07 abril 2009
O PROJETO DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL
PROJETO DE LEI ____/ 2009
Institui a política municipal de assistência estudantil univer-sitária e pré-universitária a estudantes carentes e dá outras providências.
O PREFEITO MUNICIPAL
Faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art.1º Fica instituída a política de assistência estudantil universitária e pré-universitária no município de Uibaí, para atender a estudantes de baixa renda.
Art. 2º A política municipal de assistência estudantil universitária e pré-universitária terá por base o incentivo à formação superior dos uibaienses.
Art. 3º O município incentivará a criação de residências estudantis nos grandes centros universitários do Estado e do País, bem como, custeará as suas despesas básicas.
§ 1º Fica instituído o financiamento público das despesas básicas das residências estudantis já existentes à data da publicação desta lei.
Art. 4º O Poder Público, no trato com os estudantes, respeitará a autonomia administrativa das entidades e residências estudantis.
Parágrafo Único. Entende-se por autonomia administrativa a prerrogativa exclusiva de as entidades e residências estudantis estabelecerem os critérios para a seleção dos residentes, bem como, elaborarem seus estatutos, regimentos internos e demais normas de funcionamento.
Art. 5º Fica instituída a concessão de ajuda de custo, segundo critérios sócio-econômicos previamente estabelecidos, aos estudantes universitários que residam em municípios onde não houver residência autônoma de estudantes uibaienses e a sua criação seja economicamente desaconselhável.
Art. 6º O município reembolsará, integral ou parcialmente, as despesas com transporte efetuadas por estudantes de baixa renda, residentes no município de Uibaí, que freqüentem cursos de nível superior, pós-médio profissionalizante e técnico profissionalizante em estabelecimentos de ensino sediados em outro município.
§ 1º O estudante que não lograr aprovação para o ano ou etapa seguinte do curso que estiver matriculado, ou, injustificadamente trancar a matrícula, perderá o direito ao benefício.
§ 2º O incentivo de que trata o caput deste artigo será deferido ao aluno que comprovadamente não possa arcar com as despesas decorrentes do deslocamento, sem prejuízo do sustento próprio ou da família.
Art. 7º Fica garantida a instituição de um cursinho pré-vestibular público e gratuito no município de Uibaí com aulas ministradas preferencialmente por profissionais que, de algum modo, tenham se beneficiado de recursos do município.
Art. 8º Para atender ao disposto nesta lei, o Poder Executivo celebrará convênios com sociedades civis sem fins lucrativos, com o escopo de possibilitar o repasse de verbas municipais.
Parágrafo Único. Os termos dos convênios referidos no caput deste artigo serão elaborados pelo Poder Executivo conjuntamente com as entidades representativas dos estudantes.
Art. 9º As despesas decorrentes do disposto nesta Lei correrão por conta de dotação orçamentária prevista na Lei Orçamentária Anual, ficando o Poder Executivo autorizado a abrir créditos suplementares ou especiais.
Parágrafo Único. Para os exercícios financeiros subseqüentes, o Poder Executivo determinará a sua previsão orçamentária quando da apresentação Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) a serem aprovados pela Câmara municipal.
Art. 10. As instituições e os estudantes beneficiados com recursos públicos nos termos desta lei desenvolverão, no município de Uibaí, projetos sociais, culturais e educacionais como contrapartida.
Parágrafo Único. Os projetos referidos no caput deste artigo serão elaborados e desenvolvidos pelas instituições e pelos estudantes beneficiados, em parceria com o Poder Público Municipal.
Art. 11. A prestação de contas dos recursos repassados será realizada semestralmente, nos meses de junho e dezembro, até o dia 30, pelas entidades beneficiadas, conforme dispuserem os respectivos termos de convênio.
Art. 12. O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de 60 dias.
Art. 13. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 14. Revoga-se a lei n. xxx/2007 (ver n. da lei da ajuda de custo aprovada na gestão passada).
Gabinete do Prefeito Municipal de Uibaí, 30 de março de 2009.
Pedro Rocha Filho
PREFEITO MUNICIPAL
PEDRINHO DÁ EXEMPLO PARA A BAHIA
A gente critica as coisas erradas sim, de qualquer político. Mas a gente sabe também reconhecer quando o cara acerta. O prefeito Pedro Rocha deve assinar por esses dias a lei de assistência estudantil mais completa que o estado da Bahia já viu. Essa lei torna responsabilidade do município a sustentação das moradias estudantis uibaienses onde quer que estejam, propõe ajuda de custo a estudantes de baixa renda do município, cria cursinho gratuito, preparatório para o vestibular, e exige que os estudantes deem um retorno para a Canabrava participando de projetos sociais, culturais e educativos como contrapartida. Nada mais justo! Finalmente, o poder público assume a responsabilidade por um dos maiores focos de desenvolvimento de Uibaí: a educação. O município sempre se destacou nessa área, muito embora sofresse com a omissão e o desprezo dos administradores ao longo de décadas. Vamos ver se o prefeito consegue aprovar a lei na câmara. Se for vitorioso, entrará para a história do estado como um grande incentivador da educação. HÁ BRAÇOS! 26 março 2009
ACAMPAR SEM DESTRUIR A SERRA
de KalilO que parece é que há uma nova geração mais consciente praticando o acampamento. Eles levam barracas, procuram não fazer fogo de modo impróprio e em lugares inadequados; levam sacos para recolherem os resíduos não orgânicos ou poluentes que produzem durante a estada na serra e sempre trazem o lixo produzido de volta para a casa.
Parece que a atitude desses ecocampistas é apenas de contemplação e interação pacífica com a natureza. Ninguém vai acampar com armas ou com o intuito de cortar árvores ou capturar animais. Que bom que seja assim! HÁ BRAÇOS!
"Ao chegar ao local de acampamento...
... não arranques a vegetação existente no teu campo. Se arrancares a vegetação, com uma contínua utilização, depressa a erosão tornará o campo impossível de acampar.
O que fazer então?Para limpar o teu local de acampamento, basta retirar os paus e as pedras que nele encontrares.
Na montagem de campo...
... não pregues nem espetes nada nas árvores. Ao fazê-lo estarás a danificar os canais condutores de seiva da árvore o que, a curto prazo, acabará por matar a árvore.
O que fazer então?Bastará para o efeito, usares uma espia para segurares o que quiseres.
... não faças regos à volta da tenda. Ao abrires regos, estarás a destruir a camada de manta morta (humus), assim como a causar graves danos no sistema radicular da vegetação existente.
O que fazer então? Se for mesmo necessário fazer regos, para escoamento das águas das chuvas (pois a tua tenda não impermeável) fá-los de tamanho reduzido e de pouca profundidade.
Nas construções...
... não cortes nenhuma árvore para fazer as tuas construções em campo. Ao cortares árvores para usares nas tuas construções, estás a desperdiçar e a danificar os recursos florestais. Lembra-te "uma árvore é uma vida".
O que fazer então? Reduz as construções ao mínimo possível, usa desperdícios (madeira caída) e procura apoiar as construções nas árvores, reduzindo assim a quantidade de madeira a utilizar.
No consumo de água...
... não desperdices água. Como sabes, a água é um recurso natural de elevada importância e bastante limitado.
O que fazer então? Utilizar a água com cabeça, evitando assim um elevado consumo desta.
... não utilizes detergentes que não sejam biodegradáveis para lavar a loiça ou a roupa. Ao utilizares estes produtos, estás a contribuir para a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.
O que fazer então? Para a lavagem da louça ou da roupa utiliza, na medida do possível, detergentes biodegradáveis, pois não são tão poluentes.
Na vida do acampamento...
... não deites nada para o chão. Assim estarás a destruir a floresta, poluindo-a.
O que fazer então? Utiliza um saco e leva o lixo para um local onde façam a sua recolha, no final do acampamento.
... não grites com os teus companheiros nem utilizes rádios. Se procederes de modo contrário, não poderás disfrutar do "silêncio" da vida em campo e estarás a perturbar o "habitat natural" onde te encontras.
"Procura deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraste". Baden-Powell"
19 março 2009
A ARTE PRECISA DE FINANCIAMENTO
13 março 2009
SERRA DEGRADADA NO POÇO
(Sêneca Fernandes, para o boca do inferno)
07 março 2009
BURRICE E DEGRADAÇÃO AMBIENTAL
de ser desentupido. Durante muito tempo, Uibaí foi, para a região de Irecê, o oasis das águas frescas e saudáveis. O lugar aonde as pessoas vinham buscar água cristalina ou desfrutar do lazer que os riachos e nascentes da serra ofereciam durante o ano inteiro.
Faltou-nos visão a médio e longo prazo. Infelizmente, não levamos em conta que a barragem de Mirorós também poderia entrar em colapso. E é exatamente isso que estamos presenciando agora. Novamente, o fantasma do desabastecimento ronda a região de Irecê. O baixo nível da água no açude de Mirorós, que abastece 486 mil pessoas em 14 municípios da nossa região, começa a preocupar as autoridades e a virar tema de discussão. O problema é este: as autoridades só se preocupam quando o estrago já está feito. Dados do Ibama e da Embasa apontam entre as causas da diminuição brusca do volume das águas, a degradação das nascentes e das matas ciliares dos rios que alimentam a barragem e o uso abusivo e descontrolado do referido produto.
Alan Oliveira Machado
10 fevereiro 2009
04 fevereiro 2009
CASAS DE ESTUDANTES COBRAM DO PREFEITO
Recebemos notícias aqui de que o novo prefeito Pedro Rocha eceitou se sentar com as casas de estudantes para traçar um plano de ajuda financeira a essas entidades. Até o momento, nada demais: Hamilton, em 1982, também se dispôs a ouvir as casas, porém não moveu uma palha para melhorar a situação dessas moradias; Renato, da mesma forma, pouco fez além de persegui-las. O repugnante Renatinho, um dos piores "administradores" que Uibaí já teve, só providenciou a aquisição da sede da Ceu, depois de muita pressão, insistência e briga dos estudantes e das familias uibaienses; Raulzinho ouviu a turma das casas, fez proselitismo e tirou o dele da reta na hora H... Sinceramente, ao contrário dos outros, a gente espera que Pedro Rocha responda com seriedade às reivindicações das Ceus e cobre um retorno social dessas moradias em Uibaí. Nada melhor do que aproveitar parte das férias no pé de serra para prestar algum serviço à comunidade. Há braços!28 janeiro 2009
POR UM MUNDO MENOS GANANCIOSO
A crise mundial pela qual estamos passando pode trazer efeitos mais que inesperados. Após anos de certezas e progressos moldados num estilo de vida e de sociedade baseados no consumo e na acumulação indiscriminada de riquezas, surgem questionamentos por todos os lados: até quando o mundo vai suportar esse modelo econômico volátil, baseado na especulação financeira e em fórmulas artificiais inventadas por banqueiros ávidos por montantes fabulosos?A ansiedade perdulária e o oportunismo que fizeram crescer a bolha imobiliária americana, responsável pela crise em que as economias do mundo estão mergulhadas, derreteram-se diante da falência de dezenas de grandes empresas e bancos pelo mundo afora. O certo é que o modelo de exagero em que vivíamos dificilmente retomará espaço. Isso significa que inevitavelmente estamos abrindo uma nova era que, a depender da pressão do povo em escala planetária, possivelmente poderá ser mais justa e igualitária.
Em se concretizando essa tendência, a principal alternativa será o caminhar da maioria e não o de um só, buscando o benefício comum. Nesse ínterim, naturalmente vamos estreitar as relações socioeconômicas e rever algumas ordens estabelecidas por aqueles que não se adéquam ao espírito coletivo e que sempre buscaram explorar.
O importante no momento é a possível quebra do ideal de aceitar a dificuldade e a submissão. Buscar os direitos estabelecidos, cobrar daqueles que fazem algo errado e fazer melhores escolhas perante as situações por vir,como por exemplo uma eleição, podem representar uma mudança muito importante nesse quadro .
Para seguir na história não basta o pensamento de mudança estar semeado em cada um. É preciso existir também a vontade de ser a mudança e de tomar atitudes condizentes com o objetivo de um mundo melhor e mais justo.
21 janeiro 2009
BOCA DO INFERNO 40, jan/fev 2009
Entre os arroubos de mediocridade e de dissimulação de ignorância que a academia produz para proteger interesses ideológicos estão a distorção das ideias e do sentido da obra de certos autores que, se lidos, impediriam a eficácia da doutrinação nos feudos universitários. Creio que, entre outros, um dos autores mais perigosos e, portanto, mais distorcidos é Friedrich Nietzsche. Dentre as abobrinhas ideológicas que já ouvi de bocas e li em textos de universitários está a de que Nietzsche não é filósofo, porque não tem um pensamento sistematizado. FESTA DAS ARÁBIAS
As mil e uma noites no país das maravalhas começam
em grande estilo. No melhor do nepotismo.
J.M. da Silva
11 janeiro 2009
TUDO FLUI
Do sangue quente da veia
Ao jato infecto de pus.
Da lágrima abundante nos olhos
Ao choro que a produz
Do texto que sai da língua
A tudo que ele traduz
Eu amo tudo que flui
O elétron que salta do átomo
Da madeira dura da cruz.
A seiva mineral da pedra
Que escorre pro solo e rega
A vida com invisível luz
Eu amo essa transição eterna
A saliva, o gozo, o esperma
O vapor do hálito quente
Que excita, atiça e intriga
O beijo molhado de noite
O suor sobre a barriga.
06 janeiro 2009
FESTA DO CABIDE
18 dezembro 2008
CENAS
Olhar de esguelha
Na cerca, aberta em flor,
Uma pinha cheia de abelhas.
alan oliveira machado
17 dezembro 2008
ARTE DE RESÍDUOS PLÁSTICOS

Arte sustentável feita de tampinhas pet, recolhidas em restaurantes, bares e nas ruas. Uma boa alternativa para transformar lixo em arte.
16 dezembro 2008
MENINO BUCHUDO
No carreiro ou na estrada da fonte
o olhar perdido no mato
Já não alcança o horizonte.
No Banheirão
Ou atrás do Morro Branco
Menino danado
Não pode ouvir um canto.
Perigoso, o badogue
Ele estica o quanto pode
Solta a bola de barro,
O pássaro é quem se fode.
Cheia, balança a capanga
O infante
O peneiro na estrada
O suor pela fronte.
O prazer da jornada
Não é como antes
Arapuca quebrada
Já era o seveiro
Não tem mais passarinho
Gaiola sem puleiro
O visgo esgotou
Nas cicatrizes do gameleiro.
O tempo fechou
Um ciclo inteiro
Não tem mais pataca
Fruto de juazeiro
Morreu jatobá
Murici com seu cheiro
Adeus guabiraba
Imbu, ingazeiro
Mangaba de luto
Puçá verdadeiro
Araçá já sumiu
Do Riacho do Meio
Cadê bananinha
Sem chuva não veio
Meu deus como pode
Um tempo bonito
Perder seu esteio.
(Cosme Bafão, pirado e perdido em memórias da infância)
12 dezembro 2008
BOCA DO INFERNO 39, nov./dez 2008
A educação brasileira precisa mais do que nunca de profissionais compromissados com uma atuação docente centrada no crescimento intelectual dos educandos, na preparação destes para o domínio dos saberes básicos, na preparação destes para crescerem com plena capacidade de interpretar o mundo, a cultura, para conviver com a diversidade. A sala de aula não é espaço de doutrinação, não é laboratório sociológico para a formação de militantes em favor de uma ou outra ideologia. A sala de aula, a escola é lugar de convivência com os saberes que constroem as bases sólidas para a sobrevivência na sociedade; é, portanto, o espaço privilegiado da contradição e da pluralidade. O mundo é plural, os desafios da humanidade são múltiplos. Assim, o educando só é capaz de se construir criticamente, solidamente, quando tem acesso aos códigos básicos indispensáveis ao entendimento da existência. De acordo com Sartre, “o homem é responsável pelo que é. Desse modo o primeiro passo (...) é por todo homem na posse do que ele é, submetê-lo à responsabilidade total de sua existência”. Eis, a meu ver, a missão dos Professores, a verdadeira missão dos educadores... Sua importância e responsabilidade na construção de um mundo com a mais verdadeira feição humana.
SINDICATO DE LADRÕES
Esta manifestação que vocês estão vendo na foto ao lado, na frente do Congresso Nacional, promovida pela CUT, pela Força Sindical e demais centrais, não é para pressionar o Congresso por um aumento de salário para o trabalhador brasileiro não, nem é para pedir redução de impostos ou redução de juros etc, coisas que afetam a vida de todos os trabalhadores brasileiros. A manifestação ao lado, caros leitores, ocorreu no dia em que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados (que ética?) estava votando a cassação do deputado corrupto, ladrão do dinheiro público Paulo Pereira (PDT), o tal Paulinho da Força... E sua finalidade era pressionar os deputados a votarem contra a cassação do Paulinho ladrão, do Paulinho propina, do Paulinho mão leve que rapou a grana do BNDES. E a pressão das centrais sindicais valeu a pena... Paulo Pereira não foi cassado e comemorou com muita cerveja ao lado dos amigos da CUT, da Força e demais centrais...11 dezembro 2008
QUIXABEIRA EM MOVIMENTO
, foto do orkut de Baltazar.O Povoado de Quixabeira por muito tempo passou uma imagem negativa. As pessoas se sucumbiam ao estigma de que dali não vinha nada que prestasse. Mas esquecendo esse passado, busquemos pensar o presente que é bem melhor. Com o passar do tempo, aquele povo mostrou-se diferente. O ingresso de várias pessoas na universidade pública foi um grande passo. Outro passo desenhado pelos quixabeirenses foi a busca por uma nova atitude, um novo pensamento.
Caminhando nessa direção nasceu o Gpec (grupo política, ecologia e cultura) para contribuir com o crescimento do nosso lugar. Ele é muito importante, pois tem uma visão diferente dos outros grupos nascidos em solo uibaiense. Além de ter em vista a cultura, visa também à ecologia e ao engajamento político, garantindo o possível confronto com os desmandos do poder estabelecido.
(baltazar lopes cavalcante, para o boca do inferno)
08 dezembro 2008
MANIA DE DESTRUIR ÁRVORES
Com os municípios em ruínas, não havendo muito que destruir, virou moda na região os prefeitos dizimarem as árvores das ruas e avenidas. Todo início de mandato é a mesma coisa: um caminhão da prefeitura repleto de peões famigerados avança de rua a rua mutilando árvores e arrancando-as pela raiz. Depois da devastação, os mesmos peões gafanhotos retornam plantando mudas de uma única espécie vegetal, onde outrora havia robustas árvores.
Bom, mas a estupidez do gesto desses “administradores da coisa pública” não se resume apenas à mudança de visual e de clima gerada pela eliminação da cobertura verde das zonas urbanas. Além de a empreitada alterar o clima ambiente, a mania de uniformizar a zona urbana com uma só espécie vegetal provoca um desequilíbrio ecológico que vem sendo sentido há muito tempo na região. Não precisa ter boa memória para enumerar as pragas que proliferaram sem controle nas últimas décadas: os potós, com sua secreção ácida, que aterrorizaram a região; os besouros coleópteros que importunaram o sossego dos lares; a praga de fungos que destruiu muitos milhares de mangueiras etc. Mesmo assim, entra prefeito, sai prefeito, cortam-se as mangubas e plantam-se apenas algarobas; derrubam-se as algarobas e plantam-se somente o fícus...
Para garantir a biodiversidade, o equilíbrio entre espécies, a qualidade do ar e do clima, deve haver em uma zona urbana pelo menos 40 espécies de árvores convivendo no mesmo espaço. A cada espécie vegetal corresponde a presença de um número significativo de aves, insetos, fungos e bactérias. Quanto maior o número de árvores, maior a biodiversidade, maior o equilíbrio ambiental. Dificilmente haverá a proliferação de pragas.
É importante salientar também que nem toda espécie de árvore serve para compor a cobertura vegetal urbana. As espécies devem ser escolhidas mediante estudo e impacto ambiental. A título de exemplo, a mesma engenharia florestal que autorizou a criação de florestas de eucalipto em Brasília, com o fim de melhorar o clima, por lá muito seco, ordenou a extinção de tais florestas ao constatar que o eucalipto tem raízes profundas, extrai muita água do solo e tem baixa transpiração, o que tornou o clima da capital ainda mais seco.
A preservação da arborização urbana, quando ignorada, pode trazer transtornos para toda a população, gerando problemas de saúde que oneram tanto o cidadão quanto o município. Na verdade, os administradores, no lugar de em todo início de mandato se preocupar em vestir um novo uniforme verde no município, deveriam sim cuidar da saúde das espécies existentes e já adaptadas à zona urbana e executar um planejamento para o plantio de novas espécies, evitando com isso o desequilíbrio ecológico e todas as suas conseqüências. Quanto à população, acreditamos que sua participação cidadã seria de imenso valor na fiscalização das ações das prefeituras e no controle das espécies plantadas. Sabe-se ainda, pela experiência, que muitos problemas ecológicos ultrapassam o perímetro urbano. A solução desses problemas passará necessariamente pela preservação de matas, rios, riachos e espécies animais. Pensando assim, como diz um amigo ecologista aqui do cerrado, a consciência ecológica começa dentro do nosso quintal, então, vamos cuidar pelo menos dos grandes quintais que são os nossos municípios para, consequentemente, melhorar o quintal de todos que é o mundo.
Alan Oliveira Machado (março de 2000)
02 dezembro 2008
É PEDRO, É PEDRA, É ROCHA, É O FIM DO CAMINHO...
foto ilustrativa
Mesmo sem nem ainda tomar posse, tudo indica que o novo administrador de Uibaí já anda executando um projeto ambiental. Bem ao modo como Hamilton tratou o ambiente no Uibaí dos idos de 1980, quando mandou quebrar pedras na Fonte Grande, o futuro alcaide está despejando pedras extraídas do boqueirão da Fonte Grande na sua posse, na rua do cascalho, lugar onde provavelmente construirá sua residência. A gente poderia até cogitar que ele não sabe de onde estão sendo extraídas as pedras, já que o programa de governo do futuro prefeito (em texto) propõe a recuperação de áreas ecologicamente destruídas e seria pouco coerente defender uma coisa e praticar o contrário num município tão pequeno em que todo mundo sabe quem entra e quem sai, pra onde vem e pra onde vai... Não, ele não deve estar fazendo isso não, seria estúpido demais, pequeno demais... O novo prefeito não se prestaria a um papel desses.
Já pensaram o contra-senso da situação? Enquanto a Codevasf gasta mais de um milhão de reais para recuperar o boqueirão do Riacho Canabrava, o novo prefeito promove a destruição do boqueirão da Fonte Grande. Não, minha gente, isso não está acontecendo, ninguém seria burro a tal ponto, muito menos o prefeito que vai libertar e reconstruir Uibaí.
HÁ BRAÇOS!
22 novembro 2008
Forrado, o chão oferece
O amarelo maduro da fruta
Exalando cheiro agreste
Por perto se ouve uma pêga
Aninhada no enxerto
Rola-bosta trabalhando
Em um monte de esterco
Nada aqui dá tanto medo
jararaca ou jaracuçu
Só há um medo que ataca
O do bicho dos imbus.
19 novembro 2008
MINHA TERRA
Muita coisa acontece
Tem tanajura voando
Sapo cantando em prece
Mariposa e cheiro bom
Barulho da água que desce
No espinho do quiabento
A flor roxa aparece
O sofrê na aroeira
Cantando, a figueira estremece
Vivim, burrim, patativa
Brotam do capim que cresce
Sertanejo assoviando
O feijão no canivete
Milho botando boneca
Pinha inchada amolece
Meu coração bate forte
Alegre, a vida agradece.
01 novembro 2008
BOCA DO INFERNO 38

Cronos devorando um filho, Goya, 1823
Réuzinho começou sua administração com uma epidemia de dengue e vai entregar a prefeitura com o município mergulhado em outra epidemia de dengue. Enquanto o prefeito gastava dinheiro construindo aquela santa de merda lá no asfalto, o mosquito se reproduzia feliz. Pode uma porra dessas?
A cena de Délio, de paletó e gravata e embaixo apenas de cuecas comemorando a eleição de Pedrinho pelas ruas da Canabrava seria uma prévia do que vai ser a nova administração uibaiense? Uma simulação de seriedade permeada de esculhambação?
Mais quantas bofetadas Gilçu Munturo levou na cara depois do resultado das eleições? A sigla PCdoB em Uibaí agora tem outro significado: Partido da Cara pra Bofete!
Olha, diz quem tem um grupo cultural bombando na Quixabeira, o Gpec. Isso é bom, muito bom! Nem só de enxada vive o homem, nem só de estupidez e conversa fiada! A velha Quixabeira merece!
OBAMA E O OBA-OBA!
A
bobrinhas ideológicas30 outubro 2008
SANTO NO ANDOR
QUANDO A INTENÇÃO É SÓ DOUTRINAR

Na atividade de analista de discurso, aprende-se a lidar tanto com o silenciado quanto com o dito. Ocorre que toda materialização de linguagem se dá por meio de escolhas, conscientes ou não, e essas escolhas silenciam outras possibilidades do dizer que insistem em rondá-lo (nem sempre em boa hora) de tal forma que o sentido do dito tem sua constituição fundada nessa relação entre o que se disse e o que se calou. Todo esse jogo faz muitos sentidos circularem.
A palavra denegrir, originada da raiz latina niger que significa “negro”, foi difundida dentro da mentalidade escravocrata que, para justificar a escravidão, classificava os negros escravizados como animais, sujos e degenerados. Assim, denegrir, que etimologicamente significa sujar, manchar, até ficar com cor escura, negra, sem qualquer tintura racial, naquela época (institucionalmente escravista), ganhou uma oportunista conotação étnica e passou a ter o significado de tratar alguém como se fosse negro, ou seja, “sujo, degenerado, animalizado”. Isso quer dizer que a palavra tem esse lastro na memória, mas quer dizer também que a memória traz consigo as condições de produção do sentido da palavra para a época e que na atualidade essa memória não cabe em qualquer contexto. Há inclusive quem conteste a conotação racista do lexema “denegrir”. O escritor Eduardo Martins, por exemplo, ao defender que nem todas as expressões se referem ao negro como etnia, diz que a palavra denegrir surgiu no século XV, portanto, antes da escravidão no Brasil. A informação é correta, mas não procede como argumento.
Em Semântica, disciplina ainda ligada à visão imanentista da linguagem, o que aconteceu com tal vocábulo seria chamado de mutação semântica diacrônica, isto é, quando a palavra muda de sentido com o passar do tempo, chegando a um novo momento histórico com uso e sentido distintos do original. Foi o que aconteceu com o termo “amante” que até início do século XX referia-se positivamente a alguém que ama e hoje refere-se a alguém que participa de uma relação adúltera.
Assim como o uso do termo "amante", atualmente, não permite que se o entenda como "aquele que ama", sob pena de se criar sérias indisposições sociais, o mesmo pode-se pensar sobre "denegrir" quando rotulado como termo racista. Por essas e outras razões deve-se fazer uso cuidadoso das palavras, mas não necessariamente condená-las com base em seu passado infeliz, ainda que verdadeiro. Do contrário, teríamos que abandonar grande parte do vocabulário em uso na atualidade. Vejamos, a título de exemplo, o étimo de algumas palavras bem populares: trabalho, do Latim, tri paliu, ou seja, três paus, castigo imposto pelas tropas romanas aos exércitos derrotados, que consistia em fazer os membros desses exércitos rastejarem sob um estrado feito com sequências de três lanças romanas. Dócil, doçura, em Latim , docere, aquele que se deixa submeter, qualidade de quem é submisso. Cretino, proveniente de um dialeto franco-provençal dos Alpes Suícos , cretin, referente a cristão, pessoa aparvalhada, de raciocínio lento, tola. O sentido se deve ao fato de os vários cristãos fugidos de regiões com baixa taxa de iodo no sal terem desenvolvido uma espécie de tireoidismo que os deixava com aparência de tolos, tontos... Agora, raciocinem comigo: faz sentido apelar para a origem dessas palavras como forma de repreender seu uso, taxando-o de preconceituoso etc., etc., etc.?
Se em termos de linguagem não faz sentido esse tipo de perseguição a palavras, seria essa uma prática fundamentalmente ideológica? Seria uma muleta de discussão com a finalidade de exercer controle sobre os outros? Seria uma forma de criar argumentos para rotular adversários? Se for é ridículo, é coisa realmente de quem não tem argumento.
A esse respeito, lembro-me de que na ocasião em que o livro “Pelas veias da esperança” foi lançado em Uibaí, o professor Juscelito Mendes chegou a dizer que eu, como um dos revisores, deveria ter corrigido a expressão “anos negros da ditadura”, porque o vocábulo, “negros”, fazia referência pejorativa à cor. Tem dissimulação de ignorância mais retardada do que essa? Todo mundo sabe que a expressão, “negro”, no sentido de cor, tem histórico negativo milenar. Está lá nos bestiários medievais, lá nos textos pré-socráticos, lá nos textos de origem persa, egípcios, chineses e indianos. Assim, o termo está apropriado ao contexto em que foi posto. Não fere a ninguém além dos ditadores. Estou vendo a hora de esse pessoal começar a discriminar pessoas que botam luto pela morte de algum ente querido por estarem associando a cor preta à morte, à tristeza e à dor. Ainda bem que a língua não se submete facilmente a esses delírios de milícia.
Simbolicamente, vê-se que a expressão, “negro”, foi utilizada em “anos negros da ditadura” com o mesmo sentido que a cor aparece no "luto" acima referido, ou seja, com sentido de tristeza, dor e perda. Mais que isso, como ausência de luz, contrário ao dia, levando-se em conta o dia como sinônimo de vida, uma vez que o sol é responsável pela progressão e sustentação do ciclo vital. Tal uso insinua que a vida foi podada no período militar, que aquele período foi de tristes perdas. A simbologia, embora tendenciosa, é coerente. Seu uso se deveu à necessidade de marcar um posicionamento ideológico com relação às práticas do regime militar. E esse uso é visceralmente humano. Agora, despropositado é querer fazer hegemonia discursiva, “patrulha ideológica” com esse tipo de argumento. Banalizar o sentido do que se diz com abobrinhas ideológicas é querer instituir a incapacidade de pensar. Se a intenção for mais discutir do que doutrinar, é melhor procurar entender a expressão dentro do contexto em que foi usada.
O lamentável de tudo isso é ver que há pessoas que caem irrefletidamente nessas armadilhas retórico-doutrinárias. Foi triste ver o pobre Jorge desamparado, se sentindo (ironicamente) a ovelha negra do rebanho, achando que cometeu um pecado terrível, pedindo desculpas e lamentando o seu infortúnio.
Há braços! alan
24 outubro 2008
VAMBORA!

Aos meus amigos A. Machado, L.D. Ungarelli e W. Hungria
23 outubro 2008
O ÓDIO É BEM MAIOR!
Para Suelena e sua turma ortopterofóbica.Baratas são bichos repulsivos, indesejados, tradução da mais unânime repugnância. Entretanto, confesso que por um segundo não consegui vislumbrar mais do que um inseto fragilizado, desesperado, cheio de medo e susto. A pobre barata só queria se recuperar do terrível princípio de afogamento que possivelmente sofrera na tubulação de água fluvial. Abandonou o desconforto da boca de lobo inundada, antes seu aprazível lar, em busca da sobrevivência. Esse átimo de compaixão me ocorreu logicamente antes de eu desferir uma vassourada certeira no vil inseto. O golpe o deixou em tremeliques, grudado no chapisco do muro. Afinal, o amor incondicional à vida deve ser instintivo, mas o ódio às baratas é bem maior. (alan oliveira machado)
22 outubro 2008
RECEITA
corte a vida em fatias
evite muita sangria
pra o corpo não padecer
coloque as postas de molho
no sal justo da razão
não se esqueça da emoção,
junte, ao molho, prazer.
depois de temperada a vida
populacho vira povo
o que é ruim não vem denovo
na mudança de estação
movimento solidário
de crescer além do horário
do relógio, da TV.
a vida ferve ativa
nutrida, codimentada
em postas bem preparadas
para o tempo absorver.
(Cosme Bafão, para o Boca do Inferno)
17 outubro 2008
BOLHAS, PULHAS E PÃO

11 outubro 2008
ELEIÇÕES DE UIBAÍ, ENTRE 2004 E 2008

Pedro Rocha está com a barriga esfolada, ganhou a eleição com minguados 14 votos de frente... Passou arrastando. Quase perdeu. Os 14 votos que lhe garantiram a vitória têm como enfeite o couro da barriga do candidato e o couro moral de muita gente que se sentiu na obrigação de apoiá-lo, embora repudiasse as coligações amarradas pelo grupo defensor da candidatura. É possível inclusive que o referido candidato tenha perdido a liderança já tradicional na sede. A verdade é que de 2000 para 2004 sua frente na sede caiu visivelmente (alguém que tenha os dados nos ajude). Essa vitória está com cara de vitória de Pirro! Sabem aquela guerra desastrada do rei Pirro? Confiram depois!
O certo é que os dados para vereador, cujas variáveis são muitas, vão dando elementos para ver a oscilação avaliativa do eleitor. Vejamos alguns exemplos:
Vilmar, de 544 votos em 2004, caiu para 254 votos. Desempenho medíocre, muito abaixo da votação que recebeu em 2004, quando foi o segundo mais votado. Muito menos que a metade dos votos. O péssimo desempenho de Vilmar tem algumas variáveis, uma delas é a sua inexpressiva atuação parlamentar. Outra deve ter sido achar que poderia ser reeleito sem muito empenho na campanha, como fez Tarcísio em 2004. Comenta-se também que ele teria tentado passar votos para Dóris. Politicamente é um fracasso.
Já Dóris, de ínfimos 194 votos em 2004, saltou para 397 votos. Evoluiu muito com relação a 2004, mais que o dobro. Visivelmente, o candidato que mais se beneficiou da coligação com o grupo de Dorim (fora o próprio Dorim) foi Dorisdei. Nenhum outro candidato da coligação conseguiu nem mesmo dobrar os votos de 2004.
Armênia, dos 307 votos em 2004 que quase a deixaram fora da câmara, saltou para 579 votos. Evoluiu surpreendentemente, quase dobrou a votação. Esse foi um caso parecido com o de Dorisdei. Do lado de Raul, Armênia se beneficiou da ausência de Dorival e Mãezinha que tiveram respectivamente 728 e 404 votos em 2004 e arrematou a maior votação individual de 2008 para vereador.
Tarcisio, de 411 votos recebidos em 2004, conseguidos praticamente sem campanha, evoluiu bem para 498, mas coloca em dúvida o prestígio eleitoral de alguns de seus apoiadores que sustentam a tese de que ele deve ser vereador eterno em Uibaí.
Dorival, o candidato mais votado em 2004, com inacreditáveis 728 votos, abriu mão da disputa para beneficiar notadamente Dorisdei. Fora a própria Dorisdei, cuja personalidade desperta pouca afeição popular, foi Dorim quem a impossibilitou de se eleger em 2004. Mas, de reconhecida habilidade e cara de pau, Dorim faturou o cargo de vice-prefeito para o filho e emplacou de lambuja uma herdeira política (Vivi) na câmara de vereadores, com 368 votos. Dorim e Dóris são os grandes vencedores da coligação.
Para fechar essa análise parcial, resta falar do PC do B, que evadiu da frente em troca do cargo politicamente simbólico de Assessor de Comunicação da prefeitura de Raulzinho, ocupado por Gilson Monteiro. O PCdoB continua insignificante, seu capital eleitoral se resume aos ridículos 104 votos obtidos por Marcos Monteiro, irmão de Gilson. Se já eram zero à esquerda (matematicamente falando, porque politicamente nunca foram de esquerda), agora são mais do que nunca.
Por fim, há uma “surpresa” eleitoral: o tal Marcão, do grupo de Raul, que se elegeu com 563 votos. É bom frisar que apenas ele e Armênia viraram a casa dos 500 votos nessa eleição. Embora novato na disputa, Marcão foi o segundo mais votado. Sua expressiva votação e a de Armênia servem para questionar quem saiu concretamente mais forte da eleição. Aliás, as legendas campeãs de votos para vereador foram o PTB de Armênia, com 2616 votos; o PSDB do tal Marcão em segundo lugar com 1520 votos, ambos da base de Raul. O PT de Dóris e cia, com Wagner, helicóptero e tudo, amargou um terceiro lugar, com 1455 votos. Talvez a vitória de Pedrinho e sua frente saco-de-gatos esteja mais para uma vitória de Pirro. Há braços!
05 outubro 2008
CORDEL DO PUXA-PUXA
25 agosto 2008
O MESMO VEM AÍ!

Pelo queijo do poder
Mocós, ratos sem escrúpulos
Descambaram a roer
Os princípios mais sadios
Que um povo pode ter
A ética é a da grana
A honra é a do gatuno
O sorriso da hiena
Que desprezo mais profundo
Nada de novo se cria
Aí se põe fim no mundo
E o sonho de alegria
Desfalece moribundo.
(J.M. da Silva)
16 agosto 2008
MAIS UMA DE MARIA SOPÃO
Maria Sopão apareceu com uma piada nova nestas eleições. No pleito passado ela posava de mãe dos pobres e distribuía sopão de miojo na periferia, agora ela quer dar uma de adida cultural uibaiense. Foi o que aconteceu no recente comício realizado com Jaques Wagner em Irecê. Sopão foi chamada ao palanque como a candidata que incentiva a cultura em Uibaí. Essa é boa! Só esqueceram de explicar que a cultura incentivada por ela é a cultura da discrininação, da panelinha, da arrogância, do mandonismo, da fisiologia, da compra de votos... Perguntem para os artistas canabrabeiros que participaram da oitava Seac qual foi o incentivo que Maria Sopão deu a eles. A morte é cega! KKKKKKKKKKKKKKKKKKK HÁ BRAÇOS!15 agosto 2008
O FETICHE DO ESCRAVO É O CORONEL
É impressionante a incapacidade que Ruis, Savignys, Celitos, Pitas e congêneres têm de criticar o pessoal da Frente de Libertação de Dorim. Eles se comportam como impotentes, mudos, com relação a essas figuras, mesmo sabendo que as tais estão erradas. Às vezes chegamos a pensar que estão enfeitiçados. Seria o fetiche do escravo pelo coronel, pelo patrão, que levado as últimas consequências o torna capitão do mato? 07 agosto 2008
O TRIUNFO DAS NULIDADES!

19 junho 2008
MANIQUEÍSMO E CACIQUISMO
A política uibaiense vem sendo pautada há muito tempo, erroneamente, por um tipo de maniqueísmo tosco, praticado por todos os segmentos políticos e que queiramos ou não, por determinações históricas e sociais, estamos lotados em um dos lados desse maniqueísmo. Nossa imagem está vinculada a um desses lados, mesmo que muitas vezes a contragosto. Claro que isso não acontece de forma serena com o Boca do Inferno. É perceptível que estamos desmontando esse maniqueísmo já faz um tempo, rejeitando-o como rótulo e, por isso, criando uma interminável celeuma em torno do que escrevemos e a respeito do lado que estamos. Na verdade, quem está acostumado a refletir criticamente sobre a realidade não se prende ao monótono binarismo maniqueu. Assim, imersos na atmosfera da conjuntura canabrabeira, assistimos aos equívocos abundarem, uma vez que quem pensa por maniqueísmos parece não conseguir raciocinar além do jogo de extremos que não se misturam. Mas isso não é totalmente verdadeiro na Canabrava. Temos a impressão de que para muitos da tal Frente de Louvação a Dorim, por exemplo, o raciocínio ganha outra nuança, ou seja, para muitos a política é um jogo de sujeição a caciques e nesse caso o maniqueísmo entra enquanto é conveniente. Por esse viés, as pessoas são julgadas não propriamente por serem do bem ou do mal, mas porque são gado dos caciques da situação, ou gado da oposição, não restando espaço para meio termo, para terceira ou quarta via. Os pressupostos dessa nuança possibilitam a Mocós e Ratazanas realizar qualquer negócio, qualquer aliança. Fazer alianças seria algo como ampliar o curral. E que fique claro: nenhum boi deve se atrever a fazer a "revolução dos bichos", não necessariamente como aquela de George Orwel, e ocupar o lugar dos donos da boiada. Há braços!
17 junho 2008
LIBERTAR E RECONSTRUIR O QUÊ?
08 junho 2008
A MISÉRIA DA ÉTICA
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Uibaí desta vez vai pra frente... Vai ser realmente reconstruído... Vai ser salvo... Vai ser a Cuba da Bahia... Os revolucionários estão tentando emplacar o filho de Dorim para vice de Pedro Rocha. Já que infelizmente não se pode mais contar com o companheiro Dedê, Dorim vai salvar Uibaí... A morte é cega! kkkkkkkkkkkkkkk!
30 abril 2008
MOCOSADA ELEITOREIRA
Nos ocos da Serra Azul
No silêncio, na calada
Por corredores sombrios
Se prepara a mocosada
Mais um ano eleitoral
A barraca ta armada.
Vão aparecer os cretinos
Mocosinhos sem estribeira
Afiando os dentes podres
Pra defender as bandeiras
Do familismo doente
De seus chefes cinco estrelas.
Na labuta envenenada
De mocós com ratazanas
Os mocosim levam tapa
Os mocosão levam fama
E dão risadas dos trouxas
Em suas tocas, de cama,
Lambendo suas feridas
Feitas pelas ratazanas.
Todo pleito é a mesma coisa
Os mocasão saem ilesos
Os mocosim puxa-saco
Apanham de ficar vesgos
Os mocosão, coisa insana,
Em vez de cuidar dos puxa,
Vão lamber as ratazanas.
( J.M. da Silva)
07 abril 2008
03 abril 2008
ENTRE RATAZANAS E MOCÓS


