COMENTÁRIO ESPECIAL
Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009, 11:29
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O atual prefeito de Uibaí anda se debatendo para não repetir os anteriores, mas o atavismo político canabrabeiro tem falado mais alto. Prometeu asfaltamento da Rua do Cascalho estendendo a pavimentação até Ibititá, mas não rapou nada do galeguim dos-zói-azul que governa o estado. Restou a ele repetir a mesma ação que parece eterna no Cascalho: meter tubatinga na rua pro povo comer o poeirão. O Cascalho votou em peso em Pedrinho e de cara já ganhou mais do mesmo: pó na cara!
O MST destruiu parte da fazenda da Cutrale. Todo mundo viu na TV a cena do trator esmagando sete mil laranjeiras carregadas e viu também os maquinários despedaçados. A ação foi puramente ideológica. A fazenda era produtiva, não resta dúvidas. O pano de fundo ideológico é aquele anti-americanismo roto: a Cutrale é uma gigante do ramo do suco e seu mercado maior os EUA. Destruir a Cutrale é, na cabeça de idiotas como Stedile, atingir o império americano. O sonho dos órfãos do comunismo totalitário é ver a América do Norte de joelhos. Por essa ótica, as coisas se ligam. Não seria o Nobel de Obama uma forma de amarrar as mãos dos Estados Unidos diante do surto de totalitarismo que o mundo começa a viver, dessa vez a partir da América do Sul ? Ao MST e ao Governo de Lulla parace que interessa mais produzir Os laranjas do que as laranjas. Há braços!
Obama ganhou o Nobel da Paz. Até que a pomba da paz combina com aquele jeito de estátua que ele ostenta, com olhar invariavelmente perdido no horizonte e queixo fixamente erguido. Pombas gostam de estátuas. Nunca se viu bajulação mais escancarada na história do Nobel. Como um cara com o currículo inexpressivo de Obama fatura o Nobel da Paz? Além de não ter nenhum serviço relevante prestado à paz mundial, o presidente americano carrega a responsabilidade de duas guerras nas costas. É uma piada! O novo Prêmio Nobel da Paz é o gerente maior das guerras do Iraque e do Afeganistão. Pela façanha de levar o Nobel da Paz, Obama deveria levar o Prêmio Nobel de Marketing de lambuja(se existisse). A mais visível ação pela paz que ele realizou foi matar uma mosca que o importunava. E deu ao feito aquela tacada de marketing característica, recorrente desde que surgiu no cenário político mundial. Que Obama é mais marqueteiro do que presidente já dá para perceber, que ele vende mais imagem do que ação, parece que ninguém duvida mais. Mas dá para notar também que tanto as justificativas da imprensa mundial que o glorifica, quanto as da academia que distribui o Nobel, de que Obama mereceu o prêmio pelo que ainda vai fazer não convencem nem ao mais simplório criador de galinhas. A sabedoria popular nos ensina que não se deve contar com o ovo no cu da galinha. Com o andar da carruagem, não nos surpreenderemos se derem ao rei do marketing também um Oscar em Hollywood. Há braços!I
Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.
Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.
Visito os fatos, não te encontro.
Onde te ocultas, precária síntese,
penhor de meu sono, luz
dormindo acesa na varanda?
Miúdas certezas de empréstimos, nenhum beijo
sobe ao ombro para contar-me
a cidade dos homens completos.
Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir.
(...)



A mentalidade da maioria dos cineastas brasileiros ainda está impregnada daquela ideia muito comum nos anos sessenta de que a pobreza e a desgraça social devem ser louvada ou apresentada como a cara do País. Foi naquele período que vicejaram produções deprimentes que reduziam o Brasil à conversa fiada de reunião de esquerda em botequim com lemas como "Seja marginal, seja um heroi", amparados numa didática chamada a estética da fome. De lá pra cá, pouco mudou, tivemos "Lúcio Flávio, o passageiro da agonia", "O bandido da luz vermelha", "o homem que virou suco", "Pixote", "Carandiru", "Cidade de Deus", "Meu nome não é Johnny" só para citar alguns exemplos de filmes pagos com dinheiro público, cujo foco é a bandidagem, a marginalidade e a pobreza. Agora vemos despontar mais uma belezinha do cinema nacional na lista de indicação para concorrer ao Oscar: "Salve Geral", filme de Sérgio Rezende, que conta sobre os ataques de 2006 que o PCC organizou em São Paulo, deixando um saldo de 200 mortos. É duro ver o cinema tomado por essa coisa triste. Até parece que a nossa história, o nosso dia a dia se resume a isso. Ficamos aqui imaginando o quanto isso contribui para jogar abaixo ainda mais a autoestima brasileira, para alimentar também a já negativa imagem do País lá fora. O dinheiro público, nesse caso, é usado contra o Brasil. A gente sabe que há exceções como "Lavoura Arcáica", Memórias Póstumas de Brás Cubas", "O quatrilho", entre outros, insignificantes perto do lixo negativo que jorra anualmente dos estúdios brasileiros.
“A POLÍTICA DOS POLÍTICOS
Entre a leva de frustrados e ressentidos que abandonaram o PT nos últimos anos, por causa do fim do tal discurso ético (sobrou essa prática bonita aí, que sempre existiu na esquerda), muitos se sentiram salvos embarcando em legendas como o Pstu e o Psol. Sinceramente, já nos posicionamos por aqui com relação ao leninismo, stalinismo, gramscismo, entre outros ismos da esquerda, cujas práticas e métodos (práticas e métodos, entenderam?) continuam calcadas no personalismo, no centralismo e no autoritarismo empoeirado dos séculos XIX e XX. Essas correntes ainda se alimentam do embolorado sentimento de seita, da demonização e exorcização de tudo que não abona seus códigos internos.
A degradação social na Bahia é perversa e crônica. Isso é uma obviedade. É obviedade também que o Estado pouco fez e faz para mudar a realidade. Os piores índices de desenvolvimento humano frequentam o boletim social da Bahia há muitos anos. Embora o Governo Wagner tenha sido celebrado como o fim da era de atraso no Estado da Bahia, suas ações nos interiores do estado se pautam tão somente pela preocupação em solidificar o seu grupo no poder, não se importando portanto que para isso velhas práticas e oligarquias continuem prevalecendo no estado.
A estratégia publicitária do PT mudou o discurso de Dilma Rouseff depois que Marina Silva assinou ficha de filiação ao PV e já fala como possível candidata da legenda verde. Agora Dilmona, que antes só sabia discursar com a frieza dos números, gráficos e porcentagens projetados em power point, faz gestos teatrais e defende como nunca o meio ambiente, o uso sustentável dos recursos naturais, bem como desde criancinha odeia projetos que colocam em risco os recursos naturais.
Impressiona o tanto que esse governo é bravateiro. Mentir virou norma do Planalto e de seus aliados. No caso da turma de Lulla, parece que sempre foi norma, mas o que tem de "companheiro"caindo a ficha nos últimos meses não está no gibi (menos mal). O espetáculo da vez é o tal petróleo do pré-sal. Lógico, a encenação pode render algum prestígio para a candidata do PT ao Planalto. Mas o que há de concreto nessa história de pré-sal?
A Senadora Marina Silva caiu fora do PT. Isso causou uma euforia muito grande nos petistas ressentidos. Os ressentidos são aqueles militantes ou filiados, de certo modo inocentes, que gostariam que o PT atuasse de forma menos grotesca no terreno da ética. Eles não sabem que os ingredientes ideológicos provindos do leninismo e do gramscismo, miolo da prática petista não levariam o PT a outro lugar que não o atual. Lenin construiu a prática política bolchevique galgado em O Príncipe, de Maquiavel. O mesmo fez Gramsci quando elaborava sua pedagogia política da revolução cultural. Na base de tudo está mesmo a velha e batida máxima maquiaveliana: os fins justificam os meios.
É antológica a descrição, bem ao estilo cientificista da época, que Euclides da Cunha faz do sertanejo no seu Os Sertões. O belo oxímoro arrajado pelo autor de Os sertões para descrever o homem da caatinga, Hércules-Quasímodo, conjuga a beleza e a força clássica(o Hércules da Mitologia Grega) com a fraqueza, o feio e o disforme romântico (o Quasímodo, de Victor Hugo). É com a saborosa passagem descritiva de Os Sertões sobre o sertanejo que nós aqui do Boca do Inferno homenageamos Euclides, esse Hércules-Quasímodo da nossa Literatura. Há braços! :
Esta semana perguntaram aqui sobre a Iurd, Igreja Universal do Reino de Deus. Mais precisamente sobre a briga da Record com a Globo. Sabem de uma: não é uma briga da Record/Globo coisa nenhuma. Primeiro: Edir Macedo é um vigarista, um charlatão que comanda uma quadrilha especializada em manipular pessoas desesperadas e extorquir o que elas têm e não têm. Segundo: o Ministério Público tem elementos para pegá-lo e isso veio à tona num momento em que o Senado, a candidatura de Dilma, com a briga da Receita, e o PT estão em crise. Nada melhor do que encobrir a crise do Senado e da Receita com uma troca de acusações entre Record e Globo. A Globo também não iria deixar de expor os crimes de Macedo e sua gang, mesmo sabendo que isso poderia ser usado pela Iurd para criar uma suposta briga por audiência. 
Livros, livros, livros...
Não consigo rejeitá-los
livros, livros, livros...
por que não tê-los?
como negá-los?
até que a morte nos separe
prometo honrá-los e respeitá-los
na saúde ou na doença
na pobreza ou na riqueza...
não vivo com sua ausência...
nem com o passar das décadas
diante da decadência.
Eis meu abrigo seguro
a fôrma da minha têmpera
a tenda da minha alma
Livros, livros, livros...
nada mais me salva!
Há braços! alan
O senador eduardo suplicy(com minúsculo mesmo) tão preocupado com a própria imagem, encenou hoje uma pantomima no senado. Foi à tribuna pedir a sarney que renuncie à presidência da casa. Deu até cartão vermelho para sarney. Quer coisa mais teatral?Ora, sonsidão pura! suplicy ficou caladinho até depois de o conselho de ética livrar a cara do coronel do Maranhão. Agora, depois de tudo feito vem a público tergiversar. Quem não conhece o espírito marqueteiro de suplicy é capaz até de achar que ele exagerou no lexotan e demorou a perceber que o caso sarney já foi arquivado a mando de Lulla. Aliás, se suplicy fosse tão bem intencionado e gente boa como prega deveria ter dado o cartão vermelho para seu chefe Lulla. Este sim foi o responsável pela sustentação de sarney na direção do senado. HÁ BRAÇOS!
Na semana passada Lulla esteve na Bolívia, mais precisamente na região cocaleira de Chapare, reduto eleitoral do índio vigarista Evo Morales. Lulla estava lá para fazer campanha pelo terceiro mandato de Morales. No palanque, puseram um colar de folhas de coca no pescoço do presidente brasileiro, depois ele começou aquele discurso populista e prometeu em torno de 400 milhões de dólares para recuperar estradas da Bolívia. (as estradas brasileiras devem estar muito boas). Mais grave do que isso é o que representa o colar de folhas de coca que Lulla sorridente ostentava no pescoço. Fontes do governo boliviano atestam que 70% da cocaína produzida naquela região vai diretamente para as mãos dos traficantes brasileiros. É a mesma droga que alimenta a violência e a morte nos grandes centros urbanos do Brasil, nas favelas e morros.
conversa pra boi dormir
Aqui com nossos botões, a gente acha que o Senador Arthur Virgílio deveria botar a viola no saco como fez José Genoíno na ocasião em que foi desmascarado com o mensalão. Virgílio era o dedo em riste da oposição apontado na cara dos picaretas do governo e do congresso. O paladino da ética que cobrava vergonha na cara, dignidade e honestidade dos seus pares. E vendia como ninguém esse peixe. Isso durou até Renan Calheiros, o chefe dos 300 picaretas de Lulla esfregar na cara de Arthur Virgílio seu gosto secreto por coisas escusas. Aí Virgílio baixou a bola e o PSDB fez um acordo vergonhoso no Senado para deixar Sarney em paz em troca de livrar a cara de Virgílio da cassação no Conselho de ética (ética com minúscula mesmo). Que maravilha é a política brasileira. Esperamos que Arthur Virgílio nunca mais suba à tribuna com aquele discurso de moralização disso ou daquilo. Ele já era... mais um farsante desmascarado. HÁ BRAÇOS! 
Tá um bafafá geral essa história da Secretária da Receita Federal Lina Vieira ter divulgado um encontro convocado por Dilma Roussef na Casa Civil para pedir o encerramento das investigações sobre a família Sarney. O fato é que Dilmona enfiou os pés pelas mãos. Tudo indica que o encontro aconteceu e ela afirmou de entrada que não houve, quando seria bem mais fácil assumir que houve e minimizar as declarações da Secretária. Entretanto,Dilma, com a arrogância costumeira, negou o fato ocorrido, sem necessidade alguma, já que não há lei que proiba um ministro ouvir um outro membro do governo.
Seguem duas lições de Machado de Assis que Lula, Sarney, a gangue do Senado e os demais aliados não aprenderam. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, retiramos a primeira lição:
Renan Calheiros, Collor de Mello, José Sarney, as piores biografias do cenário político brasileiro dos últimos tempos, ainda na ativa, protagonizam o espetáculo mais triste da história do Brasil democrático. Eles ganham a cena defendendo a podridão política, a falcatrua e o uso do Senado como instrumento de perpetuação de suas maracutaias. O espetáculo é garantido pelo governo Lula que no afã de perpetuar a turma do PT nas tetas governamentais, segura a todo custo a permanência de Sarney e da turma da bandalheira. Assim, desde que chegou ao poder Lula pediu para as cadelinhas amestradas UNE, CUT, MST, CGT, Força Sindical e demais para se fazerem de mortas. Na época dos governos Sarney, Collor e FHC ele disse: -Late! e elas latiam feito doidas. Latiam de ficar roucas! Ladravam de forma extenuante. Estrilavam! Agora, ele disse: "-Finjam de mortas"! Alguém, por obséquio, vê algum sinal de existência da CUT, UNE e demais integrantes da matilha de circo por aí? HÁ BRAÇOS!
Foto: procurando a educação.

