12 novembro 2009
CONTROLE SOCIAL E CIDADANIA ATIVA
08 novembro 2009
O MURO DA IGNORÂNCIA AINDA NÃO CAIU
Há vinte anos caia o muro de Berlim, sinal inquestionável do fracasso da metodologia e das práticas instituídas pelo "comunismo". Lamentavelmente, essas mesmas práticas, pulverizadas pela história da humanidade, brotam em meio à pobreza e à ignorância nos mais variados rincões da América Latina. O neototalitarismo comunista, que não tem nada de novo, nem de comunista (no sentido honesto da palavra) vai-se espalhando pela América, com o discurso falso de governo popular, sob a batuta do pilantra Hugo Chaves e com a conivência do lullismo. Quando nos lembramos dos horrores produzidos por Stalin, Trotski, Ceausesco e cia, não há como evitar uma ponta de mal-estar e desconforto. Quem está no Brasil de Lulla, fora da sintonia do rebanho, tem mais é que se preocupar mesmo. Há braços!05 novembro 2009
SANTO MAU GOSTO
04 novembro 2009
CIDADANIA: ESTRATÉGIA PARA A CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA
01 novembro 2009
BOCA DO INFERNO 46
O famoso beijo de Judas, o Lulla que traiu Cristo por algumas moedas. Como um Judas moderno, Lulla é o homem para quem a ambição pessoal está acima do bem-estar coletivo. O representante político que, dominando o povo com um populismo sem vergonha, alimenta a ilusão da massa com esmolas para tentar usá-la com o fim de perpetuar seu grupo no poder. Nenhum governo dos que Lulla apoia mundo afora tem como objetivo tornar a vida melhor para todos. Pelo contrário, esses governos investem na eternização da pobreza com a finalidade de manter o povo sempre vulnerável a esmolas e obediente ao direcionamento. 30 outubro 2009
O JUDAS DA PRESIDÊNCIA ACHA QUE É JESUS
Uma das principais características do discurso de Lulla é a frase de efeito em forma de metáfora vulgar. O futebol é seu tema favorito. Quem não o ouviu chamar de “Meu Ronaldinho” o filho Lulinha, numa alusão ao herdeiro ser craque nos negócios? Lullinha é aquele que era monitor de Jardim Zoológico e virou um empresário milionário da noite para o dia, bancado pela negociata espúria das empresas telefônicas. Pelo que consta, Ronaldinho é craque devido ao próprio talento, mas a gente sabe que Lulla fez a comparação apenas para atenuar a exposição da negociata e debochar da imprensa.29 outubro 2009
O HOMEM SE CONSTROI COTIDIANAMENTE
Mirando demoradamente a estátua, não há como não pensar sobre a nossa própria vida: em como vamos, ao longo dos anos, nos talhando com os escopros da convivência, com o buril dos erros e acertos; em como vamos traçando caminhos entre os altos e baixos do dia a dia, dando forma a um modo de ser e de agir singulares; em como somos indefinidamente inacabados e passíveis sempre de melhora. Essa interessante escultura está na Praça Universitária de Goiânia, quase em frente a Casa de Estudantes Universitários. A praça é uma galeria a céu aberto de uma riqueza comovente. Há braços!
24 outubro 2009
PALHACINHO PENSADOR
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20 outubro 2009
CONCURSO EM UIBAÍ
COMENTÁRIO ESPECIAL
Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009, 11:29
15 outubro 2009
PEGANDO POR DESVIOS
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14 outubro 2009
A RODOVIA TRANSCANABRABEIRA
O atual prefeito de Uibaí anda se debatendo para não repetir os anteriores, mas o atavismo político canabrabeiro tem falado mais alto. Prometeu asfaltamento da Rua do Cascalho estendendo a pavimentação até Ibititá, mas não rapou nada do galeguim dos-zói-azul que governa o estado. Restou a ele repetir a mesma ação que parece eterna no Cascalho: meter tubatinga na rua pro povo comer o poeirão. O Cascalho votou em peso em Pedrinho e de cara já ganhou mais do mesmo: pó na cara!11 outubro 2009
AS LARANJAS IMPERIALISTAS DO MST
O MST destruiu parte da fazenda da Cutrale. Todo mundo viu na TV a cena do trator esmagando sete mil laranjeiras carregadas e viu também os maquinários despedaçados. A ação foi puramente ideológica. A fazenda era produtiva, não resta dúvidas. O pano de fundo ideológico é aquele anti-americanismo roto: a Cutrale é uma gigante do ramo do suco e seu mercado maior os EUA. Destruir a Cutrale é, na cabeça de idiotas como Stedile, atingir o império americano. O sonho dos órfãos do comunismo totalitário é ver a América do Norte de joelhos. Por essa ótica, as coisas se ligam. Não seria o Nobel de Obama uma forma de amarrar as mãos dos Estados Unidos diante do surto de totalitarismo que o mundo começa a viver, dessa vez a partir da América do Sul ? Ao MST e ao Governo de Lulla parace que interessa mais produzir Os laranjas do que as laranjas. Há braços! 10 outubro 2009
DO PRÊMIO NOBEL AO OSCAR
Obama ganhou o Nobel da Paz. Até que a pomba da paz combina com aquele jeito de estátua que ele ostenta, com olhar invariavelmente perdido no horizonte e queixo fixamente erguido. Pombas gostam de estátuas. Nunca se viu bajulação mais escancarada na história do Nobel. Como um cara com o currículo inexpressivo de Obama fatura o Nobel da Paz? Além de não ter nenhum serviço relevante prestado à paz mundial, o presidente americano carrega a responsabilidade de duas guerras nas costas. É uma piada! O novo Prêmio Nobel da Paz é o gerente maior das guerras do Iraque e do Afeganistão. Pela façanha de levar o Nobel da Paz, Obama deveria levar o Prêmio Nobel de Marketing de lambuja(se existisse). A mais visível ação pela paz que ele realizou foi matar uma mosca que o importunava. E deu ao feito aquela tacada de marketing característica, recorrente desde que surgiu no cenário político mundial. Que Obama é mais marqueteiro do que presidente já dá para perceber, que ele vende mais imagem do que ação, parece que ninguém duvida mais. Mas dá para notar também que tanto as justificativas da imprensa mundial que o glorifica, quanto as da academia que distribui o Nobel, de que Obama mereceu o prêmio pelo que ainda vai fazer não convencem nem ao mais simplório criador de galinhas. A sabedoria popular nos ensina que não se deve contar com o ovo no cu da galinha. Com o andar da carruagem, não nos surpreenderemos se derem ao rei do marketing também um Oscar em Hollywood. Há braços!02 outubro 2009
NOSSO TEMPO
I
Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.
Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.
Visito os fatos, não te encontro.
Onde te ocultas, precária síntese,
penhor de meu sono, luz
dormindo acesa na varanda?
Miúdas certezas de empréstimos, nenhum beijo
sobe ao ombro para contar-me
a cidade dos homens completos.
Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir.
(...)
AQUECIMENTO GLOBAL OU POLÍTICO?
27 setembro 2009
PATACOADAS AUTORITÁRIAS DO TIO SAM DO SUL

Para se ter uma ideia de o quanto esse pessoal bolivariano é mais autoritário e pilantra, basta lembrar que em setembro de 2008 o índio vigarista Evo Morales expulsou o embaixador americano na Bolívia, Philip Goldberg, apenas por constatar que o diplomata não simpatizava com suas ideias. O mesmo fez, em seguida, o Tio Chaves com o embaixador americano na Venezuela Patrick Duddy. O democrático Chaves o expulsou usando o mesmo motivo alegado pelo índio vigarista. Se Michelleti fosse ao menos um pouco igual a eles, essa baixaria lá na embaixada já teria acabado. Mas ele não é. E está ajudando a destroçar a democracia de seu país sendo tolerante com gente intolerante que pratica o que costuma combater, quando o deles está na reta é claro.
Dá pra perceber agora como é o caráter dessa gente? Dá pra perceber agora que eles odeiam a democracia e usam o discurso democrático apenas para acuar os adversários, melhor, os inimigos (eles não têm adversários)? Dá pra perceber que o gosto real deles é pelo poder, é pelo autoritarismo e tutti quantti? HÁ BRAÇOS!
25 setembro 2009
FREUD EXPLICA!
24 setembro 2009
A PAPAGAIADA AUTORITÁRIA DE LULLA

I. independência nacional;
II. prevalência dos direitos humanos;
III. autodeterminação dos povos;
IV. não intervenção;
V. igualdade entre Estados;
VI. defesa da paz;
VII. solução pacífica dos conflitos";
(...)
Como podemos constatar, praticamente todos os itens acima estão sendo desrespeitados pelo governo brasileiro. Com a intervenção brasileira, onde fica a autodeterminação do povo hondurenho? A intervenção brasileira (inconstitucional, como se vê) força um clima de guerra civil em Tegucigalpa. Onde fica a "defesa paz" pregada pela nossa constituição? E a solução pacífica dos conflitos"? E a "independência nacional" de Honduras? O bolivarismode Hugo Chaves, ideologia vulgar a que o governo Lulla vem se submetendo, trabalha para destruir democracias e transformá-las em ditaduras aliadas. Resta saber qual interesse o governo brasileiro tem pelas ditaduras. Estaria Lulla pavimentando o caminho para destroçar a nossa democracia também?HÁ BRAÇOS!
22 setembro 2009
A TRUCULÊNCIA LULLISTA NA AMÉRICA

BOCA DO INFERNO 45, agosto/setembro 2009
Os gregos foram mais modestos do que eu, eles sabiam que Sofia era algo raro, de difícil acesso ao espírito humano. Se contentaram então em admirá-la, em contemplá-la, em amá-la. Uns atormentavam-se com a presença de Sofia, outros regozijavam, transbordavam, expandiam-se em júbilos. Sofia e suas sombras misteriosas, Sofia e suas luzes extenuantes. Sofia, o drama, o doce drama entre Eros e Psiquê. A luz que dissipa as sombras, a noite que engole a luz .Eu? Eu não apenas amo Sofia, não me satisfaço em contemplá-la e admirá-la. Eu... Eu tenho Sofia e ela ilumina a minha vida diariamente. Ela me põe cotidianamente no eixo, me embala com seus sorrisos matinais. Os gregos se contentaram em amar Sofia, por isso, a Filosofia, eu, como já disse, tenho ela para mim. (alan oliveira machado)
20 setembro 2009
AS TRANQUEIRAS DO CINEMA NACIONAL
A mentalidade da maioria dos cineastas brasileiros ainda está impregnada daquela ideia muito comum nos anos sessenta de que a pobreza e a desgraça social devem ser louvada ou apresentada como a cara do País. Foi naquele período que vicejaram produções deprimentes que reduziam o Brasil à conversa fiada de reunião de esquerda em botequim com lemas como "Seja marginal, seja um heroi", amparados numa didática chamada a estética da fome. De lá pra cá, pouco mudou, tivemos "Lúcio Flávio, o passageiro da agonia", "O bandido da luz vermelha", "o homem que virou suco", "Pixote", "Carandiru", "Cidade de Deus", "Meu nome não é Johnny" só para citar alguns exemplos de filmes pagos com dinheiro público, cujo foco é a bandidagem, a marginalidade e a pobreza. Agora vemos despontar mais uma belezinha do cinema nacional na lista de indicação para concorrer ao Oscar: "Salve Geral", filme de Sérgio Rezende, que conta sobre os ataques de 2006 que o PCC organizou em São Paulo, deixando um saldo de 200 mortos. É duro ver o cinema tomado por essa coisa triste. Até parece que a nossa história, o nosso dia a dia se resume a isso. Ficamos aqui imaginando o quanto isso contribui para jogar abaixo ainda mais a autoestima brasileira, para alimentar também a já negativa imagem do País lá fora. O dinheiro público, nesse caso, é usado contra o Brasil. A gente sabe que há exceções como "Lavoura Arcáica", Memórias Póstumas de Brás Cubas", "O quatrilho", entre outros, insignificantes perto do lixo negativo que jorra anualmente dos estúdios brasileiros.18 setembro 2009
A ÉTICA DO PT
Se os dois deputados tiverem vergonha na cara pedirão as suas fichas de filiação e mandarão a turma de Berzoíne/Dirceu irem a merda! Há braços!
17 setembro 2009
A POLÍTICA DOS POLÍTICOS
“A POLÍTICA DOS POLÍTICOSSem querer ignorar que esse modo de pensar ajuda a que se desvende a natureza da política, sugiro que ele, na verdade, refere-se sobretudo à política dos políticos, ou seja, a um tipo de política que poderíamos definir como política com pouca política.
Não se trata de algo desprezível, como se poderia achar à primeira vista, mas sim de algo revestido de uma dignidade bem específica, nem sempre bem compreendida e assimilada pelas pessoas. Afinal, agir tendo em vista o poder – sua conquista, sua conservação, sua destruição – integra a essência da política, e não há que condenar os que assim precedem, até porque não há nada de condenável no poder. Quando muito, podemos criticar (e tentar neutralizar) aqueles que se aproximam do poder como fim em si mesmo, que não sabem o que fazer com ele ou o empregam com finalidades escusas.
A política dos políticos encontra seu limite na ideia da política como arte do possível e do indicado, para repetir a famosa expressão atribuída a Bismarck. Seu terreno próprio é o do realismo ou pragmatismo político, no qual um certo tipo de cálculo e de frieza se superpõe à fantasia e à opinião. Uma de suas máximas poderia ser: não se faz política sem vítimas. O realismo, antes de tudo. Não que o político realista não tenha paixão ou idéias: é que ele as mantém sob controle, represadas, num esforço obstinado para impedir que se intrometam nas delicadas e engenhosas operações que franqueiam o acesso ao poder e a seus arredores. Se quiséssemos falar em tom mais elevado, poderíamos acompanhar Max Weber e dizer que o político realista adere muito mais à ética da responsabilidade do que à ética da convicção, e é capaz de subordinar a paixão, a causa e a vaidade pessoal (e vontade de aparecer o mais possível em primeiro plano) ao senso de proporção e ao sentimento de responsabilidade.
14 setembro 2009
O QUE FAZER?
11 setembro 2009
QUEM AGUENTA ESSA GENTE?
Entre a leva de frustrados e ressentidos que abandonaram o PT nos últimos anos, por causa do fim do tal discurso ético (sobrou essa prática bonita aí, que sempre existiu na esquerda), muitos se sentiram salvos embarcando em legendas como o Pstu e o Psol. Sinceramente, já nos posicionamos por aqui com relação ao leninismo, stalinismo, gramscismo, entre outros ismos da esquerda, cujas práticas e métodos (práticas e métodos, entenderam?) continuam calcadas no personalismo, no centralismo e no autoritarismo empoeirado dos séculos XIX e XX. Essas correntes ainda se alimentam do embolorado sentimento de seita, da demonização e exorcização de tudo que não abona seus códigos internos. Para muitos, as ações do Psol e do Pstu parecem plenas do melhor sentimento ético, justas e salvadoras. Eles realmente são, apenas por serem nanicos e por politicamente não terem nada a perder, os que se apressam a jogar na fogueira do legislativo todo e qualquer bandido que tem os podres expostos pelo jogo do poder. Assim foi com o caso Renan Calheiros, com o caso Sarney, entre tantos. Pragmaticamente falando, há mérito nesses ímpetos, mas a queima dos hereges na fogueira moral armada por essa turma não necessariamente exime tais inquisidores. Maior parte das vezes apenas esconde o verdadeiro caráter não tão louvável dessa gente.
O caso de Cesare Battisti, aquele criminoso comum que fugiu da Itália e pediu asilo político no Brasil (ui, ui, ui), concedido por Tarso Genro, à revelia da legislação brasileira e desrespeitando decisões judiciais de um país democrático como a Itália, tal como acordos bilaterais entre os dois países, serve para exemplo de como a ética dessa turma é elástica. Na porta do STF, que já julgou improcedente o asilo concedido por Tarso ao tal Battisti e provavelmente vai aceitar a extradição do criminoso para o país de origem, onde deve cumprir pena por assassinato, o senador José Neri do Psol foi fazer discurso em defesa de Battisti. Para ele os crimes de Battisti parecem ser mais brandos do que os de Sarney, Renan e companhia. Quem aguenta? HÁ BRAÇOS!
09 setembro 2009
A DEGRADAÇÃO SOCIAL NA BAHIA
A degradação social na Bahia é perversa e crônica. Isso é uma obviedade. É obviedade também que o Estado pouco fez e faz para mudar a realidade. Os piores índices de desenvolvimento humano frequentam o boletim social da Bahia há muitos anos. Embora o Governo Wagner tenha sido celebrado como o fim da era de atraso no Estado da Bahia, suas ações nos interiores do estado se pautam tão somente pela preocupação em solidificar o seu grupo no poder, não se importando portanto que para isso velhas práticas e oligarquias continuem prevalecendo no estado.07 setembro 2009
É BOB MARLEY QUEM DIZ!
"Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds". (Redemption Song)
05 setembro 2009
O PT E A TRANSPARÊNCIA
04 setembro 2009
VIDA SEM MARGENS

Eu rio às margens destas águas
E não imagino que o arco
Estampado em minha face
Reflete a triste canoa,
Última condução a que estou fadado.
Eu rio porque ignoro os dois terços
Deste líquido agonizante
Que movem minha própria carne.
E o solitário peixe que se debate no anzol
Do menino sentado no barranco oposto
Não tem um fim pior que o meu
Ele conta com menos ilusões.
Agora eu já não rio,
O menino meu rival há muito partiu
Com o peixe moribundo no gancho
E o rio segue silencioso...
Borbulhando nas águas do meu ódio,
Espumando em meus detergentes morais:
Minhas fases e fezes e fomes
Coisas de quem perdeu a cabeça e a foz
E tanto faz como pouco fez
E esses dois terços de água
Que me põem de pé
Derrubam tantos, tantos, tantos...
Que já só posso pensar em Tânatos
tânatos, tânatos...
O rio me dava garças ao entardecer
E eu lhe dava cachorros mortos e urubus
O rio me dava frutas doces e diversão
E eu lhe dava pneus velhos e latas e plásticos,
Nada plásticos...
Muito, muito, muito...
O rio me dava alegria
E eu lhe dava mercúrio e agrotóxico e detergente...
O rio me dava a vida
E eu lhe dava a morte...
Sem nem saber que aos poucos
Também me consumia.
Em contas debulhadas sobre a insensatez
Sem perceber
Que no meu faz de conta,
Nas contas que fiz...
Não entrou este Rio.
(alan)
03 setembro 2009
DILMA AGORA É VERDE DESDE CRIANCINHA.
A estratégia publicitária do PT mudou o discurso de Dilma Rouseff depois que Marina Silva assinou ficha de filiação ao PV e já fala como possível candidata da legenda verde. Agora Dilmona, que antes só sabia discursar com a frieza dos números, gráficos e porcentagens projetados em power point, faz gestos teatrais e defende como nunca o meio ambiente, o uso sustentável dos recursos naturais, bem como desde criancinha odeia projetos que colocam em risco os recursos naturais.02 setembro 2009
LULLA, O BRAVATEIRO-MOR

01 setembro 2009
PRÉ-SAL ELEITORAL
Impressiona o tanto que esse governo é bravateiro. Mentir virou norma do Planalto e de seus aliados. No caso da turma de Lulla, parece que sempre foi norma, mas o que tem de "companheiro"caindo a ficha nos últimos meses não está no gibi (menos mal). O espetáculo da vez é o tal petróleo do pré-sal. Lógico, a encenação pode render algum prestígio para a candidata do PT ao Planalto. Mas o que há de concreto nessa história de pré-sal? MARINA E OS RESSENTIDOS
A Senadora Marina Silva caiu fora do PT. Isso causou uma euforia muito grande nos petistas ressentidos. Os ressentidos são aqueles militantes ou filiados, de certo modo inocentes, que gostariam que o PT atuasse de forma menos grotesca no terreno da ética. Eles não sabem que os ingredientes ideológicos provindos do leninismo e do gramscismo, miolo da prática petista não levariam o PT a outro lugar que não o atual. Lenin construiu a prática política bolchevique galgado em O Príncipe, de Maquiavel. O mesmo fez Gramsci quando elaborava sua pedagogia política da revolução cultural. Na base de tudo está mesmo a velha e batida máxima maquiaveliana: os fins justificam os meios. 30 agosto 2009
O HÉRCULES-QUASÍMODO DE EUCLIDES DA CUNHA
É antológica a descrição, bem ao estilo cientificista da época, que Euclides da Cunha faz do sertanejo no seu Os Sertões. O belo oxímoro arrajado pelo autor de Os sertões para descrever o homem da caatinga, Hércules-Quasímodo, conjuga a beleza e a força clássica(o Hércules da Mitologia Grega) com a fraqueza, o feio e o disforme romântico (o Quasímodo, de Victor Hugo). É com a saborosa passagem descritiva de Os Sertões sobre o sertanejo que nós aqui do Boca do Inferno homenageamos Euclides, esse Hércules-Quasímodo da nossa Literatura. Há braços! :A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.
É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas. E se na marcha estaca pelo motivo mais vulgar, para enrolar um cigarro, bater o isqueiro, ou travar ligeira conversa com um amigo, cai logo - cai é o termo - de cócoras, atravessando largo tempo numa posição de equilíbrio instável, em que todo o seu corpo fica suspenso pelos dedos grandes dos pés, sentado sobre os calcanhares, com uma simplicidade a um tempo ridícula e adorável.
É o homem permanentemente fatigado.
Reflete a preguiça invencível, a atonia muscular perene, em tudo: na palavra remorada, no gesto contrafeito, no andar desaprumado, na cadência langorosa das modinhas, na tendência constante à imobilidade e à quietude.
Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude.
Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de um titã acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de força e agilidade extraordinárias".
DEUS, O BISPO E A POLITICAGEM
Esta semana perguntaram aqui sobre a Iurd, Igreja Universal do Reino de Deus. Mais precisamente sobre a briga da Record com a Globo. Sabem de uma: não é uma briga da Record/Globo coisa nenhuma. Primeiro: Edir Macedo é um vigarista, um charlatão que comanda uma quadrilha especializada em manipular pessoas desesperadas e extorquir o que elas têm e não têm. Segundo: o Ministério Público tem elementos para pegá-lo e isso veio à tona num momento em que o Senado, a candidatura de Dilma, com a briga da Receita, e o PT estão em crise. Nada melhor do que encobrir a crise do Senado e da Receita com uma troca de acusações entre Record e Globo. A Globo também não iria deixar de expor os crimes de Macedo e sua gang, mesmo sabendo que isso poderia ser usado pela Iurd para criar uma suposta briga por audiência. LIVROS, LIVROS, LIVROS

Livros, livros, livros...
Não consigo rejeitá-los
livros, livros, livros...
por que não tê-los?
como negá-los?
até que a morte nos separe
prometo honrá-los e respeitá-los
na saúde ou na doença
na pobreza ou na riqueza...
não vivo com sua ausência...
nem com o passar das décadas
diante da decadência.
Eis meu abrigo seguro
a fôrma da minha têmpera
a tenda da minha alma
Livros, livros, livros...
nada mais me salva!
Há braços! alan


