicas é querer instituir a incapacidade de pensar. Se a intenção for mais discutir do que doutrinar, é melhor procurar entender a expressão dentro do contexto em que foi usada.

O lamentável de tudo isso é ver que há pessoas que caem irrefletidamente nessas armadilhas retórico-doutrinárias. Foi triste ver o pobre Jorge desamparado, se sentindo (ironicamente) a ovelha negra do rebanho, achando que cometeu um pecado terrível, pedindo desculpas e lamentando o seu infortúnio.

Há braços! alan

24 outubro 2008

VAMBORA!


VAMBORA


Aos meus amigos A. Machado, L.D. Ungarelli e W. Hungria
( entre poucos e fiéis outros...)




Vou me embora pra Pasárgada

Bandeira mostou o caminho

e o Quintana me falou

que posso ser passarinho.

Arrumar minha boroca

e botar o pé na estrada

pitu, tabaco e paçoca

não preciso de mais nada.

Às vezes tão quixotesco

às vezes tão delirante

de traço tão pitoresco

e almejando ser Cervantes.

Se não der, vou pra Atenas

aqui eu não fico mais

vou fugir da minha pena

gritei : Solte Barrabás !!!

Vou me embora pra Pasárgada

quem quiser, venha comigo

lá conheço a dona Juana

que me prometeu abrigo.

Vou tomar minhas branquinhas

com farofa de torresmo

cá tenho de andar na linha

lá eu posso ser eu mesmo.

Vou me embora, vou me embora

aqui eu não fico mais

levarei a doce aurora

pras noites de alguns ais.

Vou me embora, e já me arranco

levarei Drummond comigo

coitado, tão esquecido

sentado naquele banco.

Creio já chegada a hora

de buscar o meu quinhão

já está ficando tarde

me diz o meu coração.

E Drummond me diz surrindo:

E a minha Itabira !?

Se eu não levá-la comigo

minh"alma queda no limbo.

Eu direi: calma colega

Seu Manuel já está lá

só levou um burro brabo

e agora nem quer voltar...

Vou me embora, companheiros

a todos, o meu abraço

me sentindo o derradeiro

mas quero sair do laço...





(Ozênio Dias, num dia chuvoso de sembro de 2008)

23 outubro 2008

O ÓDIO É BEM MAIOR!

Para Suelena e sua turma ortopterofóbica.


Ontem (21-10) choveu pra Noé nenhum botar defeito. Depois do forte temporal que desabou sobre a cidade, não é que uma velha barata foi se refugiar na área de serviço lá de casa. Soube dessa visita nenhum pouco ilustre mediante os dois gritos agudos de minha filha. Dizem que o medo feminino de baratas é ancestral. Corri ao encontro dos gritos e me deparei com uma cena comezinha. A menina em cima da cadeira e a um metro e meio, amarrotado e arquejante, o nefasto ortóptero.

Baratas são bichos repulsivos, indesejados, tradução da mais unânime repugnância. Entretanto, confesso que por um segundo não consegui vislumbrar mais do que um inseto fragilizado, desesperado, cheio de medo e susto. A pobre barata só queria se recuperar do terrível princípio de afogamento que possivelmente sofrera na tubulação de água fluvial. Abandonou o desconforto da boca de lobo inundada, antes seu aprazível lar, em busca da sobrevivência. Esse átimo de compaixão me ocorreu logicamente antes de eu desferir uma vassourada certeira no vil inseto. O golpe o deixou em tremeliques, grudado no chapisco do muro. Afinal, o amor incondicional à vida deve ser instintivo, mas o ódio às baratas é bem maior. (alan oliveira machado)

22 outubro 2008

RECEITA

RECEITA
Amole a faca do sonho
corte a vida em fatias
evite muita sangria
pra o corpo não padecer
coloque as postas de molho
no sal justo da razão
não se esqueça da emoção,
junte, ao molho, prazer.

depois de temperada a vida
populacho vira povo
o que é ruim não vem denovo
na mudança de estação
movimento solidário
de crescer além do horário
do relógio, da TV.

a vida ferve ativa
nutrida, codimentada
em postas bem preparadas
para o tempo absorver.

(Cosme Bafão, para o Boca do Inferno)

17 outubro 2008

BOLHAS, PULHAS E PÃO


Uns sofrem com a bolha financeira

pulhas da finança estrangeira

outros com bolhas grosseiras

sofrem em busca de pão

bolhas estouradas na carne

que geme escravizada,

quem dera bolhas de sonho, como bolas de sabão

quando o cabo da enxada certeira

infla bolhas roceiras no solo vivo da mão

carne vermelha arrancada

na madeira bruta da enxada

ou na arranca do feijão

o sal do rosto escorrendo

molhando a carne ardendo

veneno da exploraçao.

Pra uns a bolha é ganância

consumo desembestado

pra outros a bolha é um estado

menos homem, mais arado

de bicho coisificado

adubo do solo ralo, dejeto de aluvião.


(Cosme Bafão, para o Boca do Inferno)

11 outubro 2008

ELEIÇÕES DE UIBAÍ, ENTRE 2004 E 2008

A famosa batalha de Pirro
UMA VITÓRIA DE PIRRO?

Pedro Rocha está com a barriga esfolada, ganhou a eleição com minguados 14 votos de frente... Passou arrastando. Quase perdeu. Os 14 votos que lhe garantiram a vitória têm como enfeite o couro da barriga do candidato e o couro moral de muita gente que se sentiu na obrigação de apoiá-lo, embora repudiasse as coligações amarradas pelo grupo defensor da candidatura. É possível inclusive que o referido candidato tenha perdido a liderança já tradicional na sede. A verdade é que de 2000 para 2004 sua frente na sede caiu visivelmente (alguém que tenha os dados nos ajude). Essa vitória está com cara de vitória de Pirro! Sabem aquela guerra desastrada do rei Pirro? Confiram depois!

O certo é que os dados para vereador, cujas variáveis são muitas, vão dando elementos para ver a oscilação avaliativa do eleitor. Vejamos alguns exemplos:

Vilmar, de 544 votos em 2004, caiu para 254 votos. Desempenho medíocre, muito abaixo da votação que recebeu em 2004, quando foi o segundo mais votado. Muito menos que a metade dos votos. O péssimo desempenho de Vilmar tem algumas variáveis, uma delas é a sua inexpressiva atuação parlamentar. Outra deve ter sido achar que poderia ser reeleito sem muito empenho na campanha, como fez Tarcísio em 2004. Comenta-se também que ele teria tentado passar votos para Dóris. Politicamente é um fracasso.

Já Dóris, de ínfimos 194 votos em 2004, saltou para 397 votos. Evoluiu muito com relação a 2004, mais que o dobro. Visivelmente, o candidato que mais se beneficiou da coligação com o grupo de Dorim (fora o próprio Dorim) foi Dorisdei. Nenhum outro candidato da coligação conseguiu nem mesmo dobrar os votos de 2004.

Armênia, dos 307 votos em 2004 que quase a deixaram fora da câmara, saltou para 579 votos. Evoluiu surpreendentemente, quase dobrou a votação. Esse foi um caso parecido com o de Dorisdei. Do lado de Raul, Armênia se beneficiou da ausência de Dorival e Mãezinha que tiveram respectivamente 728 e 404 votos em 2004 e arrematou a maior votação individual de 2008 para vereador.

Tarcisio, de 411 votos recebidos em 2004, conseguidos praticamente sem campanha, evoluiu bem para 498, mas coloca em dúvida o prestígio eleitoral de alguns de seus apoiadores que sustentam a tese de que ele deve ser vereador eterno em Uibaí.
Davi do Poço, a exemplo de outros, teve fraco desempenho. Dos 379 votos obtidos em 2004 subiu para 412 nessas eleições. Dividiu os votos do PDT com um tal Frank que não foi eleito, embora tenha recebido uma votação razoável, 303 votos.
Djalma, dos sofridos 91 votos de 2004, evoluiu para 141, poderia ter obtido vantagens da coligação, mas, ao que parece, é uma presença negra incômoda que gravita em torno do miolo do poder da frente. Há comparsas de coligação que não perdem chance de rechaçá-lo, sobretudo os do PT.

Dorival, o candidato mais votado em 2004, com inacreditáveis 728 votos, abriu mão da disputa para beneficiar notadamente Dorisdei. Fora a própria Dorisdei, cuja personalidade desperta pouca afeição popular, foi Dorim quem a impossibilitou de se eleger em 2004. Mas, de reconhecida habilidade e cara de pau, Dorim faturou o cargo de vice-prefeito para o filho e emplacou de lambuja uma herdeira política (Vivi) na câmara de vereadores, com 368 votos. Dorim e Dóris são os grandes vencedores da coligação.

Para fechar essa análise parcial, resta falar do PC do B, que evadiu da frente em troca do cargo politicamente simbólico de Assessor de Comunicação da prefeitura de Raulzinho, ocupado por Gilson Monteiro. O PCdoB continua insignificante, seu capital eleitoral se resume aos ridículos 104 votos obtidos por Marcos Monteiro, irmão de Gilson. Se já eram zero à esquerda (matematicamente falando, porque politicamente nunca foram de esquerda), agora são mais do que nunca.

Por fim, há uma “surpresa” eleitoral: o tal Marcão, do grupo de Raul, que se elegeu com 563 votos. É bom frisar que apenas ele e Armênia viraram a casa dos 500 votos nessa eleição. Embora novato na disputa, Marcão foi o segundo mais votado. Sua expressiva votação e a de Armênia servem para questionar quem saiu concretamente mais forte da eleição. Aliás, as legendas campeãs de votos para vereador foram o PTB de Armênia, com 2616 votos; o PSDB do tal Marcão em segundo lugar com 1520 votos, ambos da base de Raul. O PT de Dóris e cia, com Wagner, helicóptero e tudo, amargou um terceiro lugar, com 1455 votos. Talvez a vitória de Pedrinho e sua frente saco-de-gatos esteja mais para uma vitória de Pirro. Há braços!

05 outubro 2008

CORDEL DO PUXA-PUXA

Puxa-saco é bicho escroto
Não perde ocasião
Vai do céu ao esgoto
Para agradar o patrão
Se fica em riba do muro
Não é por indecisão
É pra escolher a fachada
Do patrão que mais agrada
Pra fazer encenação
Babar ovo, lamber bota
Bajular com devoção.
(J.M. da Silva)

25 agosto 2008

O MESMO VEM AÍ!


Na disputa encarniçada
Pelo queijo do poder
Mocós, ratos sem escrúpulos
Descambaram a roer
Os princípios mais sadios
Que um povo pode ter
A ética é a da grana
A honra é a do gatuno
O sorriso da hiena
Que desprezo mais profundo
Nada de novo se cria
Aí se põe fim no mundo
E o sonho de alegria
Desfalece moribundo.


(J.M. da Silva)

16 agosto 2008

MAIS UMA DE MARIA SOPÃO

Maria Sopão apareceu com uma piada nova nestas eleições. No pleito passado ela posava de mãe dos pobres e distribuía sopão de miojo na periferia, agora ela quer dar uma de adida cultural uibaiense. Foi o que aconteceu no recente comício realizado com Jaques Wagner em Irecê. Sopão foi chamada ao palanque como a candidata que incentiva a cultura em Uibaí. Essa é boa! Só esqueceram de explicar que a cultura incentivada por ela é a cultura da discrininação, da panelinha, da arrogância, do mandonismo, da fisiologia, da compra de votos... Perguntem para os artistas canabrabeiros que participaram da oitava Seac qual foi o incentivo que Maria Sopão deu a eles. A morte é cega! KKKKKKKKKKKKKKKKKKK HÁ BRAÇOS!

15 agosto 2008

O FETICHE DO ESCRAVO É O CORONEL

É impressionante a incapacidade que Ruis, Savignys, Celitos, Pitas e congêneres têm de criticar o pessoal da Frente de Libertação de Dorim. Eles se comportam como impotentes, mudos, com relação a essas figuras, mesmo sabendo que as tais estão erradas. Às vezes chegamos a pensar que estão enfeitiçados. Seria o fetiche do escravo pelo coronel, pelo patrão, que levado as últimas consequências o torna capitão do mato?

Em vez de representarem uma real defecção, o mais que nossos garotos fazem é deferência aos Pedrinhos, Vilmar, Pepês e Dorisdeis da vida. Que pena! É a inteligência aprisionada pela necessidade de agradar, domada pelas cercas do rebanho. É o talento a serviço do atraso.


O Boca do Céu-27, como já não pode negar o que a gente vem denunciando desde a eleição de 2000, consegue escrever um texto sem sequer fazer referência aos santinhos do PT de Uibaí. Nós cá ficamos pensando, o que é que esse pessoal deve a esses merdas de Uibaí? Se não deve nada, só pode é ter sofrido lavagem cerebral. No lugar do "O sonho não acabou", se silenciando sobre a turminha dorivalesca, as belas adormecidas deveriam meter o dedo na real ferida do petismo canabrabeiro, pra ver se resta algo além de necrose e pus.
HÁ BRAÇOS!

07 agosto 2008

O TRIUNFO DAS NULIDADES!


Aconteceu assim: eles venderam a imagem de esquerdistas durante um bom tempo, não por convicção alguma, mas porque jamais puderam comer do queijo municipal como queriam. Lógico, nem Renato deixou a TFP por a mão na coisa e por mais que eles fossem caras de pau e conseguissem fisgar uma migalha aqui outra acolá, sempre foram chutados, como uma gulosa e indesejada ameaça. O certo então era se fazer de oposição, de defensores do povo. E deu certo até quando eles perceberam que havia possibilidades de tomar definitivamente o queijo do poder para si. Aí, essas bestas triunfantes começaram a praticar tudo que, com a maquiagem de esquerda borrifada na cara, sempre criticaram. Por fim, quando perceberam que estavam num caminho sem volta inventaram a justificativa estapafúrdia de que “a hegemonia do partido” foi quebrada pelo presidente Lula e pelo governador Wagner. Gostaríamos de saber se a vergonha na cara foi quebrada também, a falta de escrúpulos, de brio. Eles agem como se tivessem sido obrigados a vender a alma ao Diabo. Mentira, mentira, mentira! Se hoje sorriem abraçados a Reinaldo Praga, Dorim e companhia é porque na verdade nunca se diferiram deles. Porém, para não perderem o voto dos esquerdeiros enganados precisam sustentar a teoria idiota da quebra da “hegemonia do partido”, precisam passar a responsabilidade da atitude deles para alguém de fora ou algo superior. Diante disso, a gente fica pensando em como anda a cabeça dos bobões, apaixonados defensores desses farsantes. Será que eles enfiaram a cara na bunda ou ainda estão balançando esquizofrenicamente o rabinho atrás dessa gente porca. A morte é cega!

HÁ BRAÇOS!

19 junho 2008

MANIQUEÍSMO E CACIQUISMO


A política uibaiense vem sendo pautada há muito tempo, erroneamente, por um tipo de maniqueísmo tosco, praticado por todos os segmentos políticos e que queiramos ou não, por determinações históricas e sociais, estamos lotados em um dos lados desse maniqueísmo. Nossa imagem está vinculada a um desses lados, mesmo que muitas vezes a contragosto. Claro que isso não acontece de forma serena com o Boca do Inferno. É perceptível que estamos desmontando esse maniqueísmo já faz um tempo, rejeitando-o como rótulo e, por isso, criando uma interminável celeuma em torno do que escrevemos e a respeito do lado que estamos. Na verdade, quem está acostumado a refletir criticamente sobre a realidade não se prende ao monótono binarismo maniqueu. Assim, imersos na atmosfera da conjuntura canabrabeira, assistimos aos equívocos abundarem, uma vez que quem pensa por maniqueísmos parece não conseguir raciocinar além do jogo de extremos que não se misturam. Mas isso não é totalmente verdadeiro na Canabrava. Temos a impressão de que para muitos da tal Frente de Louvação a Dorim, por exemplo, o raciocínio ganha outra nuança, ou seja, para muitos a política é um jogo de sujeição a caciques e nesse caso o maniqueísmo entra enquanto é conveniente. Por esse viés, as pessoas são julgadas não propriamente por serem do bem ou do mal, mas porque são gado dos caciques da situação, ou gado da oposição, não restando espaço para meio termo, para terceira ou quarta via. Os pressupostos dessa nuança possibilitam a Mocós e Ratazanas realizar qualquer negócio, qualquer aliança. Fazer alianças seria algo como ampliar o curral. E que fique claro: nenhum boi deve se atrever a fazer a "revolução dos bichos", não necessariamente como aquela de George Orwel, e ocupar o lugar dos donos da boiada. Há braços!

17 junho 2008

LIBERTAR E RECONSTRUIR O QUÊ?

A estratégia política mais antiga é aquela na qual um grupo que deseja o poder arranja um inimigo, um culpado para todas as desgraças sociais ou existenciais da sociedade e oportunamente se apresenta como o oposto, como o salvador, como o herói que vai destruir esse inimigo, eliminar as desgraças, restaurar a paz e a tranquilidade social. Nessa manobra política, tenta-se o tempo todo demonizar o opositor, associando a ele tudo que é negativo e atribuindo a si o lado bom de tudo. Instaura-se, desse modo, o maniqueísmo, a luta do bem contra o mal e incita-se o povo a fazer a óbvia escolha. Isso é tão antigo que Catão o Velho, sensor e consul romano, (muito antes de Cristo, 243 aC) ao perceber os perigos que a rica cidade de Cartago representava para Roma, incansavelmente atribuia toda desgraça romana à existência da próspera Cartago e propalava que Cartago deveria ser destruída para o bem de Roma. Daí a frente, todo desvio de costume ou delito passou a ser associado à influência de Cartago o que levou os romanos a destrui-la.

Mas o que acontece quando um grupo aposta no maniqueísmo como estratégia e é surpreendido pelas imposições nem um pouco maniqueístas que as instâncias mais altas do poder ligadas a ele determinam como caminho político mais adequado? O natural seria esse grupo entrar em crise, fragmentar-se e afundar-se no desencanto. Só que isso não acontece com o grupo da Frente de Uibaí. Primeiro porque não houve imposição nenhuma, depois porque eles não podiam ser surpreendidos pelo óbvio, pelo que estavam cansados de praticar. O maniqueísmo Rato/Pato, Direita/Esquerda sempre se mostrou ser mais dissimulação eleitoral do que diferença ideológica, pelo menos para o núcleo duro da Frente. Na eleição de 2004 já dizíamos que o grupo da frente era heterogêneo e que o maniqueísmo consistia tão somente num discurso ideológico conveniente e muito toscamente adaptado a uma briga histórica de caciques. No fundo, no teatro eleitoral canabrabeiro tudo não passa de uma briguinha de parentes, herdeiros de épocas passadas em que seus pais e avós, e somente eles, se alternavam no poder. Época que rendeu boa vida para eles, mas não para o povo de Uibaí. Estamos feitos com uma merda dessas! Há braços!
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OBS: Mas que se cuidem as ratazanas que estão se unindo aos mocós, pois há quem diga que toda essa promiscuidade política durará somente até os mocós ocuparem o poder. Na verdade, correm pelo pé da serra rumores de que eles não vão dividir o queijo municipal com ninguém e vão banir os ratos que se atreverem a tocar no que é deles (é deles?). Tem mocó rindo à toa por aí.

08 junho 2008

A MISÉRIA DA ÉTICA

O que representa e quais reflexos terão esse comportamento dos 'salvadores e reconstrutores' de Uibaí na orientação da comunidade canabrabeira? Eis um tema para se ir pensando. De entrada recorro a Cornélius Castoriadis em "A miséria da Ética", para esboçar uma primeira provocação. A opção pelo pragmatismo político, que já pode ser tratado como uma espécie de carlismo vermelho, deve instaurar uma "crise de significados imaginários sociais, (...) esses significados são o fator de coesão da sociedade". Com esse imaginário social, vetor da unidade da população, em pedaços o que restaria além da aposta no vale tudo? Quem vai querer saber de consciência, organização popular, bem-estar social etc.? Estamos em plena "miséria da ética", na época em que um Frankstein político se levanta para abraçar o poder a qualquer custo. E todo mundo no mocó... Mas o povo está cansado de saber (o povo não, nós, porque o povo parece que não cansa) que por trás de Franksteins sempre existem os cientistas malucos que os criaram. Não adianta se esconderem, vocês vão ser responsabilizados. Estamos feitos com uma merda dessas! Há braços!
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Para o grupelho aí que tá se organizando para montar um mocóonline no lugar do uibaionline vai uma questãozinha respondida: por que Délio não pode ser o candidato a prefeito da mocosada canabrabeira? Essa é fácil... Porque Délio, muito embora seja advogado, conhecedor das leis, está com dupla filiação. Filiado a dois partidos, coisa que demonstra que há interesses acima da ética, ele legalmente não pode concorrer. Basta saber se há vontade e tempo para largar um dos ossos! HÁ BRAÇOS!

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Uibaí desta vez vai pra frente... Vai ser realmente reconstruído... Vai ser salvo... Vai ser a Cuba da Bahia... Os revolucionários estão tentando emplacar o filho de Dorim para vice de Pedro Rocha. Já que infelizmente não se pode mais contar com o companheiro Dedê, Dorim vai salvar Uibaí... A morte é cega! kkkkkkkkkkkkkkk!

30 abril 2008

MOCOSADA ELEITOREIRA


Nos ocos da Serra Azul
No silêncio, na calada
Por corredores sombrios
Se prepara a mocosada
Mais um ano eleitoral
A barraca ta armada.

Vão aparecer os cretinos
Mocosinhos sem estribeira
Afiando os dentes podres
Pra defender as bandeiras
Do familismo doente
De seus chefes cinco estrelas.

Na labuta envenenada
De mocós com ratazanas
Os mocosim levam tapa
Os mocosão levam fama
E dão risadas dos trouxas
Em suas tocas, de cama,
Lambendo suas feridas
Feitas pelas ratazanas.

Todo pleito é a mesma coisa
Os mocasão saem ilesos
Os mocosim puxa-saco
Apanham de ficar vesgos
Os mocosão, coisa insana,
Em vez de cuidar dos puxa,
Vão lamber as ratazanas.

( J.M. da Silva)

07 abril 2008

03 abril 2008

ENTRE RATAZANAS E MOCÓS




Os ratos, ou melhor, as ratazanas que ACM e seu PFL deixaram de herança para Uibaí começam a sair das tocas para aproveitar a aragem do ano eleitoral. Como mariposas, depois da primeira chuva consistente, os bajuladores e meirinhos infestam as ruas e as locações públicas arrodeando e lambendo esses roedores a troco de migalhas. (a prefeitura nunca gerou tanto emprego como agora) Uibaí é um município em que a bajulação faz parte do caráter político. Tanto no meio que se denomina esquerda quanto no que se denomina direita vigora esse hábito desprezível. O bajulador uibaiense é uma espécie de mercenário de modo que a ratazana ou mocó bajulado tem que atirar umas migalhas ao infeliz vez em quando para evitar uma traição. O bajulador de "esquerda", embora grudado no saco dos mocós, sorri simpaticamente para as ratazanas, afinal, ninguém sabe o dia de amanhã. Há também o bajulador que faz média com todo mundo que ele acha importante, seja de direita ou "esquerda"... Esse tipo funciona como leva-e-traz... Nas tocas tanto de mocós quanto de ratazanas, essas almas servis e desprezíveis fornecem informações sobre mocós para ratazanas e sobre ratazanas para mocós, enquanto vão testando qual é o melhor saco pra puxar. Estamos feitos com uma merda dessas! HÁ BRAÇOS

31 março 2008

A DECADÊNCIA DA ESQUERDA UIBAIENSE




Alan Oliveira Machado, em 29-03-2008.

Em 2000, os setores de esquerda uibaienses apareceram com uma novidade. Aliás, uma novidade no fundo não tão nova assim. Buscaram emplacar a candidatura de Pedro Rocha à prefeitura, numa atitude de desespero. Devemos esclarecer que o desespero era sentimento apenas de uma parte da esquerda, cansada de lutar pelo município e de ver em todo ano eleitoral seus candidatos sucumbirem ao profissionalismo político e à pilantragem da direita carlista. O fato é que outra parte, embora pequena dentro dessa onda de desespero não necessariamente estava desesperada, apenas agia para concretizar seus desejos, mais de poder do que ideológicos. Que a “esquerda uibaiense”, num sentido amplo, se comportou de forma romântica e amadora em muitas eleições, todos sabemos. Entretanto, a prática e o discurso de profissionalização implantados a partir de 2000, na dianteira do desespero da maioria honesta e até certo ponto ingênua dos militantes, não só pulverizou sonhos, como destroçou o fio de coerência histórica que caracterizava a “esquerda canabrabeira”.


No fatídico ano de 2000, não obstante a resistência de alguns militantes, a história dos movimentos em uibaí foi esquecida, uma vez que o candidato escolhido, embora filho do município, estivera ausente das lutas que culminaram no estabelecimento da esquerda como força de organização dos movimentos sociais do pé da Serra Azul. Ainda que tenham negligenciado sua história, em função de uma política de resultados, os segmentos de esquerda sofreram uma amarga derrota. Em 2004, o grupo que administrava, em prol de seus desejos de poder, o desespero mais aflorado que nunca da militância, foi mais longe e abertamente aderiu às piores práticas políticas, genericamente utilizadas pela direita, como compra de votos, intimidação, promessas de cargo e demais truculências das quais podemos destacar ainda a perseguição a adversários e membros descontentes com os métodos utilizados pela esquerda. A ambiciosa centralização estabelecida por esse grupo, durante o processo eleitoral daquele ano, desnudou o que se poderia nomear como uma elite com miolo familiar voltada para a idéia de que o núcleo familiar é quem estaria chegando ao poder e não a esquerda, com sua história e com seus militantes.


É interessante lembrar que esse processo de esfacelamento da esquerda uibaiense se deu antes do desmoronamento total do PT, cujo golpe de misericórdia foi o escândalo do mensalão, em 2005. A esquerda da Canabrava passou da luta pela organização política dos segmentos populares, via criação de associações comunitárias, grupos jovens e pela massificação da cultura e educação via casas de estudantes, encontros de baianos, seminários de educação, fiscalização da administração pública e semanas de arte, para a política de resultados, para o pragmatismo eleitoral que descarta os escrúpulos ideológicos e usa o povo e suas crenças como simples meios para uma elite chegar ao poder. Aqui vale afirmar que o que explica o comportamento desse miolo familiar, desse “núcleo duro”, em vez de teorias marxistas, é a velha Teoria das Elites, de Vilfredo Pareto, Gaetano Mosca e Robert Michels[1].


Pareto entende haver em todas as esferas, em todas as áreas de ação humana, indivíduos que se destacam dos demais por seus dons, por suas qualidades superiores, que compõem uma minoria distinta do resto da população - uma elite (in Grynszpan, p.36). A se considerar as afirmações de Pareto, não haveria jamais a possibilidade de um governo popular, ou de massas. Mas, como não estamos dispostos a tal consideração, acreditamos que as “qualidades superiores” ou os “dons”, que tornam o núcleo duro da esquerda de Uibaí uma elite, constituem um blefe sem pé nem cabeça, tão antigo, presunçoso e pernicioso quanto os registrados na história do autoritarismo humano.


Para Mosca, também defensor dessa teoria, um dos aspectos mais óbvios de todos os organismos políticos, é o de que há duas classes de pessoas, uma maior e a outra menor, sendo a primeira dirigida e a segunda dirigente. O que distinguiria a minoria da maioria, conferindo-lhe o poder de dirigir, seria, inicialmente, a organização, e, depois, a forma física, o contato direto com divindades, o saber e a riqueza da minoria (in Grynszpan, p.37). Michels, precursor da Teoria das Elites, partiu do princípio de que as massas eram incompetentes para, por si mesmas, tomar decisões importantes, necessitando de chefes, de líderes a quem delegar tais funções, o que se refletia na sua apatia, no seu desinteresse pelas questões políticas (in Grynszpan, p.38). Não seriam esses os argumentos que subjazem ao comportamento do núcleo familiar que tenta se impor como liderança política e centro das decisões dos segmentos de “esquerda” canabrabeiros? Grosso modo, a se considerar o núcleo duro da “equerda uibaiense”, se tomarmos as reflexões desses três teóricos para analisar as perspectivas políticas atuais do município, teremos de concordar que o comportamento hegemônico dentro dos segmentos que se posicionam à esquerda, antes de ser ideológico de esquerda é um comportamento de elite. Por esse viés, entende-se que os anseios e projetos que estão em jogo, antes de serem populares, são particulares. Os princípios que regem a ocupação de espaços e as decisões, desse modo, ao invés de serem democráticos, são autoritários; os privilégios são individuais e não coletivos.


Ao evocarmos, nesta discussão, idéias de três pensadores liberais o fizemos com a intenção de dirigir o debate para algo que já havíamos alertado, em outras ocasiões, no Caderno Cultural Boca do Inferno. No referido periódico, um texto de 2004, de Florentina Machado, já apontava a prática de certa parte dos integrantes da frente de esquerda canabrabeira como liberal. Na mesma linha de raciocínio, outras tantas reflexões foram publicadas em seguidos números do periódico citado, dando conta de que as raízes práticas do grupo que ocupa a posição de prestígio dentro do campo de esquerda uibaiense os contextualiza, considerando-se a história, mais dentro da direita do que da esquerda.


Seguindo esse fio de raciocínio, vale dizer que este ano eleitoral de 2008 não nos reservará grandes surpresas em Uibaí. Provavelmente, presenciaremos o mesmo jogo ensaiado em 2004, com a ressalva de que o miolo familiar na ativa terá a seu favor ventos conservadores mais fortes, soprados pelas possíveis alianças esdrúxulas com Reinaldo Braga e congêneres, endossadas por Jaques Wagner e sua turma, no âmbito da Região de Irecê.


Esperamos que as incipientes reflexões aqui expostas contribuam com o debate sobre as práticas políticas uibaienses. Por fim, como já afirmamos em outros momentos, criticamos na “esquerda canabrabeira” o que não é esquerda.


[1] GRYNSZPAN, Mario. A Teoria das Elites e sua Genealogia Consagrada. BIB, Rio de Janeiro, nº 41, 1996.

29 março 2008

NÃO FAZEMOS MÉDIA COM MOCÓS!


SILÊNCIO, SILÊNCIO, SILÊNCIO! EIS A MEDIDA DA BLINDAGEM QUE AQUELA "ESQUERDA" DE MERDA DE UIBAÍ RECEBE NO MOMENTO PRESENTE, DE SEUS "DESENCANTADOS" SEGUIDORES. O QUE ESTARIA ACONTECENDO? SERÁ QUE QUEM CRESCE ENTRE MOCÒS TEM DIFICULDADE DE MOSTRAR A CARA? COMO ACABAR COM OS MOCÓS APOSTANDONO SILÊNCIO, NA LENIÊNCIA? ESTE SILÊNCIO NÃO SERIA O ESTADO IDEAL PARA OS MOCÓS DE UIBAÍ ROEREM O PATRIMÔNIO PÚBLICO? VAMOS ARRISCAR O NOSSO PITACO: O SILÊNCIO É CONSTITUTIVO DO SENTIDO. O SILÊNCIO INDICA MUITA COISA... ALIÁS, NESTE SILÊNCIO QUASE SEPULCRAL, DÁ PARA SENTIR O TREPIDAR DOS DENTES DOS MOCÓS ESTRAÇALHANDO O QUE RESTOU DA ESPERANÇA DE UM UIBAÍ MELHOR, NO SOMBRIO DE SUAS ALCOVAS, EM ALGUMA TOCA OU SUBTERRÂNEO DO PÉ DA SERRA. DÁ PARA SENTIR O VIBRAR DAS RAÍZES PODRES NAS QUAIS SE ESCONDEM ESSES ROEDORES CANABRABEIROS COM INSTINTO DE HIENA. ACONTECE QUE QUEM SE CALA FORTALECE OS MOCÓS. SENDO ASSIM, ONDE ESTÃO OS INTRÉPIDOS REVOLUCIONÁRIOS UIBAIENSES? há braços!