25 setembro 2010

COM VOCÊS, O BOLSA EX-PRESIDENTE!

Vejam aí mais uma bolsa com dinheiro público, com dinheiro do povão. As regalias para ex-presidentes, como se vê, são exageradas. Aí a gente para e conclui que Collor, Sarney e demais bacanas, que sempre fizeram o bem para o país curtem a vida com essas regalias eternas. A segurança púbica no País é uma beleza, a educação nem se fala, a saúde é um primor. Os responsáveis pelo descaso recebem, depois de contribuir bastante para a piora, esse presentão pago com a nossa grana, pode? Poooode!No Brasil pode tudo enquanto não se der um basta! Quem quiser conferir a veracidade do texto abaixo, favor acessar: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6381.htm

 Há BRAÇOS!

DECRETO Nº 6.381, de 27 de Fevereiro de 2008.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 7..474, de 8 de maio de 1986,

DECRETA:
 
Art. 1o 
Findo o mandato do Presidente da República, quem o houver exercido, em caráter permanente, terá direito: 
I - aos serviços de 
quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal; 
II - a 
dois veículos oficiais, com os respectivos motoristas; e 
III - ao assessoramento de 
dois servidores ocupantes de cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível 5. 
Art. 2o Os servidores e motoristas a que se refere o art. 1o 
serão de livre escolha do ex-Presidente da República e nomeados para cargo em comissão destinado ao apoio a ex-Presidentes da República, integrante do quadro dos cargos em comissão e das funções gratificadas da Casa Civil da Presidência da República. 
Art.. 3o Para atendimento do disposto no art. 1o, a Secretaria de Administração da Casa Civil da Presidência da República 
poderá dispor, para cada ex-Presidente, de até oito cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, sendo dois DAS 102.5, dois DAS 102.4, dois DAS 102.2 e dois DAS 102.1. 
Art. 4o Os servidores em atividade de segurança e os motoristas de que trata o art. 1o 
receberão treinamento para se capacitar, respectivamente, para o exercício da função de segurança pessoal e de condutor de veículo de segurança, pelo
Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República
. 
Art. 5o Os servidores em atividade de segurança e os motoristas aprovados no treinamento de capacitação na forma do art. 4o, enquanto estiverem em exercício nos respectivos cargos em comissão da Casa Civil, ficarão vinculados tecnicamente ao
Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional, sendo considerados, para os fins do art. 6o, inciso V, segunda parte, da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, agentes daquele
Departamento.
 

O BOLSA PRISÃO

O crime compensa! É isso que nos faz crer esse programa do governo que, em vez de criar prisões-fábricas, prisões-indústrias para que os detentos trabalhem e recebam remuneração com o fim de  cobrir os custos estatais com os presídios e  auxiliar suas famílias fora da detenção, distribui salários acima até do salário mínimo para os marginais. Milhões de pobres brasileiros penam, depois de terem contribuído a vida inteira com o seu trabalho, para conseguir a sua aposentadoria, enquanto elementos que viveram a vida a praticar crimes são bem assegurados no inferno de suas merecidas celas: comendo, bebendo, gastando energia elétrica. Todos bens públicos e ainda recebendo um bom dinheiro também público, retirado dos impostos dos cidadãos honestos. O sistema prisional brasileiro está obsoleto e falido. A vida lá dentro é um inferno, mas o governo em vez de criar bolsa-prisão deveria procurar mudar o sistema. Do jeito que está, os cidadãos honestos estão sendo punidos também. Eles estão assumindo o ônus da irresponsabilidade dos bandidos. O programa a que nos referimos é do Ministério da Previdência Social , confira no texto abaixo. Se quiser saber mais acesse:  http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22  Há braços!
Auxílio-reclusão
O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto. Não cabe concessão de auxílio-reclusão aos dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou cumprindo pena em regime aberto.
 
Para a concessão do benefício, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos: 

- o segurado que tiver sido preso não poderá estar recebendo salário da empresa na qual trabalhava, nem estar em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço;
- a reclusão deverá ter ocorrido no prazo de manutenção da qualidade de segurado;
- o último salário-de-contribuição do segurado (vigente na data do recolhimento à prisão ou na data do afastamento do trabalho ou cessação das contribuições), tomado em seu valor mensal, deverá ser igual ou inferior aos seguintes valores, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas, considerando-se o mês a que se refere:

PERÍODOSALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR MENSAL
De 1º/6/2003 a 31/4/2004R$ 560,81 - Portaria nº 727, de 30/5/2003
De 1º/5/2004 a 30/4/2005R$ 586,19 - Portaria nº 479, de 7/5/2004
De 1º/5/2005 a 31/3/2006R$ 623,44 - Portaria nº 822, de 11/5/2005
De 1º/4/2006 a 31/3/2007R$ 654,61 - Portaria nº 119, de 18/4/2006
De 1º/4/2007 a 29/2/2008R$ 676,27 - Portaria nº 142, de 11/4/2007
De 1º/3/2008 a 31/1/2009R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008
De 1º/2/2009 a 31/12/2009R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009
A partir de 1º/1/2010R$ 798,30 – Portaria nº 350, de 30/12/2009*
A partir de 1º/1/2010R$ 810,18 – Portaria nº 333, de 29/6/2010
* revogada pela Portaria nº 333, de 29/6/2010, com efeitos retroativos a 01/01/2010.


24 setembro 2010

ECONOMIA SADIA E POLÍTICA DOENTE

Alguns leitores nos questionaram esta semana com respeito às críticas ao petismo e ao lullismo. Uns e outros usaram como argumento que Lulla fez um bom governo. Tudo bem, em linhas gerais, o governo Lulla atendeu às exigências da movimentação da economia mundial e garantiu que o país seguisse num ritmo de crescimento, embora abaixo da maioria  dos demais países da da América do Sul.  Foi bom que Lulla, ao cumprir o prometido naquela carta de compromissos que assinou no início de seu governo, permitiu a manutenção das bases de crescimento da economia.
Nesse ponto,  Lulla foi responsável e o Brasil está colhendo os frutos de sua atitude. Ocorre que o foco de nossa crítica não é a bonança econômica superlativizada pelos petistas, mas o projeto ideológico que buscam implantar no País. E tal projeto visa desmontar as instituições democráticas, cercear liberdades e impor medidas autoritárias. Para efeito de comparação, a China é a mais pujante economia mundial, no entanto não passa de uma ditadura de partido único, na qual as pessoas não têm liberdade de expressão e mesmo a imprensa e a internete são censuradas grosseiramente. Antes que alguém diga que isso não existe. Que é delírio, que as instituições brasileiras estão todas funcionando, esclarecemos de saída que ainda estão sim, porém os gestos do governo e de sua cúpula vem representando afrontas que ameaçam o Estado Democrático. Há braços!

23 setembro 2010

A SOCIEDADE REAGE AOS DESMANDOS PETISTAS!

Ao lado de Paulo Brossard, Hélio Bicudo lê o manifesto em defesa da democracia , no Largo de São Francisco, São Paulo-SP
Finalmente começam a aparecer na sociedade brasileira os primeiros sinais de reação ao comportamento destrambelhado, irresponsavelmente ideológico que o petismo tem imprimido no uso e trato da instituições públicas. Ontem foi lido em praça pública um manifesto em defesa da democracia no Brasil. Não se trata, como poderia pensar muita gente, de algo arranjado pelo PSDB. Quem encabeça a lista de pessoas  que subscrevem o documento são fundadores do PT como Hélio Bicudo e simpatizantes como Dom Evaristo Arns. O evento realizado em praça pública contou com a presença de grande quantidade de juristas, intelectuais renomados e artistas famosos. No seu teor, o documento critica o comportamento impróprio do presidente Lulla, a banalização dos crimes realizados no governo e por agentes partidários do governo e as tentativas petistas de intimidar a imprensa tentando silenciá-la. Enfim, para quem acompanha este humilde blog pelo menos desde 2009, não há novidade no documento, melhor, a única novidade é que gente grande começa a se revoltar com a falta de limites do petismo.
O desagrado com o rumo político que os petistas tentam dar ao país, não é sentimento apenas dessa parcela da sociedade. As pesquisas de intenção de voto do Datafolha publicadas ontem mostram uma queda de 5 pontos da candidata petista à presidência e o aumento de dois pontos de Marina Silva e 1 ponto de José Serra, seus adversários com chances na disputa. Preocupados com o desgaste político gerado pelos sucessivos escândalos de corrupção no governo Lulla, o comando petista mobilizou seus apêndices políticos CUT, UNE e MST para fazerem um debate sobre a necessidade de calar a imprensa. Por incrível que pareça, o debate ocorrerá dentro das dependências do aparelhado Sindicato dos Jornalistas, uma coisa por si só absurda. Na verdade, o PT quer calar a imprensa sobre os escândalos da turma para assegurar uma vitória de Dilma no primeiro turno. Caso obtenham êxito será a vitória do espírito totalitário. Há braços!

21 setembro 2010

CONVENCER OU PERSUADIR SEM ARREBENTAR AS INSTITUIÇÕES!

É impressionante o modo bronco como muitos tagarelas reagem aos escândalos de corrupção que supitam aqui acolá em meio ao jogo político eleitoral. Quem está sendo chamuscado pela fogueira da corrupção que a cada dia recebe robustas toras de lenha é o petismo e era de se esperar que ele tentasse minimizar a gravidade das falcatruas alardeando a conversa fiada de que não há crime, de que se trata de factóides eleitoreiros (essa é a conversa que Dilma repete) inventados pelos opositores, pela imprensa reaça, por sinal todos golpistas, blablablá, blablablá! 
O que quer o petismo com isso? Certamente impedir o avanço dos candidatos de oposição, Serra e Marina, em virtude da descrença do eleitor com os representantes de quem ocupa atualmente o poder. Mas ao se preocupar tão somente com o resultado das eleições, o bando de Lulla arrebenta a legalidade no País. Ignorar, por exemplo, a quadrilha familiar que se fartava com dinheiro público na Casa Civil é jogar no lixo o código de conduta do serviço público, é rasgar a Constituição.Quando os lullistas acusam os demais candidatos de golpismo, fico imaginando: a eleição já terminou? Não! Como pode haver golpe? Querem tirar de Dilma a eleição que ainda não aconteceu e não se sabe se ela vai ganhar? Quem vai decidir, que eu saiba, qual candidato ocupará o Planalto é o eleitor. Se Dilma não for eleita será um golpe? Só gente de miolo mole engole esse papo furado. 
O comportamento dos candidatos da situação é preocupante. Como uma rede de corrupção igual a que ocorria na Casa Civil pode ser ignorada em sua gravidade e  banalizada no palco do teatro eleitoral diante da nação inteira? Como Lulla, o regente maior do País, guardião das instituições, pode se rebaixar e rebaixar as instituições públicas que representa em função do jogo eleitoral? Lulla e sua turma, os miolos moles do petismo e o pessoal do mundo de Bob querem criminalizar a imprensa e os candidatos competitivos da oposição por explorarem a farra da Casa Civil. Quem deve ser responsabilizado pelos crimes ocorridos dentro do Palácio do Planalto é a oposição? A que ponto chegamos! Em ano eleitoral não se pode mais denunciar crimes? Estamos vendo a hora de um ladrão desses aí que não tem colarinho branco (os de colarinho branco já o fazem), ao ser pego assaltando um banco ou casa lotérica, protestar diante das câmeras: eu sou eleitor da Dilma, isso é um factóide, é uma invenção da mídia e da oposição para desqualificar a minha candidata! 
O certo é que há dois modos de chegar ao eleitor: pelo convencimento ou pela persuasão. Ou o candidato o convence e para isso seu argumento tem que ter  dados da realidade e fio lógico que leve o eleitor a conclusões racionais firmes e sólidas a cerca das suas propostas e intenções políticas. Nesse caso, o eleitor é atraido pela razão, pela racionalidade. Ou o postulante ao poder procura persuadir o eleitor e nesse caso se utiliza de suposições, de associações apenas verossímeis e de elementos emocionais e afetivos. Em suma, ou se ganha o voto pela razão ou pela emoção, pela irracionalidade. No momento, dado o calor da peleja eleitoral, há um bando imenso de gente irracional na ativa e quando um lado não tem elementos para vencer com a razão (caso do petismo acuado pela corrupção) e a possibilidade do apelo emocional está favorável à oposição, devido aos sucessivos escândalos no coração do governo, resta o quê aos candidatos do petismo senão partir para um vale tudo que destroça as instituições democráticas do País? Há braços!

20 setembro 2010

OPERÁRIO DA RUÍNA DEMOCRÁTICA

Ontem proseamos sobre certo operário das ruínas, o verme. Essa bela imagem de Augusto dos Anjos ficou pairando em minha memória e se chocou com uma fala terrível do presidente Lulla: "nós não precisamos de formador de opinião, nós somos a opinião". Não há fala mais infeliz do que essa, principalmente quando sai da boca do chefe maior do País. Por pouco Lulla não dá uma de Rei Sol e afirma que que o Brasil é ele. A fala de Lulla está eivada de sentimento totalitário e confirma as intenções que a cúpula petista vem manifestando de alguns anos para cá, quais sejam: silenciar qualquer crítica, eliminar o contraditório, calar as diferenças ideológicas, estrangular a democracia. Lulla foi operário. Lulla é ainda operário, mas dessa vez operário das ruínas da democracia, da decomposição da institucionalidade, do estado de direito. Lulla reina soberano como um verme político que corroi o estado democrático. Há braços!

19 setembro 2010

OPERÁRIO DAS RUÍNAS

Conforme um amigo de ofício acadêmico, a poesia de Augusto dos Anjos traça uma descenção. Sua tese fala de uma "descenção poética " na obra do poeta paraibano que grotescamente chamam de simbolista, parnasiano, pré-modernista. Pré-modernista por quê? Por que produziu antes da semana de 1922? Tenham dó! Quer dizer que Charles Baudelaire é um arauto da modernidade e Augusto apenas um pré-modernista? Ignorância tem limite, minha gente. Esse é o mal de quererem fechar a Literatura em forminhas lineares e cronológicas. Fico pensando no  que restaria de Cervantes na mão desses estabelecedores de reputações literárias. Mas, voltemos ao que interessa.
 Na poesia anjelina  pode-se vislumbrar uma descida, do homem ao verme. Resumindo melhor:  homem-morte-coveiro-verme. O verme é o último no declive material da existência. O homem nessa poesia se sobressai principalmente como matéria. Não há metafísica aí; e se houver, nela o grande Deus é o verme: o eterno, o indestrutível, o primeiro e o último na escala da composição e decomposição da matéria. Essa onipotência divina vemos no poema Deus-vermeFator universal do transformismo./Filho da teleológica matéria,/Na superabundância ou na miséria,/Verme - é o seu nome obscuro de batismo. Como vemos, o verme é um operário de labor eterno na transformação de tudo que tem vida. Assim, a escatologia, intrínseca ao mundo da decomposição da matéria, atravessa essa poesia, mas, aristotelicamente falando,  em estado de arte seu impacto é atenuado: Já o verme — este operário das ruínas —/Que o sangue podre das carnificinas/Come, e à vida em geral declara guerra,/Anda a espreitar meus olhos para roê-los, /E há-de deixar-me apenas os cabelos, /Na frialdade inorgânica da terra! Eis a modernidade de Augusto dos Anjos. Sua poesia nos traz uma reflexão sobre a vida em seu estado de desintegração e alça o verme, esse elemento baixo,esse tema sem nobreza, com sua crônica da degradação ao centro da poesia. E não podemos duvidar de que o verme é um ser  misterioso que na escala montada pelo poeta nascido no Engenho Pau D´arco assume deveras a mais relevante, a mais poderosa posição. Há braços!

18 setembro 2010

A ALMA ELÍPTICA DO MUNDO DE BOB

Os nanicos do mundo de Bob sofrem  de certo tipo de esquizofrenia que os faz generalizar a origem do mal com o fim notório (não para todo mundo) de esconder os autores específicos das falcatruas e bandalheiras. Como funciona isso? Assim: se os petistas, com os quais eles têm uma relação freudiana de amor e ódio, roubam e mentem descaradamente, pisoteiam a ética, a moral, a institucionalidade ou o que o valham, eles, de prontidão, atribuem tais crimes ao capitalismo, à burguesia. Fazendo isso, ardilosamente se utilizam  de algo muito comum no discurso da esquerda: a elipse. Generalizam para elidir e por esse procedimento elíptico esconder os autores reais dos crimes, ou seja: o papai petismo e para, em seguida, incluirem na ordem do seu discurso que os criminosos são os  burgueses, os agentes reais do capitalismo. E quem são mesmo esses criminosos? Qualquer um que simplesmente der nome aos bois, quem quer que esfole a conversa fiada deles e arranque de suas vísceras os elementos elididos. Esses serão enxovalhados como se tivessem sido os próprios autores dos crimes escondidos nas elisões do "pensamento" claudicante dessa gente. Essa é apenas uma face do comportamento mental da turma do mundo de Bob. A coisa é freudiana mesmo. No palco caseiro, no palco interno da discussão de esquerda (é coisa de teatro mesmo!), depois de terem protegido o papai petismo, eles vão tratar de fazer o serviço de castração do papai, de assassinato simbólico para assumir o seu lugar resgatando-o em outro plano. É o eterno ciclo vicioso da mediocridade mental. É por isso que essa gente não cresce! Vive presa em fixações e conflitos primários ou coisas do gênero. Mas chega de freudismo elementar. O que importa é que isso  está   aí exposto para quem quiser constatar.
Ouvi outro dia, estarrecido, que no mundo de Bob não se vê televisão nem se lê jornais. Isso eles costumam bradar com   o peito inflado de orgulho. É verdade? Parece que sim se levarmos em conta o grau de ignorância deles, o afinco com que persistem em erros há muito superados pela humanidade! Mas é mentira também (com essa turma, temos que ler as elipses sempre). Do sujeito que faz esse tipo de afirmação, a esta altura do campeonato, podemos concluir três coisas:  primeiro: ou se acha dotado de poderes paranormais superiores  que o informam sobre a verdade absoluta, ui, ui, ui... de modo a não precisar ter contato com o que circula no mundo; segundo: ou não tem competência para refletir criticamente sobre a realidade, de forma que se sente incapaz de filtrar as informações e as intenções do que circula na TV e jornais; terceiro: ou é simplesmente gado do rebanho, já dotado da capacidade de evitar ou de satanizar a realidade com o fim único de proteger a ordem ideológica. Em Cuba, por exemplo, Fidel lê todos os jornais do mundo e assiste aos mais variados canais globais de satélite, mas para o rebanho ele diz que os meios de comunicação, ou como  dizem, a mídia  é podre, se não pode ser destruída, deve-se evitá-la. Mas há uma quarta conclusão alternativa aí, que une as outras três: eles assistem tudo, e nisso são a mais indecorosa massa, porém mentem a esse respeito. Essa é a mais provável! Há braços!

16 setembro 2010

MAIS UMA QUEDA POR CORRUPÇÃO.

Erenice Guerra caiu, tirou o time de campo, recolheu-se sob a estopa da bandalheira. A ministra da Casa Civil, aquela que armou um dossiê contra FHC e Dona Ruth a mando de Lulla e Dilma, não suportou o peso das denúncias feitas esta semana pela revista Veja. Erenice, braço forte de Dilma Rousseff, assumiu o posto da chefa há pouco mais de quatro meses. Será que estava dando continuidade ao trabalho que Dilma  realizava na Casa Civil? O caso é grave como foi o do mensalão. Envolve tráfico de influência, nepotismo, prevaricação, enfim, tudo quanto é corrupção pública. Será que o pessoal do mundo de Bob vai falar alguma coisa a respeito ou vai continuar culpando o bicho papão, a burguesia, o capitalismo... Erenice saiu, mas foi por honestidade? A fada dos dentes deve acreditar nisso, Tinker Bell, papai noel... Sei lá... Há braços!

OS NANICOS E O MUNDO DE BOB

Os nanicos da equerda não são deste planeta, tampouco deste País. Tudo que eles escrevem se refere a um mundo desconhecido, longe da nossa realidade. Eles se silenciam sobre a bandalheira política brasileira e seus personagens como se não fizessem parte deste mundo, como se vivessem numa espécie de "mundo de Bob". Nos blogs  e congêneres dessa gente, por exemplo, raramente há uma linha sobre Lulla, Dilma, sobre os disparates que dizem diariamente como personagens do poder. Não há uma vírgula sobre os casos de corrupção e os escândalos que pipocam diariamente. Não existe corrupção na Casa Civil, não existe ameaça à democracia, não existem violações de sigilo na Receita Federal e deve ser muito normal mesmo um Ministro da Fazenda vir a público dizer que vai blindar apenas os dados fiscais dos políticos e familiares, como se não fosse obrigação da Receita Federal preservar o sigilo dos dados de todos os cidadãos brasileiros. No mundo de Bob deles o único vilão é o capitalismo, um capitalismo folclórico e irreal muito comum em panfletos do século dezenove. Até o ditador moribundo Fidel Castro já dá sinais de que o capitalismo é melhor para Cuba. Claro que da parte dele a gente sabe que é um lance cínico e oportunista. Esse pessoal não titubeia em afirmar que o capitalismo, o bicho papão do mundo de Bob deles, não deu certo. O socialismo é que deve ter dado certo na URSS, no Leste Europeu e demais locais. A gente sabe como deu certo. O mundo de Bob deles usa todos os instrumentos e meios e aparatos do capitalismo para se sustentar, mas o mundo de Bob é o mundo de Bob. O excesso de alfafa neste planetinha particular deles deve afetar os sentidos e a inteligência.
 Vamos mentalizar aqui e tentar enviar uma mensagem para o mundo de Bob: alô, alô seres voadores do mundo de Bob, socialistas e revolucionários, vocês não sabem ou não querem saber, mas o capitalismo deu certo e continua dando no que ele se propôs, desde o início, que é explorar o mundo, produzir riquezas, fazer circular riquezas, gastar o mínimo e ganhar o máximo, acumular, acumular, acumular... lucrar sempre. É o sistema mais bem sucedido da história, o mais vigoroso que a humanidade já produziu. Em função do lucro a Ciência avançou, a tecnologia, a medicina, as comunicações, enfim, tudo, tudo. Que o sistema é desigual e concentrador é um fato. Que entra em conflito com a nossa visão humanista de solidariedade e de justiça, não podemos contestar. Mas daí a deitarmos falação baseada no que foi escrito para convencer operários ignorantes do século dezenove aí já não é coisa deste mundo mesmo. É falta de sintonia mesmo, descompasso. Ou vigarice deslavada. Há braços!

14 setembro 2010

SILENCIAR PARA PERPETUAR

Vocês leram aí embaixo minha reflexão sobre massa e povo. A visão não é muito otimista. Não que não haja momentos simples e bonitos em determinados rompantes da massa convertida em povo. Há momentos que comovem, mas o problema não é mesmo  o povo e sim os donos dos currais. A atual conjuntura, por exemplo, não nos permite achar muita graça em mobilizações populares, em movimentos populares ou o que o valham. Quem controla o gado nas cercas políticas sabe que não vai segurar o rebanho a contento no Brasil se não apelar para certos reforços nas cercas ideológicas. Esta semana José Dirceu, o chefão do mensalão deu a senha. Indicou as primeiras preocupações em um possível governo Dilma, disse ele em um evento na Bahia: “O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa”. Para Dirceu, tão democrático quanto os irmãos Castro, a liberdade de expressão é um problema. Ora, como sustentar um grupo corrupto como o que se instalou no poder sem silenciar quem quer que possa denunciar a bandalheira dessa gente? Pois então, essa é a proposta do democrático Zé Dirceu, instalar a ditadura corrupta dos petistas e calar os indignados. Há braços!

12 setembro 2010

O PODER DO POVO SÓ EXISTE COMO PODER DE UMA MINORIA

Outro dia, eu falava da diferença entre  massa e povo aqui. De certo modo, definia massa como um aglomerado de indivíduos com os desejos dispersos, territorializando-se  aleatoriamente e de forma fragmentada; e  povo como  massa loteada em currais ideológicos, como rebanho com os desejos investidos nos limites daquele espaço .  Em resumo, massa não tem identidade, mas, quando povo, passa a cumprir obrigações ideológicas do curral a que está circunscrita e, desse modo, ganha uma identidade. Massa não tem dono, contudo  povo tem. Sendo assim, povo é massa que recebeu o batismo político, que, portanto, está sujeito ao direcionamento, à manipulação como se fosse um capital político.
A condição de povo não elimina a natureza de massa. É como se a massa fosse alguém que entra em um uniforme especial para cumprir algumas tarefas por algum tempo em determinada empresa, mas que ao fim do  contrato voltasse a sua condição natural de massa. Quando grupos se autodenominam representantes do povo, na verdade buscam torná-lo uma propriedade política, desejam direcionar a massa para os seus interesses. É por isso que os "governos populares" que vemos por aí não têm nada de populares além do nome. Na verdade, são governos de grupos que conseguiram direcionar a massa por algum momento e em seguida ganharam autonomia institucional para em seu nome instituir programas e estabelecer prioridades cuja finalidade é propriamente a perpetuação do pequeno grupo no poder. Se necessário, inventam uma nova institucionalidade destroçando a que os levou ao poder. E como fazer para segurar a massa na condição de povo nesses governos? Óbviamente, por se tratar de tarefa difícil tais governos procuram eliminar qualquer meio que estimule o povo em crise, vomitando sua natureza de massa, a romper o jugo. Silenciam a oposição, eliminam as liberdades individuais, a liberdade de expressão e em sequência reforçam as cercas ideológicas em torno da massa para que ela se porte como rebanho, como povo. Não sendo suficiente, fazem como em Cuba: proíbem a saída do país. Imaginem vocês qual será o mal-estar da massa forçada a se recolher à condição de povo. Quantos distúrbios individuais e sociais não advém de tanta energia represada? Quais os mecanismos de resistência desenvolve ao longo do encurralamento?
O modus operandi desses grupos que chegam ao poder é sempre o mesmo. Depois de alcançada a hegemonia no encurralamento da massa, na sua conversão em povo, passam a propor plebiscitos ou coisas que o valham  com a única finalidade de fazer valer os interesses de domínio do grupo. Sendo assim, qual é o poder do povo aí? Qual a validade do tal poder popular como representação dos anseios da maioria?  Quem se arrisca a ir mais longe? Há braços!

09 setembro 2010

BOCA DO INFERNO-60: BRUZUNDANGAS É AQUI

"Como nunca na história deste país" vivemos na nação Bruzundanga.  Quem leu o debochado Lima Barreto sabe tanto quanto eu que o Brasil cada vez mais se parece com o país de Bruzundangas. A normatização da ignorância como melhor status social, o estabelecimento de uma elite movida a aparência; o provincianismo que reduz a realidade a um manto superficial de futilidades prioritárias, dão os sinais da bruzundanguice brasileira. 
Resta aos formadores de opinião apenas a conivência servil ou o não menos vergonhoso silêncio. Alguns jornais e blogs e revistas e emissoras pouco se indignam com a redução do país a uma republiqueta mascarada por  uma realidade inventada pela  publicidade ideológica do grupo que está no poder.  A situação é realmente preocupante. Será que sairemos da cegueira a tempo de não sermos agrilhoados e amordaçados? Há braços!

EXTRA! EXTRA! FIDEL CASTRO DESCOBRIU A PÓLVORA!

Esta semana Fidel Castro veio a público dizer o que se esforçava para esconder inutilmente faz 50 anos: "o modelo cubano não funciona mais nem para nós". Na verdade nunca funcionou, mas o ditador o sustentou a ferro e fogo por toda a vida. O que Fidel faz agora (e não de modo desinteressado) é assumir o que as pessoas bem informadas e de bom-senso já sabiam há pelo menos 49 anos. Só o sofrido povo cubano sabe o que é viver na penúria e sem liberdade alguma, nem de opinião, nem para sair do país por meio século. O que Fidel ensaia com essa conversa fiada agora no crepúsculo da vida? Deve estar querendo ser o homem que no fim de tudo conseguiu dissuadir os EUA da manutenção do bloqueio econômico à Ilha. 
Fidel passou a vida atribuindo o fracasso do regime por ele implantado e sustentado ao fato de Cuba sofrer o bloqueio americano. Ganhou a atenção da maioria dos cubanos com essa conversa mole e demonizando os EUA enquanto tocava o terror dentro da Ilha e nadava de braçadas na luxuosa boa vida de ditador junto com os amigos. Agora busca seduzir Obama, depois de perceber que os EUA não deram a mínima para a pressãozinha de seus aliados  Lulla e Cia na luta contra o bloqueio. Para isso, começa a se mostrar simpático a causas americanas. Dá a entender que é contra o Irã e a favor de Israel e coisas do gênero. Não sei o que é mais patético, se um idiota sincero e coerente ou um idiota dissimulado e incoerente fingindo-se de sincero. Há braços!

07 setembro 2010

QUE INDEPENDÊNCIA QUEREMOS?

Hoje é dia da independência! Novidade... ninguém sabe! Seria bom mesmo a gente pensar em que nível de independência estamos e em que nível de independência preferimos estar. Se deixar, o petismo vem com aquela conversa mole de que Lulla pagou a dívida com o FMI... Emprestou grana para o FMI e coisas que o valham. Bravatas apenas e daquelas que apagam o que a turma petista sempre criticou...  Vocês se lembram do "fora o FMI", "Somos contra o pagamento da dívida externa"? Pois então, Lulla até entregou uma merreca para o FMI, a sobra que faltava, mas suficiente para contradizer aquele papo de "Fora o FMI". Como caiu em contradição histórica, valeu aquela máxima vagabunda da Marta Suplicy: "relaxa e goza!". Aí o passo seguinte foi criar um manto publicitário para transformar o gesto contraditório negativo em vitória, em algo superior. Nisso o petismo é craque. Mas esse papo de Lulla ter emprestado grana para o FMI esconde coisa pior: o calote nos credores internos. A dívida interna do governo Lulla chega a 90 bilhões (isso sim é uma herança maldita). É uma fábula. Na verdade Lulla governa para quem mesmo? Para o FMI? Para os governos autoritários latinoamericanos nos quais investe fortunas? Se ele não honra as dívidas internas podemos pesar em outra coisa? Feliz independência para vocês! Há braços!

06 setembro 2010

DE FLOR SOLITÁRIA A CANTEIRO DE MUDAS


TEMPO DE SECA:
COMO UMA CANÇÃO, A CHUVA
 ACORDA AS SAÚVAS.
(Bestiário de infância, 2001)

 Há alguns haikaistas despontando lá pela Canabrava. Sei que não posso dizer exatamente desse modo. Haikai é uma experiência e forma poética muito singular do mundo oriental. O que se tem feito em Uibaí, e isso é também louvável, são experiências baseadas nesse tipo de criação na qual Bashô, Buson e Issa eram mestres. Produz-se por ali algo com espírito de haikai.


MANHÃ CHUVOSA:
TECE COM O BICO ALGUNS RAIOS DE SOL,
A FIGUEIRA NA COPA DO MAMOEIRO.
(idem)
Creio que esse gosto pela arte surgiu na Serra Azul depois do lançamento de um livrinho meu chamado Bestiário de infância e outras traquinices, impresso em 2001. Nas páginas do despretensioso Bestiário não há haikai, mas experiências baseadas no gênero e na filosofia zen que o embala. Seria mais uma tentativa de desdomesticar o olhar poético e reorientá-lo para o espanto cotidiano de coisas insignificantes e de outras miudezas. Mas havia um método ali no Bestiário de infância. A ideia predominante estava em estabelecer um Kigô não oriental como eixo da divagação: tempo de seca e tempo de chuva.  Os dois momentos determinantes da vida no sertão, que marcam sua originalidade. Os momentos mais marcantes que determinam inclusive uma semiótica, tanto para os seres humanos quanto para as demais coisas: os bichos, o clima, as paisagens... Estabelecia-se ali a experiência sertaneja com o haikai. Como disse um amigo professor de Literatura, "uma poesia fenomenológica". Esse foi o meu achado. E ele se dilui agora em outras veias e sentimentos poéticos e é muito bonito de se ver a coisa progredir e ir ganhando corpo em outras vozes, em outras peregrinações poéticas. De flor solitária na caatinga, o Bestiário de infância e outras traquinices virou canteiro de mudas singulares, cheio de modos de olhar para as particularidades das terras e da vida sertaneja. A poesia tem esse poder de contaminação. Aos poucos, ela vai-se enraizando nas rachaduras da alma, nas fissuras do desejo e quanto menos se espera desabrocha irresistivelmente como uma onda que se levanta do nada com uma força enigmática. Que bom que é assim. Há braços!

05 setembro 2010

UMA CAMPANHA SUICIDA

Ontem Lulla, para não perder o costume, desandou a falar bobagens em São Paulo. O petismo está desesperado porque já sente o ferro que o arrogante Aloisio Mercadante vai tomar no primeiro turno. O inventor da Dilma disse que "mentira tem perna curta" tentando banalizar o grave caso da violação de sigilos fiscais na Receita Federal para fins políticos. No caso, quem cometeu o crime e quem mente  é a turma lullista, mas Lulla tenta transformar a armação arquitetada pela turma de sua candidata em uma armação do PSDB. Eu acho pouco. O PSDB merece ser castigado. Quem não merece são as instituições democráticas é a Constituição Federal. O PSDB merece o massacre que está sofrendo porque cometeu um erro grave: deixou que o lullismo se apropriasse de tudo que foi criado nos dois mandatos de FHC (as coisas positivas, é claro!) e se silenciou. Caiu na cilada de um marqueteiro que o retirou do debate político com a promessa que ele iria se beneficiar  da popularidade de Lulla. Presencia-se, no momento, a política vazia. Os marqueteiros mataram a Política. Ou no mínimo amolaram a faca para o PSDB dar o golpe de misericórdia. O maior disparate que já se viu.
Lulla se aproveitou do Plano Real e dos programas implantados por FHC para chegar a tal nível de popularidade e tratou logo de apagar FHC da história para ficar com os louros. E foi uma mentira atrás da outra, uma bravata atrás da outra... Na verdade, eles se beneficiavam do que chamavam de "herança maldita". Um velho truque. Caberia ao PSDB lógicamente colocar o PT no seu devido lugar na história, como continuador de FHC. Desmistificar as mentiras, mas não... num surto de estupidez desses que os publicitários e marqueteiros estão sujeitos aqui e acolá, a campanha de Serra enveredou por um caminho suicida e agora agoniza na imobilidade criada pelos marqueteiros. Enquanto isso, o petismo aproveita para mentir a vontade, Lulla sobretudo, já que o próprio candidato do PSDB caiu no papo furado de que a popularidade de Lulla é motivo para sujeição a ele ou para tolerância com as asneiras que ele fala, uma após a outra, transformando o âmbito institucional do País num samba do crioulo doido, tratando as instituições públicas como casa da mãe joana. FHC que teve as conquistas de seu governo apropriadas pelo PT e não viu um X sobre o assunto nos programas de Serra, tratou de bater em retirada. Ele bem poderia ser o carro chefe da campanha, encarregado de arrebentar a farsa petista, porém isso não foi relevado pelos marqueteiros malucos do PSDB. Vocês já podem sentir no que vai dar toda essa zona? Há braços!

03 setembro 2010

PLÍNIO, O VELHACO!

Honra a história romana e universal um tal Plínio, o Velho. Aqui, como se não bastassem os demais, desonra a política contemporânea um tal  Plínio de Arruda Sampaio. Roma tinha o velho, nós temos o velhaco. E Plínio, o velhaco, veio a público com uma conversa fiada de perseguição à propriedade, de estabelecer regras que limitem a 1000 hectares a propriedade de terras. A proposta é tão juvenil quanto irresponsável. Ignora propositalmente o desastre e o caos que produziria no país por conta disso. É coisa que não conseguiu romper as cercas da imaturidade do movimento estudantil. A cara vincada de Plínio, o velhaco, defendendo isso mostra duas coisas: um Peter Pan melancólico em fim de carreira ou um arremedo de Dom Quixote pregando para um grupelho de Sanchos Pança e Rocinantes.
Não apenas essa conversa de Plínio é velha, mas sem crédito algum. Plínio ainda não coseguiu atingir 1% nas pesquisas eleitorais. É literalmente um zero à esquerda, ou melhor o zero da esquerda. Os defensores da pantomima irresponsável de Plínio, o velhaco, querem plebiscito para definir a proposta do candidato 0% nas pesquisas. É triste! É o abraço na mediocridade mental, na incapacidade de refletir sobre o País de forma responsável, tendo em vista a realidade concreta. Esse tipo de delírio ocorre quando se superestima a ideologia e se ignora a realidade.
 A reforma agrária do Brasil deve ser feita nas terras que o MST adquiriu e não fez produzir nada. Quer mudar o campo Plínio? Proponha a criação de leis que obriguem as terras do MST a produzir o mínimo pelo menos. Proponha que o governo seja obrigado a fornecer condições para que os assentamentos sejam áreas produtivas! Proponha regras que determinem a lisura da divisão de terras destinadas à reforma agrária adquiridas pelo MST. Os critérios do MST são bem estranhos. Estão mais para a Revolução dos Bichos do que para a revolução da igualdade, do bem-estar e da liberdade. Há braços! 

02 setembro 2010

OUTROS MENDIGOS

Na esquina deste mundo louco
Cheio de gente mas vazio e oco
Há um melancólico mendigo a implorar a outros: 
Dei-me um sorriso, pelo amor de Deus!
Dei-me um abraço, por caridade!
Dei-me notícias para matar a saudade!
Pega a minha mão e vá pela cidade.
Mostre-me o jardim, o lago, a imagem
de um novo canto,  com outra paisagem
Dei-me um sorriso, ainda tenho alma
Traga-me um abraço um tanto apertado
Alimente esse pobre corpo na calçada.


Neste solo cinza de sonhos fugazes
cheio de mendigos cegos sem ternura
cujos próprios passos cheios de loucura
os levam para longe eterna tortura
caminham sem se ver, 
sem sentir a textura 
do que há de humano em sua estrutura.
E  morrem famintos em meio a abundância
sem estender a mão 
ou sorrir 
ou viver 
fora dos casulos 
que teceram  sem querer 
fora das prisões que erigiram 
em seu ser.


(cosme bafão)

O PRESIDENTE ADMITE QUE HÁ BANDIDAGEM NA RECEITA E ISSO NÃO QUER DIZER NADA?

É comum ao petismo montar dossiês e construir denúncias para exterminar a reputação dos inimigos(os arquivos de jornais, TVs e revistas estão cheios delas). Inimigos, o termo é esse mesmo, pois o petismo não reconhece adversários. Para ser inimigo, basta não concordar com o que reza a cartilha do partido. Se o inimigo coloca em risco imediato o projeto de poder, eles abrem as portas da imprensa vendida com todo o tipo de denúncia, invariavelmente baseadas em distorções e falsificações. O   importante, diz a cartilha deles, é que o povão acredite e descredencie o inimigo. 
Para o chefe do petismo, Lulla, a devassa no Imposto de Renda de quatro tucanos e até de Verônica Serra, filha do candidato José Serra, faz parte de um esquema de 'compra e venda' de sigilos fiscais. 'É uma bandidagem', definiu ele. Vejam bem como Lulla segue o método do petismo: a turma petista, em setembro do ano passado, face a já identificada fragilidade da candidata do partido e de posse das pesquisas daquele momento que jogavam Serra lá adiante, com mais de 40% preferência nas pesquisas, começou a montar o arsenal de dossiês e denúncias falsas! O importante era não perder o poder para o PSDB, então viabilizaram as tais violações com o intuito de minar a candidatura de Serra com algum escândalo. Agora que a coisa veio à tona, Lulla e toda a patota dele seguem a mesma metodologia: primeiro tentaram imputar o crime às próprias vítimas, depois insinuaram que o crime era armação de aliados de Serra e agora, por último, dizem que é apenas um crime comum como definiu Lulla ontem. Lulla, embora cause estranheza ser a opinião do chefe maior da nação, da Receita Federal, portanto, definiu bem a violação dos sigilos: "é uma bandidagem". O que ele não diz é que é bandidagem do partido dele e não de criminosos comuns! É bandidagem política igual a que o chavismo e o castrismo praticam há anos. Com o bando de tucanos sem bico, que pula aqui acolá, incapaz de fazer oposição, essa gente nada de braçada.Há braços!

RUMO ÀS SOMBRAS

É triste a situação política pela qual o Brasil vai enveredando. A instituição Estado aos poucos vai para a lata de lixo, restando no vácuo deixado o petismo e sua orda delinquente que trabalha na vandalização de tudo que afeta a hegemonia do Partido . Não que eu morra de amores pelo Estado! É que sem ele as coisas são bem piores! A sua total sujeição à ideologia de um partido tende a mostrar a face mais terrível da barbárie humana. Não sou eu quem diz isso é a história! O País flerta perigosamente com o totalitarismo e poucos se dão conta de o quanto seus pés estão próximos ao abismo. O petismo vai tantando impor seu mundo sombrio e anti-ético aos poucos como viés último da vida. Daqui a pouco eles desarmam o circo, recolhem a lona e o pão e partem abertamente para o que de fato se propõem. É como diz Hannah Arendt em As origens do totalitarismo: "A verdade é que os líderes totalitários, embora estejam convencidos de que devem seguir consistentemente a ficção e as normas do mundo fictício estabelecidas durante a luta pelo poder, só aos poucos descobrem toda a implicação desse mundo irreal e de suas normas. A fé na onipotência humana e a convicção de que tudo pode ser feito através da organização leva-os a experiências com que a imaginação humana pode ter sonhado, mas que a atividade humana nunca realizou. Suas abomináveis descobertas no reino do possível são inspiradas por um cientificismo ideológico que já vimos ser menos controlado pela razão e menos disposto a reconhecer os fatos que as mais loucas fantasias da especulação pré-científica e pré-filosófica".

31 agosto 2010

INIMIGOS DESEJADOS

Agora reparem abaixo como Nietzsche desnuda a alma dessa gente que hoje dirige todos os atos e gestos que deram ao petismo a tão sonhada hegemonia por  ele buscada como meio para se perpetuar no poder. O bafo autoritário que recende dos projetos tanto da esquerda nanica quanto do núcleo duro do petismo está aí, com considerável antecedência, registrado nas proféticas palavras do solitário pensador alemão:
"Atualmente, as correntes socialistas são cada vez mais agradáveis do que temidas pelos governos dinásticos, porque elas colocam nas mãos destes o direito e o gládio desejados pelas medidas de exceção, através das quais estes governos podem aplicar golpes contra as suas verdadeiras bestas negras, os democratas e os inimigos das dinastias. Para tudo que estes abominam publicamente, aqueles governos têm agora uma inclinação e uma afecção secretas: eles são obrigados a ocultar a própria alma". (Nietzsche em Opiniões e Sentenças Misturadas.) HÁ BRAÇOS!

29 agosto 2010

APENAS COMEÇANDO!

Segue ao lado um pequeno exemplo da democracia maravilhosa que viceja na Venezuela Chavista. A Venezuela tem registrado os maiores índices de violência de todos os tempos e o que Chaves faz para resolver o problema do "paraíso socialista" dele? Começa realmente a implantar programas sociais e melhorar a educação? A qualificar a polícia? Não, não! Ele faz o que aprendeu com Fidel Castro! Ele cala a imprensa para ninguém tomar conhecimento. Ele persegue a oposição fechando-lhe todas as portas, coisa mais ou menos parecida com aquilo que romanceou Milan Kundera em seu livro A insustentável leveza do ser, com  respeito ao governo comunista de Praga.
O Brasil caminha a passos largos para uma espécie de chavismo tupiniquim. Os chefões do petismo e do lullismo amam a ditadura cubana, morrem pelo chavismo e sonham todas as noites com China. Depois do avanço do fantoche Dilma nas pesquisas, já nem escondem os objetivos que acalentaram alcançar durante todo esse período de governo Lulla. Há poucos dias mesmo o chefão da comunicação lullista, Franklin Martins, durante inauguração do canal de TV do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disse com todas as letras o que se pode esperar do próximo governo dos petistas: "Isso é uma revolução e incomoda muita gente que ficava no Olimpo. Mas é irreversível, e está apenas começando".  Na verdade, seu Franklin, isso incomoda muito mais a quem preza a liberdade em todos os sentidos. Há braços!

28 agosto 2010

TIRIRICA INCOMODA O PT

Tiririca, o conhecido humorista cearense é candidato a Deputado Federal por São Paulo. Seu partido é da base do PT  que tem o Senador Aloisio Mercadante como canditado a governador. A propaganda de Tiririca na TV faz o maior sucesso. Tiririca é um palhaço e sabe como ninguém ser simpático e espontâneo mesmo falando bobagens e cretinices, como tem feito. E ele realmente não diz nada que se possa equiparar com o que deve ser a postura de um postulante a cargo público. Mas por que Tiririca faz sucesso? Porque é sincero na sua idiotice. Não tenta enganar ninguém. Mostra-se como é... fala disparates e faz sarcasmo consigo mesmo e com a política em geral. Mercadante começou a dar chiliques por causa de Tiririca. Quer corrigir a insolência do candidato humorista, quer controlar sua aparição na propaganda. Deve ser porque o palhaço cearense sempre termina suas aparições com o bordão: "Vote Tiririca, pior que tá não fica"! Mercadante se acostumou tanto a fingir ser o que não é que  ver alguém ser verdadeiro o faz estrilar. O certo deve ser fingir que se é doutor sem ser, que se é honesto sem ser, que se é honrado sem ser como fez o senador petista nos longos anos do governo Lulla. Deve ser também porque insinuar que o governo federal  petista é ruim é mais intolerável do que falar coisas sem pé e nem cabeça.  Deve ser isso mesmo se a gente levar em conta que Mercadante não se incomoda com o discurso disléxico de Dilma e muito menos com os ataques  mitomaníacos de Lulla. Há braços!

BOCA DO INFERNO-59: VAMOS COM NIETZSCHE

Eu sempre tive a impressão de que o bando de "nietzschianos" que anda por aí a fazer citações e a reverberar dentro de grupinhos de esquerda nunca leu patavina do que o polêmico filósofo escreveu. Penso que virou modismo se declarar nietzschiano ou citar fragmentos do pensador alemão como atestado de inteligência. Algo assim: nossa, como fulano é descolado, é intelectual... olha, ele citou Nietzsche! No caso é um obtuso admirando um néscio. Alguns desses seres descolados conseguem ser militantes de partidos como o PT, PC do B, PSOL, PSTU, PCO ou algo que o valham, coisas incompatíveis com o grosso das ideias de Nietzsche e ainda assim não perdem tempo em polir a imagem com uma ou outra frase recortada irrefletidamente de um livro ou outro do autor de Genealogia da Moral. Se eles tivessem a mínima ideia (não têm porque não leram) do que Nietzsche escreve sobre o socialismo, sobre a democracia, sobre esses regimes que pregam o nivelamento humano decerto se envergonhariam de citá-lo sem nenhum critério ou sinal de pudor. 
Nietzsche é um pensador profundo, sem preocupação com essa nossa roupagem social. Por ser profundo é um tanto perigoso a quem não está acostumado a mergulhos verticais. Quem o encara com firmeza vai além do bem e do mal e descobre que tudo que a gente mais repudia na humanidade é muito nosso, é visceralmente nosso. E o que a gente ama mais cegamente é menos real e menos nosso do que pensamos. Nós somos humanos, demasiadamente humanos!
 Eu sei muito bem onde Nietzsche me fere, em qual fraqueza minha seu martelo bate mais. E o respeito toda vez que percebo que ele está mais certo do que eu. Volto sempre aos seus textos porque quero ir além de mim, busco a constante superação. Sei que esse  não é o caso dos nietzschianos fashion. Para eles, segue então um recadinho de Nietzsche! Um pequeno mimo, sobretudo aos nossos "socialistas nietzschianos"! rsrsrs!  E eles verão, se forem curiosos o bastante, que não apenas ao longo do livro Humano, Demasiado humano, esse pensador aciona o seu martelo filosófico contra essa mentalidade reduzindo-a a mero entulho. Há braços!

"Uma quimera na teoria da revolução

Há visionários da política e da sociedade que impulsionam com todo ardor da sua eloquencia a derrubada total da ordem estabelecida , na convicção de que, então logo surgiria espontaneamente desta derrubada o templo mais soberbo de uma bela humanidade. nestes sonhos perigosos, persiste um eco da superstição de Rousseau, que acreditava na bondade da natureza humana, uma bondade maravilhosa, original, mas, por assim dizer, agora soterrada, e que imputa toda a culpa deste soterramento às instituições da cultura, à sociedade, ao Estado, à educação. Infelizmente , se sabe, a partir das experiências históricas, que toda subversão desse tipo faz ressurgir de novo as energias mais selvagens,  ressuscitando aqueles horrores e excessos há muitos enterrados pelas épocas passadas e que, por conseguinte, uma subversão como esta poderia ser uma fonte de energia para a humanidade extenuada, mas jamais seria um arquiteto ordenador, um artista aperfeiçoador da natureza humana. - Não foi a natureza de Voltaire, com toda a sua moderação tendente a regularizar, a retificar e a reconstruir, mas as loucuras e as meias verdades apaixonadas de Rousseau que despertaram esse espírito otimista da  Revolução, contra o qual exclamo: "Ecrasez l'Infame!"
Graças a ele, o espírito das luzes e da revolução progressiva foi dissipado por muito tempo: vejamos então - cada um por sua conta - se é possível evocá-lo de novo". (Nietzsche em Humano, Demasiado humano)


27 agosto 2010

SEGUE A MENTIRADA

"Nunca na história deste país" se mentiu tanto. Ontem uma reportagem do Jornal Nacional mostrou in loco que 96% da população do Pará não tem acesso a tratamento de esgoto. Lógico que a atual governadora do PT não deve ser sozinha a responsável pelo descaso. O Pará é terra de ninguém há muito tempo. Mas o que foi  feito para resolver o problema no mandato inteiro dos petistas, tanto em escala estadual como federal? Nada! Noventa e seis por cento indica apenas que a minoria rica de sempre continua tendo acesso ao saneamento básico.
 Quando a gente vê essas coisas em um estado que Lulla chega a ter 90% de popularidade, a gente fica assombrado com o nível de subserviência que a pobreza extrema fecundada pelo  bolsa família ou coisas que o valham é capaz de produzir. É com um povo com a característica desses 90% que dão crédito a Lulla e ao petismo no Pará que a turma petista pretende fazer controle social, controle popular e outras falácias.  A gente fica aqui pensando em como faz sentido a mentirada do petismo em escala nacional. Com um rebanho com esse nível de discernimento pode-se inventar e sustentar qualquer asneira. Esse tipo de realidade dá ao Lullismo direitos temerosos. A realidade não vale mais como ilustração da verdade e se não vale pode-se mentir escancaradamente e perseguir e matar e calar à força em nome dessas mentiras. Há braços!

26 agosto 2010

AS MEGALOMENTIRAS DE LULLA

 A mentirada megalomaníaca de Lulla engabela muita gente, mas não resiste a uma pesquisinha nas páginas de órgãos oficiais. Na verdade, mentir é um método usado há muito tempo pela esquerda que agora segue como principal atividade do Lullismo. Na conversa malandra de Lulla, por exemplo, ele é o presidente que mais realiza obras no mundo, melhor, nas galáxias. A semana passada mesmo ele, ao se gabar mais uma vez de não ter estudado, afirmou que foi o presidente que mais fez universidades. E disse ter feito algo em torno de 14 universidades. Uma visita criteriosa ao site do MEC mostra que Lulla fez 4 universidades federais e transformou duas não federais que já existiam em federais. Consta que o PAC retórico de Lulla também reformou portos e fez outros. Mentira! O único porto reformado com o dinheiro brasileiro foi o porto de Ariel em Cuba que recebeu a verbinha de 600 milhões de dólares dos cofres do Brasil. Lulla acredita que os 80% de aprovação popular que ele tem lhe dá direito a inflar os feitos de seu governo transformando um governo latinamericano  que menos cresceu  na onda de bonança econômica mundial na maior potência fictícia do planeta. Fazer o quê? Não falta trouxa para acreditar. Há braços!

24 agosto 2010

LOROTA SOBRE O PLÁSTICO


Posted by PicasaNo último final de semana tirei um tempinho para restaurar o painel da foto ao lado que fiz junto com minha filha no muro aqui de casa. A proposta do painel era transformar lixo em algo agradável e deu certo. Mas além desse interesse, por assim dizer,  sustentável havia principalmente a preocupação em retirar do meio ambiente resíduos plásticos. O que nos impulsionou a escolher o plástico como material reciclável para esse trabalho foi sobretudo aquela ideia amplamente difundida por ongueiros ambientalistas de que esse derivado do petróleo leva 200 anos para se decompor. Assim, o seu uso é altamente reprovável uma vez que polui sem chances de biodegradação a curto prazo. 
Mas por que restaurar o mural? Porque as tampinhas de plástico que deveriam durar 200 anos, na conversa fiada dos ongueiros, estão se desmanchando em pó. Curioso mesmo é que o mural, exposto de sol a chuva, ainda não completou dois anos de existência. Meu mural desmoralizou a tese genérica da militância ecologista. O fato é que eu já desconfiava de que plástico levar 200 anos para se decompor na natureza era uma generalização grosseira, era coisa mal explicada. É claro que devem existir polímeros ou ligas de plástico que duram bastante tempo, até mesmo 200 anos, mas esse parece não ser o caso das garrafas pet com suas tampinhas e das sacolas de supermercado. Portanto, não há justificativa para a generalização. Ainda mais  quando as garrafas pet e as sacolinhas de mercado é que foram eleitas como vilãs ambientais representantes do plástico e elas, como se viu, não resistem por muito tempo ao relento. 
As ligas de plástico que têm maior durabilidade são mais caras. Nesse caso, por uma questão de lógica e de  economia as empresas fabricantes de refrigerantes e usuárias de sacolas de mercado jamais comprometeriam suas receitas com um plástico mais caro em função da durabilidade. Não faz sentido gastar com um produto de custo maior por ser  mais resistente se vasilhames de refrigerante e sacolinhas são para uso descartável de alta rotatividade, o que implica curto tempo em circulação. Desse modo, é perfeitamente compreensível que as tampinhas pet do painel aqui de casa não durem dois anos sem entrar em decomposição. O polímero para um mercado de  de alto consumo como o de refrescos e de tais sacolas tem necessariamente que ser mais barato, daí sua baixa durabilidade. 
Bom, a conversa mole de certos ambientalistas foi pro saco, mas isso justifica o uso e abuso do plástico? Claro que não. A poluição visual e ambiental provocada pelo lixo plástico continua sendo algo desagradável e preocupante, principalmente porque a prática de reciclagem que poderia recolher esse material do meio ambiente ainda é tímida. Hora de reciclar meu mural. Há braços! 

21 agosto 2010

A PODRIDÃO COMO UNANIMIDADE

Unanimidade é um péssimo sintoma, principalmente em política. É um risco que corre essa invenção que é a democracia. Vivemos um momento de unanimidade em torno do lullismo. Isso, por si só, pulveriza o que deveria ser a verdadeira política. Deveríamos ver na atual conjuntura o debate de ideias, o aprofundamento de projetos, o questionamento de modos de operar no meio público, mas nada disso prevalece. O que se presencia é um festival barato de marquetagem, de cinisimo e uma mentirada sem tamanho, típica de quem não tem projeto, ou se tem não pretende discutir e sim impor ao país.
 Há quem evoque os movimentos sociais para se referir à saúde da democracia brasileira. Porém, o  que vigora hoje é uma máscara falsa de pluralidade, maquiavelicamente chamada de movimentos sociais e o que há por trás dos movimentos sociais? Unanimidade e mais unanimidade... Porque, no fundo, não existem movimentos sociais. Existe sim movimentação unívoca e centralizada da esquerda  por trás de fachadas que aglomeram massa dando a ela status de povo, de categoria, de classe ou o que o valha. Na verdade, a pluralidade está ameaçada: o que diverge, o que questiona, na atualidade nada mais faz do que roçar o  caminho para a própria  satanização, o próprio expurgo. Quem sobreviverá ao sufocamento imposto pela gosma autoritária que arrisca a tomar conta de nosso cotidiano? O PT é podre, Lulla é podre, Dilma é podre, a esquerda real  é podre! O que mais nos resta? Há braços! (cosme bafão)

18 agosto 2010

O DESMONTE DA DEMOCRACIA

Falei aqui da possibilidade de transformação do Brasil em China. Essa semana a China alcançou a posição de segunda maior economia do mundo. Economia, viu? Não democracia, não sociedade igualitária que permite amplo acesso aos bens materiais e à liberdade! Na China, como na falida Cuba, o partido é o Estado. A vida política e social e íntima são vigiadas e reguladas pelo partido. Melhor, a China é uma ditadura comunista. Não entendam comunista aqui no sentido ideal, mas no sentido histórico e no sentido histórico regime comunista só torna comum a sujeição, a falta de liberdade e a pobreza. Como se tem visto, o PT aspira ser o Estado brasileiro. O regente das vidas dos cidadãos brasileiros. Não me esqueço que na ocasião do primeiro mandato de Lulla, quando a máquina estatal foi inchada com militantes petistas era a coisa mais comum nos corredores de órgãos públicos esses militantes afirmarem em alto e bom som: ESTOU AQUI A SERVIÇO DO MEU PARTIDO. E diziam tal disparate como se quisessem afirmar que não estavam ali para seguir as  regras ou leis que permeiam o exercício da administração pública, para servir ao povo brasileiro, mas para seguir ordens do partido. Esse descaso proposital com  o estado democrático brasileiro ganhou força e volume. No seu ritmo, só Deus sabe (aliás, Deus, Dirceus, Sarneys, Collors...) o tamanho do ralo por onde foi e vai descendo maior parte da riqueza do Brasil. O fato de lulla achar (como disse esta semana) que  quando a Justiça embarga uma obra do PAC por impropriedades jurídicas o faz por inveja e olho gordo indica o desprezo petista que ele devota a ainda frágil democracia brasileira que o alçou ao poder por dois mandatos. A justiça paralisar obras que ferem a legislação brasileira é olho gordo e inveja, mas o partido dele criar coisas como o mensalão que arrebenta todo o trâmite democrático é natural. Quer dizer que na visão de Lulla o ilegal é que é legal? O errado é que é o certo? E quem não aceitar é invejoso? Estamos feitos com uma zorra dessas! Há braços!

14 agosto 2010

O PARTIDO COMO O NOVO PRÍNCIPE

Eu realmente tenho preocupação com a possível eleição de Dilma Rousseff. Caso essa senhora venha a ocupar o posto de presidente da nação vamos ver o prosseguimento, de modo mais agressivo ainda, do processo de estrangulamento do trânsito democrático brasileiro. É o que tudo indica. Estamos a caminho da sinologização política do País. O projeto Dilma representa a aceleração das condições para que o modelo brasileiro se equipare ao chinês. A ideia é a construção de uma próspera economia capitalista sob a regência de um único partido, o PT. Nos moldes gramsciano  o trabalho desenvolvido até agora é para erigir o partido como o novo príncipe, a versão proposta por Gramsci a partir da releitura de Maquiavel. Há braços!

09 agosto 2010

O CLAMOR DAS FESTAS


Barbosa curtindo o atestado médico
O ministro Joaquim Barbosa, aquele que travou uma peleja deplorável com Gilmar Mendes algum tempo atrás no Supremo, ocasião em que mandou Mendes, então presidente do Supremo, ir para a rua sentir o clamor do povo e coisa e tal apareceu no cenário novamente. Dessa vez não foi por algum bom serviço prestado ou mesmo por outro barraco no plenário do STF. Barbosa está de licença médica por 127 dias. Aliás, nos últimos dois anos  sua vida tem sido atravessada por gordas licenças médicas. Enquanto isso, as pilhas de processos esperando  parecer se avolumam no seu gabinete do STF. Nesse caso, o tal povo fica desassistido.
Saúde é realmente coisa séria e a vida está em primeiro lugar mesmo, não o trabalho. Ocorre que Joaquim Barbosa foi flagrado em bar e festa em Brasília nos últimos dias e isso criou certo descontentamento no sempre discreto STF. Muitos ministros se pronunciaram indignados com a situação. Querem celeridade no trabalho do Supremo e o gabinete do ministro dionisíaco emperra a coisa. Será o clamor das ruas que não deixa Joaquim Barbosa repousar em paz, para restabelecer a saúde? Ou será o clamor da saúde que não o deixa trabalhar em paz para o bem da rua? Há braços!

07 agosto 2010

O PACTO COM A MEDIOCRIDADE

É escandaloso o comportamento da imprensa com respeito ao debate presidencial da Band. Os jornalistas tomados de medo ou mesmo bancados pelo petismo se estribucham em contorções lógicas para tentar apagar o óbvio: Dilma foi de uma incompetência gritante e o seu fracasso criou mal estar no núcleo duro do lulismo. Temerosos de que a incapacidade de Dilma ganhasse proporções desastrosas irreversíveis, os lullistas acionaram a imprensa vagabunda para criar um clima favorável a Dilma com respeito ao debate. Então alçaram aquele boboca senil do Psol como a estrela do debate. É realmente vergonhoso o esforço que faz a imprensa para não desagradar ao lullopetismo. Ignoraram a atuação de Marina e de José Serra, os que pelo menos falaram com certa clareza e objetividade. Para não alçá-los a uma posição de superioridade em relação a Dilma (com medo de quê?) preferiram dar destaque às pantomimas de Plínio Arruda Sampaio, um senhor cuja velhice infelizmente lhe trouxe mais vincos na cara do que sabedoria. Há braços!

06 agosto 2010

SOBRE A MORTE DE YVES HUBLET

Yves Hublet e sua bengala rumo à cabeça do fristão.
Yves Hublet, escritor paranaense, ganhou espaço na mídia na época do escândalo do mensalão. O que ele fez? Fez o que todo mundo queria fazer naquele momento: dar umas boas porradas em Zé Dirceu. Hublet, com aquela incontestável aparência de Ernest Hemingway, do alto de seus quase setenta anos, desferiu umas bengaladas na cabeça do chefe dos mensaleiros para alegria geral da nação. Depois do gesto patriótico, passou a ser importunado, tendo que se retirar do Brasil para a Bélgica aproveitando a sua dupla cidadania.
Tive a oportunidade de encontrar algumas vezes Yves Hublet nas reuniões do Sindicato dos Escritores do DF; também organizei um livro com o professor Sérgio Waldeck do qual ele participou como cronista. Trata-se do livro Eletrocrônicas, públicado em 2006. 
A morte de Yves Hublet não está bem explicada. Algumas versões circulam em meio aos escritores. A mais sombria  conta que Yves voltou ao Brasil para buscar algum documento e cuidar do lançamento de um livro e foi preso na chegada, tendo morrido sob custódia da polícia um tempo depois. Esperamos que as reais circunstâncias  se esclareçam. De resto, fica a nossa homenagem ao intrépido Yves Hublet.
RETIFICANDO
Um escritor, amigo de Yves Hublet, que o acolheu em casa nos últimos dias de vida do homem da bengala, garantiu que Hublet não ficou preso ao chegar em terras brasileiras, embora tenha havido o episódio policial em sua chegada. Na verdade, o escritor paranaense estava muito abatido, acometido por grave doença e ficou hospedado na casa desse amigo por alguns dias vindo a falecer depois de breve internamento. Antes de falecer Hublet presenteou este amigo com a famosa bengala com a qual descarregou a indignação brasileira na cabeça de Zé Dirceu. Há braços!

OS SILÊNCIOS DO DEBATE


O brilho do debate não passou de fagulha.
Os silêncios do debate de ontem e o apelo a estatísticas furadas refletem o direcionamento que o jogo eleitoral quer dar para a reflexão sobre os problemas do Brasil. Como se viu não se deve mais atacar a causa dos problemas, mas seus  efeitos. Falou-se do problema das drogas, especificamente do crak, porém ninguém tocou nas relações cordiais e afetivas que o atual governo mantém com as Farcs e a Bolívia, responsáveis pela droga consumida no Brasil. Falou-se superficialmente de reforma agrária, entretanto, ninguém apontou a atuação irresponsável e muitas vezes criminosa do MST e congêneres  na administração de assentamentos e de verbas destinadas ao desenvolvimento desses assentamentos. Todo mundo se calou com respeito ao Agronegócio que bem ou mal sustenta o superávit primário da economia brasileira, garantindo equilíbrio econômico e ainda alimentação em abundância no país. Dilma chegou a dizer que 80 por cento da merenda escolar é bancada pela agricultura familiar. Não é verdade. Há sim interesse que seja assim até mesmo por questões estratégicas e ideológicas, mas a agricultura familiar até agora não deu conta do recado. Falta muito... Falta inclusive uma cultura responsável de produção que alie qualidade, ou melhor, domínio de tecnologias atuais de produção e de manejo dos alimentos , sustentabilidade e regularidade de produção. Falou-se de saúde, contudo pouco se tocou na fortuna que foi arrecadada com cobrança de cpmf ao longo das décadas, toda desviada não se sabe para onde. Não se tocou no cormporativismo médico que contribui para apodrecer ainda mais a saúde, com muitos conselhos funcionando como máfias asquerosas que protegem seus integrantes deixando a população a mercê de erros médicos grosseiros e de extorsões inadimissíveis.  Enfim, tivemos um debate morno, cheio de hesitações marqueteiras e  sem projetos e  ideias muito convincentes. Mas isso não nos impede de concluir que o duelo principal travado entre Dilma e Serra foi vencido pelo tucano uma vez que Dilma se autoderrotou com uma linguagem confusa, quase incompreensível, dosada pelo nervosismo, pelo despreparo e pela incapacidade de articular o raciocínio... Um desastre!  

No geral, nossa apreciação sobre o debate leva em conta apenas as atuações de Marina, Serra e Dilma, muito embora entre os candidatos houvesse um velho bobalhão do Psol, não tão velho quanto o mofo de suas ideias, dando pitacos ridículos e fazendo encenações mambembe.  Há braços!

02 agosto 2010

"POVO MARCADO, POVO FELIZ"

É preocupante o que a panfletagem lullista vem criando via mídia comprada. Estão transformando os 79% de aprovação de Lulla em uma carta branca que lhe permite falar os maiores disparates e praticar todo tipo de desrespeito. Nem se Lulla tivesse 100% de aprovação seria sensato, correto ele espezinhar a ética, a justiça e os direitos humanos como o faz cotidianamente. No entendimento doentio do petismo e do lullismo, não há nada de errado em Lulla dizer: “Se vale a minha amizade e o carinho que eu tenho pelo presidente do Irã e o povo iraniano, se essa mulher está causando incômodo, a receberíamos no Brasil de bom grado”. O problema é a mulher? O que incomoda é a mulher? Chicotear pessoas, condená-las à morte, enforcar opositores, homossexuais etc para o lullismo parece ser correto. Agora, se causar algum incômodo devido à pressão mundial, aí sim entra o sábio lulla para resolver. Traz a vadia pra cá, meu amigo Ahmadinejad, e pode continuar enforcando gente por aí! 
Essa turma mostra cada vez mais a que veio e o pior é que há uma turba de tapados, de perturbados da cabeça, de ovelhas irreversíveis batendo palmas para as asneiras que o lullismo semeia diariamente, sem sequer se dar conta do perigo. Cá para nós, dá arrepio imaginar do que eles são capazes. Há braços!