18 fevereiro 2009

10 fevereiro 2009

QUEM BEBE NA MINHA FONTE
VÊ O ABISMO QUE HÁ
DENTRO DE SI COM UMA PONTE
PRECÁRIA A BALANÇAR
(dioniso tamanduá, de volta do exílio)

04 fevereiro 2009

CASAS DE ESTUDANTES COBRAM DO PREFEITO

Recebemos notícias aqui de que o novo prefeito Pedro Rocha eceitou se sentar com as casas de estudantes para traçar um plano de ajuda financeira a essas entidades. Até o momento, nada demais: Hamilton, em 1982, também se dispôs a ouvir as casas, porém não moveu uma palha para melhorar a situação dessas moradias; Renato, da mesma forma, pouco fez além de persegui-las. O repugnante Renatinho, um dos piores "administradores" que Uibaí já teve, só providenciou a aquisição da sede da Ceu, depois de muita pressão, insistência e briga dos estudantes e das familias uibaienses; Raulzinho ouviu a turma das casas, fez proselitismo e tirou o dele da reta na hora H... Sinceramente, ao contrário dos outros, a gente espera que Pedro Rocha responda com seriedade às reivindicações das Ceus e cobre um retorno social dessas moradias em Uibaí. Nada melhor do que aproveitar parte das férias no pé de serra para prestar algum serviço à comunidade. Há braços!

28 janeiro 2009

POR UM MUNDO MENOS GANANCIOSO

A crise mundial pela qual estamos passando pode trazer efeitos mais que inesperados. Após anos de certezas e progressos moldados num estilo de vida e de sociedade baseados no consumo e na acumulação indiscriminada de riquezas, surgem questionamentos por todos os lados: até quando o mundo vai suportar esse modelo econômico volátil, baseado na especulação financeira e em fórmulas artificiais inventadas por banqueiros ávidos por montantes fabulosos?

A ansiedade perdulária e o oportunismo que fizeram crescer a bolha imobiliária americana, responsável pela crise em que as economias do mundo estão mergulhadas, derreteram-se diante da falência de dezenas de grandes empresas e bancos pelo mundo afora. O certo é que o modelo de exagero em que vivíamos dificilmente retomará espaço. Isso significa que inevitavelmente estamos abrindo uma nova era que, a depender da pressão do povo em escala planetária, possivelmente poderá ser mais justa e igualitária.

Em se concretizando essa tendência, a principal alternativa será o caminhar da maioria e não o de um só, buscando o benefício comum. Nesse ínterim, naturalmente vamos estreitar as relações socioeconômicas e rever algumas ordens estabelecidas por aqueles que não se adéquam ao espírito coletivo e que sempre buscaram explorar.

O importante no momento é a possível quebra do ideal de aceitar a dificuldade e a submissão. Buscar os direitos estabelecidos, cobrar daqueles que fazem algo errado e fazer melhores escolhas perante as situações por vir,como por exemplo uma eleição, podem representar uma mudança muito importante nesse quadro .

Para seguir na história não basta o pensamento de mudança estar semeado em cada um. É preciso existir também a vontade de ser a mudança e de tomar atitudes condizentes com o objetivo de um mundo melhor e mais justo.




(Pedro Moreno, para o boca do inferno)

21 janeiro 2009

BOCA DO INFERNO 40, jan/fev 2009

CONTRA AS ABOBRINHAS DOUTRINÁRIAS
Entre os arroubos de mediocridade e de dissimulação de ignorância que a academia produz para proteger interesses ideológicos estão a distorção das ideias e do sentido da obra de certos autores que, se lidos, impediriam a eficácia da doutrinação nos feudos universitários. Creio que, entre outros, um dos autores mais perigosos e, portanto, mais distorcidos é Friedrich Nietzsche. Dentre as abobrinhas ideológicas que já ouvi de bocas e li em textos de universitários está a de que Nietzsche não é filósofo, porque não tem um pensamento sistematizado.
Nesse caso, a ignorância é dupla: primeiro os imbecis que afirmam isso consideram Sócrates e uma porrada de outros pensadores que nem textos escreveram como filósofos, mas Nietzsche não pode ser. Depois dão uma prova cabal de que não leram sequer uma página da obra nietzschiana, pois se o tivessem feito saberiam que a filosofia de Nietzsche é uma crítica aos valores ocidentais e sobretudo ao modo torto de pensar e de fazer ciência no ocidente. Ele próprio em um prefácio crítico ao seu primeiro livro " A origem da Tragédia", afirma em tom de autocrítica que não deveria ter escrito daquele modo tal livro já que o tal modo de proceder era objeto de crítica no livro. Diz assim esse pensador genial:"Quanto lamento agora que não tivesse então a coragem (ou a modéstia) de permitir-me, em todos os sentidos, também uma linguagem própria para intuições e atrevimentos tão próprios"...[1]
Outra forma vil de afugentar as ovelhas universitárias do pensamento livre de Nietzsche foi tachá-lo de antisemita, de nazista. Primeiro, não há uma linha de antisemitismo em Nietzsche. Quem leu a obra, que notadamente é do séc desenove, antes do nazismo portanto, sabe disso. Uma coisa é Friedrich Nietzsche, outra coisa foi o que a irmã dele, Elizabeth Forster, fez com a obra do filósofo, muito depois da morte desse autor. Simpatizante do nazismo, ou querendo fazer média com o poder, Elizabeth e o marido usaram e deixaram que usassem o pensamento do irmão filósofo de forma baixa e desrespeitosa. Distorceram cinicamente tudo.

Quanto a isso já até ouvi debilóides universitários afirmando que a teoria do super-homem de Nietzsche confirma seu gosto pelo purismo do tipo ariano de Hitler. Uma vez, de saco cheio, eu perguntei a um imbecil desses se ele sabia o que significava "übermensch" em português. Não soube responder. Tive que dizer que era o termo alemão que Nietzsche usou em sua obra e que a tradução mais honesta para o português seria "além homem", mas que esse termo foi traduzido maldosamente como super-homem o que torna incompreensíveis as relações que fazem entre o pensamento do autor de Genealogia da Moral e esse delírio de homem puro e máximo.
Mas parece que a distorção vingou, até porque não há hábito de leitura no meio universitário. Quando muito, a maioria dos nossos gênios do terceiro grau leem fragmentos de interpretações, boa parte delas codimentadas com as distorções comuns produzidas pela patifaria intelectual que tem caracterizado a educação de nível superior no Brasil.


(bichu duzimbu, feliz por ter voltado)
[1] NIETZSCHE, F. A origem da tragédia ou Helenismo e Pessimismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

FESTA DAS ARÁBIAS

Dizem que há uma festa das arábias em Uibaí.
Já tem três camelos estacionanos na prefeitura.
As mil e uma noites no país das maravalhas começam
em grande estilo. No melhor do nepotismo.
J.M. da Silva

11 janeiro 2009

TUDO FLUI

"O cobarde, par contre, procura deter o fluxo da vida". ( Henry Miller)*
Eu amo tudo que flui
Do sangue quente da veia
Ao jato infecto de pus.
Da lágrima abundante nos olhos
Ao choro que a produz
Do texto que sai da língua
A tudo que ele traduz

Eu amo tudo que flui
o jorro menstrual da fêmea
o canal que o conduz
O elétron que salta do átomo
Da madeira dura da cruz.
A seiva mineral da pedra
Que escorre pro solo e rega
A vida com invisível luz

Eu amo essa transição eterna
A saliva, o gozo, o esperma
O vapor do hálito quente
Que excita, atiça e intriga
O beijo molhado de noite
O suor sobre a barriga.
Eu amo essa infinita lida.
(bichu duzimbu, de volta do exílio)
* O mundo do sexo

06 janeiro 2009

FESTA DO CABIDE

Dizem que a prefeitura tá promovendo uma movimentada festa do cabide na canabrava. A entrada é restrita. Logo na porta, o convidado precisa tirar a máscara, depois é levado a pendurar o corpo mal passado em um emprego e curtir a vontade. Cabide de emprego... A fila é longa... descamba Rua Grande abaixo, faz uma curva na Quixabeira, atravessa o Caldeirão e segue Canabrava a dentro. Haja leite nas tetas da vaca azul. (JM da Silva)

23 dezembro 2008

18 dezembro 2008

CENAS

Manhã chuvosa
Olhar de esguelha
Na cerca, aberta em flor,
Uma pinha cheia de abelhas.


alan oliveira machado

17 dezembro 2008

ARTE DE RESÍDUOS PLÁSTICOS



Arte sustentável feita de tampinhas pet, recolhidas em restaurantes, bares e nas ruas. Uma boa alternativa para transformar lixo em arte.

Este trabalho, entre outros, foi desenvolvido por Alan Machado e Líris Gamper Machado, com colaboração especial de Anairam Gamper. Ele pode ser realizado em qualquer espaço com muros ou paredes. As tampinhas com cores originalmente variadas podem ser combinadas em belos mosaicos.
Em Uibaí poderíamos ter painéis de temáticas variadas em escolas, clubes, bares e muros residenciais, como o da foto ao lado de 1 metro e 60 cm de comprimento por 60 cm de largura . A medida em que embeleza a cidade, esse trabalho impede que centenas de quilos de resíduos plásticos poluam o ambiente. Há braços!

16 dezembro 2008

MENINO BUCHUDO

Menino buchudo,
No carreiro ou na estrada da fonte
o olhar perdido no mato
Já não alcança o horizonte.

No Banheirão
Ou atrás do Morro Branco
Menino danado
Não pode ouvir um canto.

Perigoso, o badogue
Ele estica o quanto pode
Solta a bola de barro,
O pássaro é quem se fode.

Cheia, balança a capanga
O infante
O peneiro na estrada
O suor pela fronte.
O prazer da jornada
Não é como antes

Arapuca quebrada
Já era o seveiro
Não tem mais passarinho
Gaiola sem puleiro
O visgo esgotou
Nas cicatrizes do gameleiro.
O tempo fechou
Um ciclo inteiro

Não tem mais pataca
Fruto de juazeiro
Morreu jatobá
Murici com seu cheiro
Adeus guabiraba
Imbu, ingazeiro
Mangaba de luto
Puçá verdadeiro
Araçá já sumiu
Do Riacho do Meio
Cadê bananinha
Sem chuva não veio
Meu deus como pode
Um tempo bonito
Perder seu esteio.


(Cosme Bafão, pirado e perdido em memórias da infância)

12 dezembro 2008

BOCA DO INFERNO 39, nov./dez 2008

EDUCAR PARA O MUNDO
A educação brasileira precisa mais do que nunca de profissionais compromissados com uma atuação docente centrada no crescimento intelectual dos educandos, na preparação destes para o domínio dos saberes básicos, na preparação destes para crescerem com plena capacidade de interpretar o mundo, a cultura, para conviver com a diversidade.

A sala de aula não é espaço de doutrinação, não é laboratório sociológico para a formação de militantes em favor de uma ou outra ideologia. A sala de aula, a escola é lugar de convivência com os saberes que constroem as bases sólidas para a sobrevivência na sociedade; é, portanto, o espaço privilegiado da contradição e da pluralidade. O mundo é plural, os desafios da humanidade são múltiplos. Assim, o educando só é capaz de se construir criticamente, solidamente, quando tem acesso aos códigos básicos indispensáveis ao entendimento da existência. De acordo com Sartre, “o homem é responsável pelo que é. Desse modo o primeiro passo (...) é por todo homem na posse do que ele é, submetê-lo à responsabilidade total de sua existência”. Eis, a meu ver, a missão dos Professores, a verdadeira missão dos educadores... Sua importância e responsabilidade na construção de um mundo com a mais verdadeira feição humana.


Há braços! alan oliveira machado

SINDICATO DE LADRÕES

Esta manifestação que vocês estão vendo na foto ao lado, na frente do Congresso Nacional, promovida pela CUT, pela Força Sindical e demais centrais, não é para pressionar o Congresso por um aumento de salário para o trabalhador brasileiro não, nem é para pedir redução de impostos ou redução de juros etc, coisas que afetam a vida de todos os trabalhadores brasileiros. A manifestação ao lado, caros leitores, ocorreu no dia em que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados (que ética?) estava votando a cassação do deputado corrupto, ladrão do dinheiro público Paulo Pereira (PDT), o tal Paulinho da Força... E sua finalidade era pressionar os deputados a votarem contra a cassação do Paulinho ladrão, do Paulinho propina, do Paulinho mão leve que rapou a grana do BNDES. E a pressão das centrais sindicais valeu a pena... Paulo Pereira não foi cassado e comemorou com muita cerveja ao lado dos amigos da CUT, da Força e demais centrais...


Agora nos respondam: é para isso que pagamos o maldito imposto sindical, arrancado à força do nosso salário? Foi isso que as centrais sindicais sempre praticaram no Brasil, com a diferença de que hoje, não tendo mais a quem se opor, sentem-se à vontade para mostrar seus reais interesses? Fora os interesses deles mesmos, quais outros interesses o sindicalismo brasileiro defende hoje? Os interesses dos trabalhadores certamente eles não representam! ABAIXO A FARSA! Há braços!

11 dezembro 2008

QUIXABEIRA EM MOVIMENTO

vista parcial da Quixabeira, foto do orkut de Baltazar.

O Povoado de Quixabeira por muito tempo passou uma imagem negativa. As pessoas se sucumbiam ao estigma de que dali não vinha nada que prestasse. Mas esquecendo esse passado, busquemos pensar o presente que é bem melhor. Com o passar do tempo, aquele povo mostrou-se diferente. O ingresso de várias pessoas na universidade pública foi um grande passo. Outro passo desenhado pelos quixabeirenses foi a busca por uma nova atitude, um novo pensamento.



Caminhando nessa direção nasceu o Gpec (grupo política, ecologia e cultura) para contribuir com o crescimento do nosso lugar. Ele é muito importante, pois tem uma visão diferente dos outros grupos nascidos em solo uibaiense. Além de ter em vista a cultura, visa também à ecologia e ao engajamento político, garantindo o possível confronto com os desmandos do poder estabelecido.


O Gepec teve uma posição contraria aos dois candidatos à prefeitura de Uibaí, porque eles não apresentaram propostas claras para a população. Mas o grupo não estava querendo apenas ter uma atitude radical, sem um pensamento crítico, e, sim, propor uma discussão mais inteligente sobre a política regional. Não ser apenas contra o pleito atual ou apoiá-lo de forma incondicional sem ter senso crítico, sem ter nada a opinar.


O grupo balançou o cenário político. Deu uma chacoalhada nas pessoas, com a intenção de mostrar que não adianta mudar o nome do candidato sem mudar a forma de se conduzir a política. Defendeu que não basta apenas ter um mestre lá na prefeitura, um senhor condutor da economia, da saúde, da educação a seu bel-prazer. O Gpec mostrou que o povo tem que ter consciência política, tem que estar ali fiscalizando quem ocupa algum cargo público, seja vereador, prefeito, deputado ou presidente da república, pois estes são eleitos pele voto e têm o dever de zelar pela dignidade do povo e pelas coisas do povo. Assim, o Gpec entende que a população tem o direito e o dever de cobrar, de propor e de discordar das ações de seus representantes. Por isso, o Gpec foi contra a forma como se conduz a política uibaiense, por ter consciência de que ela não favorece aos interesses do povo. Os partidos políticos só querem cada vez mais a alienação da população para poderem governar conforme suas cabeças e bolsos.


Na ecologia, o Gpec pensa o futuro da população, o futuro dos filhos, se eles vão viver em um ambiente limpo e saudável. A sustentabilidade, ou melhor, como conviver com a natureza sem matá-la. O grupo procura promover ações de conservação da natureza, como plantar árvores nativas, valorizando o meio ambiente local; reciclar o lixo (como plástico, papel, ferro, zinco etc) existente nas ruas do povoado, e na serra das laranjeiras.


Além de tudo isso, o grupo promove leituras, recitais de poesias em escolas, nas ruas, nas feiras culturais, em semanas de arte etc. A cultura enriquece a população é uma fonte de integração do grupo, tal como é fonte de diversão e integração com a população.


(baltazar lopes cavalcante, para o boca do inferno)



08 dezembro 2008

MANIA DE DESTRUIR ÁRVORES

O texo abaixo foi publicado no jornal O Semanário, de Irecê, já faz algum tempo, mas como as atitudes criticadas nele e seus efeitos negativos persistem, resolvemos publicá-lo mais uma vez, como forma de sensibilizar o povo rumo à reflexão.
Em nossa região, faz parte do hábito político dos administradores públicos levar à risca aquela lição de O Príncipe, de Maquiavel, que diz ser o melhor ao príncipe que conquistou um reino, destruir tudo que puder lembrar o seu antecessor. Péssima lição, já que quem perde é o povo. Mas, como a política em vigor na maioria dos municípios da região é a da malversação do dinheiro público, da corrupção crônica, raramente sobra alguma coisa nos municípios para ser destruída pelos gestores.

Com os municípios em ruínas, não havendo muito que destruir, virou moda na região os prefeitos dizimarem as árvores das ruas e avenidas. Todo início de mandato é a mesma coisa: um caminhão da prefeitura repleto de peões famigerados avança de rua a rua mutilando árvores e arrancando-as pela raiz. Depois da devastação, os mesmos peões gafanhotos retornam plantando mudas de uma única espécie vegetal, onde outrora havia robustas árvores.

Bom, mas a estupidez do gesto desses “administradores da coisa pública” não se resume apenas à mudança de visual e de clima gerada pela eliminação da cobertura verde das zonas urbanas. Além de a empreitada alterar o clima ambiente, a mania de uniformizar a zona urbana com uma só espécie vegetal provoca um desequilíbrio ecológico que vem sendo sentido há muito tempo na região. Não precisa ter boa memória para enumerar as pragas que proliferaram sem controle nas últimas décadas: os potós, com sua secreção ácida, que aterrorizaram a região; os besouros coleópteros que importunaram o sossego dos lares; a praga de fungos que destruiu muitos milhares de mangueiras etc. Mesmo assim, entra prefeito, sai prefeito, cortam-se as mangubas e plantam-se apenas algarobas; derrubam-se as algarobas e plantam-se somente o fícus...

Para garantir a biodiversidade, o equilíbrio entre espécies, a qualidade do ar e do clima, deve haver em uma zona urbana pelo menos 40 espécies de árvores convivendo no mesmo espaço. A cada espécie vegetal corresponde a presença de um número significativo de aves, insetos, fungos e bactérias. Quanto maior o número de árvores, maior a biodiversidade, maior o equilíbrio ambiental. Dificilmente haverá a proliferação de pragas.

É importante salientar também que nem toda espécie de árvore serve para compor a cobertura vegetal urbana. As espécies devem ser escolhidas mediante estudo e impacto ambiental. A título de exemplo, a mesma engenharia florestal que autorizou a criação de florestas de eucalipto em Brasília, com o fim de melhorar o clima, por lá muito seco, ordenou a extinção de tais florestas ao constatar que o eucalipto tem raízes profundas, extrai muita água do solo e tem baixa transpiração, o que tornou o clima da capital ainda mais seco.

A preservação da arborização urbana, quando ignorada, pode trazer transtornos para toda a população, gerando problemas de saúde que oneram tanto o cidadão quanto o município. Na verdade, os administradores, no lugar de em todo início de mandato se preocupar em vestir um novo uniforme verde no município, deveriam sim cuidar da saúde das espécies existentes e já adaptadas à zona urbana e executar um planejamento para o plantio de novas espécies, evitando com isso o desequilíbrio ecológico e todas as suas conseqüências. Quanto à população, acreditamos que sua participação cidadã seria de imenso valor na fiscalização das ações das prefeituras e no controle das espécies plantadas. Sabe-se ainda, pela experiência, que muitos problemas ecológicos ultrapassam o perímetro urbano. A solução desses problemas passará necessariamente pela preservação de matas, rios, riachos e espécies animais. Pensando assim, como diz um amigo ecologista aqui do cerrado, a consciência ecológica começa dentro do nosso quintal, então, vamos cuidar pelo menos dos grandes quintais que são os nossos municípios para, consequentemente, melhorar o quintal de todos que é o mundo.

Alan Oliveira Machado (março de 2000)

02 dezembro 2008

É PEDRO, É PEDRA, É ROCHA, É O FIM DO CAMINHO...

MEIO AMBIENTE QUE SE FODA?
foto ilustrativa

Mesmo sem nem ainda tomar posse, tudo indica que o novo administrador de Uibaí já anda executando um projeto ambiental. Bem ao modo como Hamilton tratou o ambiente no Uibaí dos idos de 1980, quando mandou quebrar pedras na Fonte Grande, o futuro alcaide está despejando pedras extraídas do boqueirão da Fonte Grande na sua posse, na rua do cascalho, lugar onde provavelmente construirá sua residência.


A gente poderia até cogitar que ele não sabe de onde estão sendo extraídas as pedras, já que o programa de governo do futuro prefeito (em texto) propõe a recuperação de áreas ecologicamente destruídas e seria pouco coerente defender uma coisa e praticar o contrário num município tão pequeno em que todo mundo sabe quem entra e quem sai, pra onde vem e pra onde vai... Não, ele não deve estar fazendo isso não, seria estúpido demais, pequeno demais... O novo prefeito não se prestaria a um papel desses.


Já pensaram o contra-senso da situação? Enquanto a Codevasf gasta mais de um milhão de reais para recuperar o boqueirão do Riacho Canabrava, o novo prefeito promove a destruição do boqueirão da Fonte Grande. Não, minha gente, isso não está acontecendo, ninguém seria burro a tal ponto, muito menos o prefeito que vai libertar e reconstruir Uibaí.


HÁ BRAÇOS!

22 novembro 2008

NO VERDE
Na sombra do imbuzeiro
Forrado, o chão oferece
O amarelo maduro da fruta
Exalando cheiro agreste
Por perto se ouve uma pêga
Aninhada no enxerto
Rola-bosta trabalhando
Em um monte de esterco
Nada aqui dá tanto medo
jararaca ou jaracuçu
Só há um medo que ataca
O do bicho dos imbus.
(cosme bafão, para o boca do inferno)

19 novembro 2008

MINHA TERRA

MINHA TERRA
Minha terra, quando chove
Muita coisa acontece
Tem tanajura voando
Sapo cantando em prece
Mariposa e cheiro bom
Barulho da água que desce
No espinho do quiabento
A flor roxa aparece
O sofrê na aroeira
Cantando, a figueira estremece
Vivim, burrim, patativa
Brotam do capim que cresce
Sertanejo assoviando
O feijão no canivete
Milho botando boneca
Pinha inchada amolece
Meu coração bate forte
Alegre, a vida agradece.
(Cosme Bafão, num dia otimista)

01 novembro 2008

BOCA DO INFERNO 38


Cronos devorando um filho, Goya, 1823


SE Ç Ã O I N F E R N A L

Réuzinho começou sua administração com uma epidemia de dengue e vai entregar a prefeitura com o município mergulhado em outra epidemia de dengue. Enquanto o prefeito gastava dinheiro construindo aquela santa de merda lá no asfalto, o mosquito se reproduzia feliz. Pode uma porra dessas?

A cena de Délio, de paletó e gravata e embaixo apenas de cuecas comemorando a eleição de Pedrinho pelas ruas da Canabrava seria uma prévia do que vai ser a nova administração uibaiense? Uma simulação de seriedade permeada de esculhambação?

Mais quantas bofetadas Gilçu Munturo levou na cara depois do resultado das eleições? A sigla PCdoB em Uibaí agora tem outro significado: Partido da Cara pra Bofete!

Olha, diz quem tem um grupo cultural bombando na Quixabeira, o Gpec. Isso é bom, muito bom! Nem só de enxada vive o homem, nem só de estupidez e conversa fiada! A velha Quixabeira merece!



OBAMA E O OBA-OBA!




Abobrinhas ideológicas

Nosso instinto nos leva quase sempre a duvidar de unanimidades. Em política, cujas manobras e negociatas de bastidores marcam o ritmo do que segue encenado no palco, temos ainda mais razões para desconfiar do clamor unanimista. Assim, vamos deixar logo claro: NÃO ACREDITAMOS no bom mocismo desse tal de OBAMA. A mídia brasileira e global é uma adoração só. Usam o apelo racial, a ojeriza que realmente as ações sórdidas dos republicanos causam no mundo para vender Obama como a salvação da américa e da humanidade. Obama? We can't believe it! Chega de oba-oba! Há braços!